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Com direção de Jeff Baena e roteiro de Alison Brie, “Entre Realidades” chega ao catálogo da Netflix, dificultando a classificação de gênero


O filme conta a história de Sarah (Alison Brie), uma jovem tímida que trabalha numa loja de artesanatos, divide apartamento com uma colega e fraciona seu tempo livre entre séries policias, zumba e sua égua, Willow. Sendo uma pessoa de poucos amigos ou quase nenhum, Nikki (Debby Ryan), a moça com quem ela mora, acaba por convencê-la a comemorar seu aniversário numa festa mais intima, junto com seu namorado e mais um amigo, o jovem Darren (Matthew Gray Gubler), que seria apresentado para Sarah.

Depois da festa com regada a bebidas e baseados, coisas estranhas começam a acontecer, sonhos bizarros com pessoas desconhecidas e crises de sonambulismo potencializadas começam a perturba-la. Por ter um histórico de doenças mentais na família, Sarah é aconselhada a procurar um médico para que possa tratar tal instabilidade, mas a moça continua cética diante dos diagnósticos e segue convicta de que está certa, tendo certeza de todos os acontecimentos não são fruto de um surto psicótico e que tudo isso possa fazer parte de algo maior.

A princípio, o filme não dá quase nenhum indicio do rumo que as coisas vão tomar. A expectativa construída em torno da sinopse é quebrada logo no inicio, quando a fotografia em tons pastéis é revelada, dando a impressão de que estamos diante de uma comedia romântica dos anos 2000 na sessão da tarde e, até funciona bem quando levamos em consideração a apresentação da personagem de Alison Brie, que não deixa a desejar na atuação e se entrega completamente a todos os estados emocionais de sua personagem.

Contudo, a mescla de gêneros e a ambiguidade presentes no roteiro não facilitam as coisas, já que a proposta de ‘Entre Realidades’ não fica exatamente clara e a impressão é de que existem pontas soltas. “Entre Realidades” conta com varias camadas e conforme essas nuances vão sendo apresentadas, algumas informações vão apenas sendo deixadas de lado, fazendo com que os atos posteriores pareçam sem propósito, o que talvez seja uma ferramenta para realçar o surto da personagem, mas acabou não funcionando muito bem.

entre realidades

O final de “Entre Realidades” é tão complexo quanto o restante do filme, deixando o público a cargo de suas interpretações e julgamentos. E se essa era a finalidade, talvez tenha funcionado bem, pois o excesso de informação somado a falta de respostas vai te intrigar durante dias.


Onde você pode encontrar Larissa Galdino:

Instagram: @lari__galdino

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Entre Realidades

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