Que Horas Eu Te Pego? – Crítica | De volta aos anos 2000

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Bebendo da fonte das comédias pastelão do início dos anos 2000, “Que Horas Eu Te Pego” é uma eterna linha tênue entre o errado e a crítica social


Quando me pego revendo comédias dos anos 2000, é fácil entender o sentimento do porque gostarmos tanto delas, seja por conta da idade, do tema, das piadas infames, dos momentos sexuais, ou pura e simplesmente porque algumas eram de fato, boas. Filmes como “As Branquelas” e “Eurotrip” são aclamados aqui no Brasil, muito por conta da dublagem, mas também por trazerem críticas pontuais e camufladas em besteirol.

Que Horas Eu Te Pego?” segue na mesma linha. Ao fazer piada com tudo e todos sem poupar ninguém, a comédia escrachada anda na corda bamba entre o errado e a crítica social f*da, ao mesmo tempo em que traz algumas doses de drama, falando sobre a dificuldade que temos de sair da zona de conforto.

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Foto: Divulgação Sony Pictures

 

Qual a história de Que Horas Eu Te Pego?

Na trama, Maddie (Jennifer Lawrence) acredita ter encontrado a solução para seus problemas financeiros quando descobre um anúncio de emprego intrigante: pais ricos e superprotetores oferecem um carro para uma garota disposta a “namorar” seu filho introvertido de 19 anos, Percy (Andrew Feldman), e ajudá-lo a se soltar antes de ele ir para a faculdade.

No entanto, Percy acaba se mostrando um desafio maior do que ela esperava, e a relação dos dois toma um caminho inesperado.

O que achamos do filme?

Gene Stupnitsky (que já tinha entregado um humor ácido e peculiar em “Bons Meninos”), volta a trazer uma mistura entre humor físico, sacadas visuais e texto rápido, não poupando o espectador de palavrões, piadas sexuais, e até elementos do horror na perseguição constante de Maddie a Percy.

Porventura, o diretor também sai do óbvio ao quebrar expectativas. Numa cena específica, Maddie fica completamente pelada, sem truques de edição ou ângulos que tentam esconder sua nudez. Mas a cena é tão comicamente plausível e engraçada, que foge completamente do apelo sexual que o corpo de Jennifer Lawrence poderia ter.

Confira também: Elementos – Crítica | Muito além de um romance

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Foto: Divulgação Sony Pictures

Aliás, a atriz parece se divertir aqui, trazendo uma personagem leve e desbocada, bem diferente de seus papéis dramáticos. Sua química com Andrew é imediata, e o ator é uma grata surpresa. Vindo direto da Broadway, seu personagem desengonçado logo atrai a nossa simpatia, seja pelo timing cômico natural, ou pelo seu talento musical.

Claro, nem só de piadas de sexo vive Que Horas Eu Te Pego?, abrindo espaço para momentos dramáticos que falam sobre bullying, traumas do passado, medo de compromisso e a dificuldade de deixar lugares que um dia nos fizeram bem, mas hoje não mais. Apesar do filme pisar no freio no terço final, as motivações são bem trabalhadas, e a curva de aprendizado serve para ambos, como uma armadilha de dedo.

A própria JLaw afirmou em entrevista que a comédia vai “ofender todo mundo”, e vai depender de você se entregar ao humor físico, pesado e cheio de referências.


Que Horas Eu Te Pego? está em cartaz nos cinemas brasileiros

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Foto: Divulgação Sony Pictures
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