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Mais um filme que faz parte de um desgastado sub-gênero que usa as bebedeiras adolescentes como pano de fundo para filme de comédia. As idéias usadas no filme já foram vistas em pelo menos uma dúzia de filme similares. Inclusive essas idéias já foram bem usadas em alguns filmes, como “American Pie” e “Se Beber, Não Case!” (o último só não usa as festas adolescentes…). Mas nesse filme muito pouco surpreende ou agrada, deixando o filme chato e extremamente idiota.

Na história,que é a mesma de sempre, dois amigos querem comemorar a maioridade de um outro amigo (daí o nome do filme). Obviamente tudo vai sair do controle durante as comemorações. A história é clichê, os personagens são estereotipados ao máximo, as situações bizarras poderiam ser mais trabalhadas. Este último quesito poderia salvar o filme. Se as idéias, que a primeira vista são boas, fossem mais elaboradas, talvez o filme funcionasse mais.

Eu esperava pelo menos isso dos roteiristas Jon Lucas e Scott Moore, os mesmos do já citado “Se Beber, Não Case!”, que são quase especialistas em trazer alguma inovação para filmes clichês. Eles fizeram isso em “Se Beber, Não Case!” e em “Eu Queria Ter sua Vida”, mas aqui fica parecendo que eles recortaram as cenas de outros filmes. Algumas coisas até funcionam, como a piada sobre a Cameron Diaz e o duelo contra os russos no jogo da cerveja. A saga dos amigos sai do nada e vai para lugar nenhum e esse descomprometimento é o que atinge o público alvo do filme (aquelas pessoas que vão ao cinema pra nada).

A direção, que também é deles, não é inovadora. Como eu já disse, ela simplesmente é baseada em cenas já vistas em outros filme do estilo. Mas á direção não é totalmente ruim, já que ela cumpre o prometido (de certa maneira…), que é utilizar nudez e escatologia para gerar o riso. Eu ri muito pouco, mas acredito que algumas pessoas podem gostar do filme.

As discussões sobre amizade, que seriam a moral do filme, funcionam em alguns momentos, mas se perdem completamente no todo, já que a mensagem passada pelo filme é de que amigos são aqueles que não ligam para o seu futuro e te levam para o mau caminho. O pior é que o personagem que tem essa ideia deturpada acaba sendo a melhor coisa do filme. Miller é o Stifler ou o Alan do filme, mas possui algumas particularidades que fazem o personagem funcionar. O melhores diálogos são os dele.

Além dele, o resto dos personagens não servem pra muita coisa e por isso o elenco também não têm nada demais (exceto o interprete de Miller, que pode ter algum futuro…). Outro destaque do elenco é Justin Chon, que faz o Jeff Chang. O ator se dá bem com as cenas de humor físico, fazendo com que algumas delas arranquem risadas.

Um filme clichê que encaixa menos piadas do que eu esperava. O filme poderia ser bem melhor, mas ainda assim vai agradar aquelas pessoas que vão ao cinema “só pra se divertir”. Essa não uma ideia que me agrada, já que eu posso encontrar diversão em filmes que tenham algo a mais, algo diferente. Inclusive alguns são filmes desse estilo, como “Superbad” e os outros já citados na critica.

Um filme que não adiciona nada novo e que também não faz rir tanto quanto poderia, mas que vai atingir seu alvo. As pessoas que vibram com bobeiras e escatologias vão gostar do filme. Eu não faço parte desse grupo…

Flavio Pizzol
Nascido em uma galáxia muito distante, sou o construtor original dessa nave. Aquele que chegou aqui quando tudo era mato. Além disso, nas horas vagas, publicitário, crítico de cinema, aprendiz de escritor e músico de fundo de quintal. PS: Não sabe trocar a sua imagem do perfil...

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