O Assassinato de Jill Dando: A história real por trás do documentário da Netflix

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O Assassinato de Jill Dando é o novo documentário da Netflix que mergulha em um dos casos mais misteriosos da história do Reino Unido. Essa é a chocante e verdadeira história da série, que examina as causas da morte, Barry George, e as inúmeras teorias que cercam o caso.

Em vários momentos ao longo de O Assassinato de Jill Dando, várias figuras da vida de Dando a comparam à Princesa Diana. Ambas eram amadas pelo público britânico, altamente respeitadas na mídia e morreram em circunstâncias misteriosas.

Assim como a Princesa de Gales, a vida de Dando foi interrompida em um incidente que continua intrigando o público, com teorias sobre o que realmente aconteceu sendo apresentadas até hoje. Como diz a Netflix: “Apesar de uma das maiores investigações de homicídios da história britânica, o assassinato continua sem solução”.

O Assassinato de Jill Dando é uma série documental dividia em três partes que nos leva pelos meandros do caso, enquanto familiares, amigos, jornalistas, investigadores e advogados lidam com perguntas sobre o real assassino da jovem.

O Assassinato de Jill Dando é o novo documentário da Netflix
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Quem foi Jill Dando?

Jill Dando foi uma apresentadora de televisão e jornalista britânica querida e proeminente, mais conhecida por seu trabalho na BBC, onde apresentou vários programas, como “Crimewatch“. No dia 26 de abril de 1999, ela foi baleada do lado de fora de sua casa em Fulham, Londres, em plena luz do dia, com a causa da morte sendo atribuída a uma lesão cerebral causada por um único tiro na cabeça.

Ao longo de sua carreira, a presença envolvente e o comportamento profissional de Dando a tornaram uma das apresentadoras mais reconhecidas e respeitadas do Reino Unido. Ela começou sua vida profissional no jornalismo impresso antes de se tornar locutora de notícias da BBC Radio Devon em 1985.

Ela rapidamente se estabeleceu como uma apresentadora talentosa e versátil. Ao longo das décadas de 80 e 90, a apresentadora se tornou um rosto familiar na televisão britânica, estando em uma variedade de programas. Ela coapresentou o programa “Breakfast Time” da BBC, ancorou o programa de notícias regional “South West” e mais tarde ganhou reconhecimento nacional como a face da popular série da BBC “Crimewatch“, que pedia ao público por ajuda na resolução de crimes sem solução.

Seu trabalho no programa de viagens “Holiday” mostrou sua capacidade de se conectar com os espectadores sobre uma variedade de tópicos. O estilo caloroso e pessoal de Dando, combinado com seu profissionalismo, a tornou uma das apresentadoras mais queridas e requisitadas da TV britânica.

Em sua vida pessoal, após um relacionamento com o executivo da BBC, Bob Wheaton, que aparece na série documental da Netflix, O Assassinato de Jill Dando. A jovem começou a namorar o médico da família real, Alan Farthing e anunciou seu noivado em janeiro de 1999, com planos de se casar em setembro daquele ano.

Alguns meses depois, Dando foi morta do lado de fora de sua casa aos 37 anos. A natureza repentina e brutal de sua morte chocou o público britânico, levando a uma das investigações policiais mais notórias da história do Reino Unido.

Havia tanto sangue na cena do crime que sua morte foi inicialmente relatada de maneira incorreta, com colegas da BBC de Dando anunciando que ela havia sido esfaqueada até a morte, até que a polícia compartilhou a informação de uma morte por tiros. Apesar de várias pistas e uma condenação inicial que posteriormente foi anulada, seu assassinato permanece não resolvido, deixando as circunstâncias exatas e o motivo por trás de seu assassinato como um mistério.

As repercussões de sua morte são sentidas até hoje, com familiares, amigos e colegas expressando sua tristeza pela perda. Após a morte dela, Farthing disse em uma entrevista: “Não consigo entender por que alguém iria querer matar alguém tão gentil, amável, bem-intencionado e perfeito como Jill”.


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Quem é Barry George de O Assassinato de Jill Dando?

Barry George é um homem britânico que foi condenado pelo assassinato de Jill Dando em 2001, mas sua condenção fora anulada após oito anos na prisão. George tinha um histórico criminal, tendo sido anteriormente preso por acusações de crimes sexuais. No entanto, grande parte das evidências que o ligavam ao assassinato de Dando eram circunstanciais. Desde que foi absolvido e libertado da prisão, George agora vive na Irlanda, perto de sua irmã.

Após investigar aqueles mais próximos de Dando e a ideia de que o assassino poderia ter sido um matador de aluguel, a polícia acreditava fortemente que o autor era um solitário. “Soubemos desde o primeiro dia, pela natureza do ferimento em sua cabeça e pela marca do cano da arma que se impactou e se imprimiu na cabeça… isso não me pareceu um assassinato rápido”, diz Hamish Campbell, oficial sênior de investigação do caso.

Durante o apelo público por informações, várias mensagens mencionando a mesma pessoa foram recebidas: Barry Bulsara. Segundo as pessoas que ligaram, Bulsara havia solicitado informações sobre o que ele estava vestindo e seu paradeiro no dia do assassinato de Dando. Campbell sugeriu que ele “queria ter o seu álibi“.

Os policiais começaram a investigá-lo e perceberam que ele tinha condenações anteriores, incluindo tentativa de estupro, e também descobriram que Barry Bulsara na verdade se chamava Barry George. Após encontrá-lo, a polícia obteve um mandado de busca em sua casa, onde descobriram milhares de fotos não reveladas de mulheres aparentemente desavisadas nas ruas, além de uma foto sua usando uma máscara de gás e segurando uma arma. Eles também encontraram revistas relacionadas a armas de fogo, artes marciais e cobertura midiática de Dando.

Embora George negasse qualquer envolvimento no assassinato, os investigadores descobriram um casaco em sua casa que, quando submetido à análise forense, foi encontrado com uma única partícula de resíduo de tiro. Isso foi, como dizem, a peça chave para a equipe de detetives, e George foi preso e julgado pelo assassinato de Dando.

No entanto, grande parte das evidências eram circunstancias, além da única partícula de resíduo. O júri o considerou culpado, e ele foi condenado à prisão perpétua em julho de 2001.


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