Mulheres que Nascem com os Filhos | Espetáculo protagonizado por Samara Felippo e Carolinie Figueiredo retorna a São Paulo

Mulheres que Nascem com os Filhos
Foto: Maria Dinat Divulgação

Samara Felippo e Carolinie Figueiredo investigam seu processo de transformação após a maternidade em Mulheres que Nascem com os Filhos, que estreou em 2022 e, desde então, teve apresentações sempre esgotadas e uma ótima recepção da crítica.

Dirigida por Rita Elmôr, a peça tem uma nova temporada no Teatro MorumbiShopping entre 6 de outubro e 19 de novembro, com apresentações às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 19h.

Qual a história de Mulheres que Nascem com os Filhos?

Cômica e dramática como a própria vida de mãe, a peça acompanha a trajetória do renascimento da mulher após a maternidade. Indicada para mulheres, mães, homens e todos que são filhos, a montagem aborda de forma sensível, bem-humorada e sarcástica – como a própria vida das mães – o cotidiano e os dilemas do universo da maternidade, além da trajetória de renascimento da mulher com a chegada desse momento.

O trabalho busca desconstruir e convidar as mulheres a pensarem na maternidade fora dos rótulos a partir de temas como gravidez, puerpério, criação, aceitação do corpo pós-filhos e o encontro de sua nova identidade como mulher.

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Foto: Maria Dinat
Divulgação

Sobre o espetáculo…

“Eu renasci com a maternidade. Saí de uma zona de “conforto” e fui atrás da desconstrução para me reconstruir e reaprender junto com minhas filhas. Descobri que me vulnerabilizar e falar de dores que são oprimidas pelo machismo na maternidade, ressoava de forma curadora e potente, diluía culpas, amenizava traumas e trazia identificação. Nessa peça, quero trazer a desromantização e a transformação que é, em qualquer vida (principalmente para as mulheres), a chegada de uma criança. Quero poder ecoar a voz de milhares de mães, que buscam diariamente fazer o seu melhor na criação dos filhos”, conta a atriz Samara Felippo, mãe de duas meninas, Alicia de 14 anos e a Lara de 10 anos.

“Desde que uma das minhas filhas, aos 7 anos, questionou a beleza do seu cabelo, por ser uma menina negra, minha vida tomou outro rumo. Me deparei com algo que não batia à minha porta por ser uma mulher branca e privilegiada nessa sociedade racista, cruel e covarde, fui em busca de soluções, representatividade e acolhimento”, acrescenta a atriz, que criou o canal no YouTube “Muito além de cachos” depois desse episódio.

No processo criativo, que durou o tempo de uma gestação, as três artistas levaram para a sala de ensaio suas vivências e memórias, fazendo emergir questões femininas que, muitas vezes, são silenciadas por padrões impostos pela sociedade. A criação do trabalho também simbolizou para elas um processo de cura, pois puderam revisitar suas relações com a maternidade e a ancestralidade.

E, para trazer outras vozes para a cena, a peça ainda conta com outros depoimentos de mulheres que tiveram suas vidas transformadas quando se tornaram mães. São muitas as mães com quem a peça dialoga: jovens, maduras, solteiras, casadas, dependentes e independentes, presentes e ausentes.

Sobre as mudanças na vida ao se tornar mãe de um menino e uma menina, a atriz e terapeuta Carolinie Figueiredo compartilha:

“As duas maternidades precoces mudaram minha vida completamente. Tem uma parte minha que até hoje não se recuperou e poder falar isso no palco me emociona e me cura a cada sessão. São 12 anos de reinvenção profissional, pessoal e sexual. A separação também foi muito impactante, então, desde muito nova me vi ‘fracassando’ em todos os aspectos que dão status a uma mulher”.

“Em seguida vieram as formações como doula, educadora parental e terapeuta. A artista segue comigo porque sou atriz desde os meus 5 anos. Então, a peça veio reacendendo o que eu tenho de maior conexão na vida que é o palco. A maternidade colocou a atriz para descansar e agora é a maternidade que devolve a atriz para cena. Isso é sobre retomada de poder, de lugar de fala. Hoje entendo que Mulheres que Nascem com os Filhos vai além da peça: é um movimento sobre autonomia, expressão e recolocação profissional das mulheres que são mães”, conta Carolinie.

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Foto: Maria Dinat
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As outras temporadas

O espetáculo fez sua pré-estreia no final de 2019, em São José dos Campos (SP), e devido a lotação, retornou semanas depois.  Em 2020 e 2021, participou de lives e exibições online, além de participar da FITA – Festa Internacional de Teatro de Angra dos Reis, sendo o maior público presencial e online do festival.

A estreia oficial foi em janeiro de 2022, no Rio de Janeiro, numa curta temporada de 1 mês no Teatro XP, no Jockey Club da Gávea, com lotação de 366 lugares. Depois disso, desembarcou em São Paulo para uma temporada de 2 meses no Teatro Nair Bello, no Shopping Frei Caneca. E, em 2023, teve algumas apresentações no Teatro MorumbiShopping.

Quando e onde assistir?

Apresentações6 de outubro a 19 de novembro de 2023

Sexta e sábado, às 20h, e domingos, às 19h

Teatro MorumbiShopping – Av. Roque Petroni Jr., 1089 Piso Superior G1, 0 – Jardim das Acácias

IngressosR$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada) 

Vendas pelo site https://bileto.sympla.com.br/event/85698/d/210681/s/1423036

Bilheteria abre duas horas antes do início do espetáculo 

Capacidade250 lugares

Classificação12 anos
Duração60 minutos
AcessibilidadeO teatro é acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.


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