Mansão Mal Assombrada – Crítica | Uma nova e morna tentativa

Mansão Mal Assombrada - Crítica | Uma nova e morna tentativa 4
Foto: Divulgação Disney Studios

Melhor do que a versão de Eddie Murphy, “Mansão Mal Assombrada” de 2023 retorna como uma tentativa de resgate ao terror infantojuvenil


Desde sempre, a Disney sempre quis lucrar com seus produtos e fazer parte da cultura de convergência, isto é, seus brinquedos e produções geram outros que vão dar mais dinheiro, e assim sucessivamente. Foi assim com Piratas do Caribe, uma simples atração dos parques que virou uma franquia de sucesso. Em 2003, eles até tentaram com Mansão Mal Assombrada, e falharam tanto na aprovação do público quanto da crítica.

Talvez por trazer um Eddie Murphy em baixa na carreira, ou pela expectativa de vários nomes talentosos envolvidos na produção, o fato é que, podemos atribuir esse fracasso também ao apelo do próprio brinquedo, ou a baixa procura por filmes de terror infantojuvenis, que já estava em baixa no início dos anos 2000. Será que em 2023 o interesse aumentou?

Confira também: Sintonia: Veja tudo sobre a 4ª temporada da série brasileira

Mansão Mal Assombrada - Crítica | Uma nova e morna tentativa 5
Foto: Divulgação Disney Studios

Qual a trama de Mansão Mal Assombrada?

Gabbie (Rosario Dawson) é uma mãe solteira que se muda com seu filho Travis (Chase Dillon), para uma mansão em Nova Orleans que eles compraram por um preço surpreendentemente baixo. Ambos querem começar uma nova vida ali, mas logo percebem que algo está errado com a casa. Imediatamente Gabbie pede a ajuda do padre local, Kent (Owen Wilson).

Ele, por sua vez, traz o cientista viúvo Ben (LaKeith Stanfield), a médium de bairro Harriet (Tiffany Haddish), além de um historiador obstinado (Danny DeVito), e juntos eles vão tentar livrar a casa dos espíritos malignos.

O que achamos do filme?

A versão 2023 de Mansão Mal Assombrada, está interessada em equilibrar o drama com a comédia. Trazendo um background aos seus personagens, o filme se utiliza de clichês de filmes de horror, usando o luto como uma espécie de fraqueza para os personagens, trabalhando isso de forma mais abrangente em seu protagonista. Ao inserir essas questões de maneira constante, a produção faz isso de maneira morna e artificial, e Justin Simien luta para trazer alguma profundidade e significado.

Apesar de explorar o cenário místico de Nova Orleans e sua importância para o povo preto (além é claro, de trazer um elenco majoritariamente negro), a obra encontra força justamente na química e interação entre essas personas tão diversas. O humor mórbido, o medo do desconhecido e as referências aos filmes de terror chamam a atenção do espectador, mas não são suficientes para nos prender, já que tudo é entregue de mão beijada, sem espaço para interpretações.

Confira também: Bob Esponja – O Musical | 5 motivos para assistir o espetáculo que chega a São Paulo

Mansão Mal Assombrada - Crítica | Uma nova e morna tentativa 6
Foto: Divulgação Disney Studios

A trama aliás se aproxima bastante do remake de “Os 13 Fantasmas (2001)”, no desejo do vilão Alistair Crump (vivido por um Jared Leto de CGI), de pegar mais uma alma para sua mansão. Sendo assim, Mansão Mal Assombrada é uma falha tentativa de resgate ao terror infantojuvenil que víamos em “Os Fantasmas se Divertem” e “Gasparzinho”, sem encontrar o bendito (ou maldito), equilíbrio entre a comédia, o terror e o drama.


Mansão Mal Assombrada chega aos cinemas no dia 27 de julho

mansão mal assombrada
Foto: Divulgação Disney Studios
4/10
Total Score
Total
0
Shares
Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Previous Post
Campeonato dos Sonhos: A bola vai rolar no novo filme coreano da Netflix 9

Campeonato dos Sonhos: A bola vai rolar no novo filme coreano da Netflix

Next Post
Desaparecida - O Caso Lucie Blackman: A sinistra história real por trás do documentário da Netflix 10

Desaparecida – O Caso Lucie Blackman: A sinistra história real por trás do documentário da Netflix

Related Posts