Halloween Ends – Crítica | Michael Myers e Laurie Strode mereciam mais

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Foto: Divulgação Universal Pictures

David Gordon Green entrega final morno para Laurie Strode e Michael Myers em “Halloween Ends”


Após 13 filmes, é importante dizer que finalmente Michael Myers e Laurie Strode descansaram. Mesmo que nem todos os filmes tenham sido considerados para a continuação recente da franquia, ou o fato dos protagonistas em questão não terem aparecido em todas as obras, a sensação ao fim de Halloween Ends é de alívio. O problema está em todo o restante.

Com quase duas horas de duração, o filme de David Gordon Green brinca com pistas e histórias falsas, em um filme de celebração, que até tem seus acertos, mas se perde totalmente em exemplificar sua proposta ao justificar a existência e a perpetuação do mal.

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Foto: Divulgação Universal Pictures

Qual a trama de Halloween Ends?

Quatro anos após os eventos de Halloween Kills, Laurie Strode (Jamie Lee Curtis), agora vive com sua neta Allyson (Andi Matichak) e está terminando seu livro de memórias. Michael Myers nunca mais foi visto. Depois de permitir que a sombra de Michael pairasse ao longo de sua existência por décadas, ela finalmente decidiu se libertar do medo e da raiva e se voltar para a vida.

Mas quando um jovem, Corey Cunningham (Rohan Campbell), é acusado de ter assassinado um menino de quem cuidava, uma onda de terror e violência pairam sobre a cidade, forçando Laurie a se juntar com outras pessoas para combater o mal.

O que achamos do filme?

A forte introdução inicial, seguida de um resumo charmoso dos fatos, dá a Halloween Ends uma aura de filme elegante. Se no divisivo Halloween Kills vemos a causa da violência e o caos, Ends quer a todo momento lidar com a calmaria e as consequências, sem abrir mão da violência.

O medo e a paranoia pelo possível retorno de Michael Myers toma conta da população e da vida de Laurie (mais presente neste filme). David Gordon Green continua filmando Myers como um deus, e reforça sua alcunha de “o mal encarnado”, mas se afoga nas próprias pretensões ao introduzir uma história nova, em um longa que teria que ser uma conclusão.

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Foto: Divulgação Universal Pictures

A sensação imediata é de que Kills e Ends tinham que ser um filme só. A inserção de um romance meia boca envolvendo Corey e Allyson também não agrada, e  artificialidade com que todos os homens da cidade são possíveis predadores, é uma crítica meia boca (apesar de totalmente possível).

Existe um esforço em retratar a maluquice provinda de Haddonfield, que se recusa a esquecer o passado, e isso de reflete em Laurie. É ótimo ver uma Jamie Lee Curtis mais leve no papel que a consagrou, mas também é doloroso vê-la não ganhar o final que merecia.

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Foto: Divulgação Universal Pictures

Precisávamos mesmo do nascimento de uma nova onda de violência? David Gordon Green segue sutil como o grave acidente na estrada que abre Premonição 2, e os significados que quer trazer para um Michael Myers fraco, debilitado e precisando de ajuda, não se justificam.

Talvez Halloween Ends não seja aquele final que esperávamos ou imaginávamos, mas se tivesse nos surpreendido ou feito o feijão com o arroz do filme de 2018, poderia ter sido melhor. O conjunto de armadilhas em que a própria filme cai, o tornam morno, e sem razão para continuar. Ainda bem.


Halloween Ends está em cartaz nos cinemas brasileiros

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