Estrelas Além do Tempo: A história real das engenheiras da NASA que virou filme

Estrelas Além do Tempo é baseada em uma incrível história real
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Em Estrelas Além do Tempo vemos três mulheres negras que trabalharam na NASAA sendo essenciais para a Corrida Espacial.


Na década de 1960, os astronautas do Projeto Mercury, Alan Shepard, Gus Grissom, John Glenn e outros, receberam os louros de serem os primeiros homens no espaço. Nos bastidores, eram apoiados por centenas de trabalhadores da NASA pouco reconhecidos, que realizavam os cálculos para suas trajetórias orbitais.

Estrelas Além do Tempo, um livro de 2016 de Margot Lee Shetterly deu destaque à três mulheres nesta corrida espacial, que foram eternizadas posteriormente em um filme emocionante.

A partir de 1935, o Comitê Consultivo Nacional para Aeronáutica (NACA), precursor da NASA, contratou centenas de mulheres como literalmente computadores humanos. O título designava alguém que realizava equações e cálculos matemáticos à mão, de acordo com a história da NASA. Tais mulheres trabalhavam no Laboratório Aeronáutico Memorial Langley, na Virgínia.

Computadoras humanas não eram um conceito novo. No final do século XIX e início do século XX, diversas mulheres na Universidade Harvard analisavam fotos de estrelas para aprender mais sobre suas propriedades básicas.

Essas mulheres fizeram descobertas ainda fundamentais para a astronomia hoje. Por exemplo, Williamina Fleming é mais conhecida por classificar estrelas com base em sua temperatura, e Annie Jump Cannon desenvolveu um sistema de classificação estelar ainda usado hoje (das estrelas mais frias para as mais quentes: O, B, A, F, G, K, M).

A história e o que vemos em Estrelas Além do Tempo

Durante a Segunda Guerra Mundial, o grupo de computadoras foi expandido. Langley começou a recrutar mulheres afro-americanas com diplomas universitários para trabalhar na empresa, segundo a NASA. No entanto, as políticas de segregação exigiam que essas mulheres trabalhassem em uma seção separada, chamada West Area Computers.

Com o passar dos anos e a evolução do centro, as West Computers tornaram-se engenheiras, programadoras de computadores (eletrônicos), as primeiras gerentes negras em Langley e especialistas em trajetórias cujo trabalho impulsionou o primeiro americano, John Glenn, para a órbita em 1962.

Estrelas Além do Tempo ou “Hidden Figures” foca em três dessas mulheres: Mary Jackson, Katherine Johnson e Dorothy Vaughan. Aqui estão breves biografias dessas mulheres:

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Quem foi Mary Jackson (1921-2005)

Jackson era de Hampton, Virgínia. Formou-se com notas altas no ensino médio e obteve um bacharelado em Ciências pela Hampton Institute em Matemática e Ciências Físicas, de acordo com uma biografia postada no site da NASA. Iniciou sua carreira como professora, desempenhando vários outros empregos antes de ingressar na NACA.

Como computadora na seção de computação West Area, ela esteve envolvida com túneis de vento e experimentos de voo. Seu trabalho era extrair dados relevantes de experimentos e testes de voo. Segundo a biografia, ela também tentava ajudar outras mulheres a progredirem em suas carreiras, aconselhando-as sobre oportunidades educacionais.

“Ela descobriu que, ocasionalmente, era algo tão simples como a falta de alguns cursos, ou talvez a localização da pessoa, ou talvez as atribuições dadas a elas, e, é claro, o sempre presente teto de vidro que a maioria das mulheres parecia encontrar”, afirma a biografia.

Depois de 30 anos na NACA e na NASA (quando já era engenheira), Jackson decidiu se tornar especialista em igualdade de oportunidades para ajudar mulheres e minorias. Apesar de ser descrita como uma trabalhadora nos bastidores, ela ajudou muitas pessoas a serem promovidas ou se tornarem supervisoras. Ela se aposentou da NASA em 1985.


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Quem foi Katherine Johnson (1918 – 2020)

Johnson mostrou brilhantismo desde cedo nas escolas da Virgínia Ocidental, sendo promovida vários anos antes de sua idade, de acordo com a NASA. Ela frequentou o ensino médio no campus do West Virginia State College aos 13 anos e começou a frequentar a faculdade aos 18 anos. Depois de se formar com as maiores honras, começou a trabalhar como professora em 1937.

Dois anos depois, quando a faculdade optou por integrar suas escolas de pós-graduação, Johnson e dois estudantes homens receberam vagas. Ela se matriculou rapidamente, mas saiu para ter filhos. Em 1953, quando voltou ao mercado de trabalho, Johnson ingressou na seção de computação West Area em Langley.

Iniciou sua carreira trabalhando com dados de testes de voo, mas sua vida mudou rapidamente após a União Soviética lançar o primeiro satélite em 1957. Por exemplo, algumas de suas equações matemáticas foram usadas em um compêndio de palestras chamado “Notas sobre Tecnologia Espacial“. Essas palestras foram ministradas por engenheiros que mais tarde formaram o Grupo de Tarefas Espaciais, a seção da NACA sobre viagens espaciais.

Para as missões Mercury, Johnson fez análises de trajetória para a missão Freedom 7 de Shepard em 1961 e (a pedido de John Glenn) fez o mesmo trabalho para sua missão orbital em 1962. Apesar da trajetória de Glenn ser planejada por computadores, ele supostamente queria que Johnson mesma revisse as equações para garantir que fossem seguras.

“Quando perguntada sobre sua maior contribuição para a exploração espacial, Katherine Johnson fala sobre os cálculos que ajudaram a sincronizar o Módulo Lunar do Projeto Apollo com o Módulo de Comando e Serviço em órbita da lua”, escreveu a NASA. “Ela também trabalhou no ônibus espacial e no Satélite de Recursos da Terra, e foi autora ou coautora de 26 relatórios de pesquisa.”

Johnson se aposentou da NASA em 1986. Aos 97 anos, em 2015, ela recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta honraria civil nos Estados Unidos.

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Quem foi Dorothy Vaughan (1910-2008)

Vaughan ingressou no Laboratório Aeronáutico Memorial Langley em 1943, depois de começar sua carreira como professora de matemática em Farmville, Virgínia. Seu trabalho durante a Segunda Guerra Mundial era uma posição temporária, mas (em parte graças a uma nova ordem executiva proibindo a discriminação na indústria de defesa) ela foi contratada permanentemente porque o laboratório tinha uma grande quantidade de dados para processar.

Ainda assim, a lei exigia que ela e suas colegas negras trabalhassem separadamente das computadoras brancas e que as primeiras supervisoras fossem brancas. Vaughan tornou-se a primeira supervisora negra da NACA em 1949 e garantiu que suas funcionárias recebessem promoções ou aumentos salariais se merecidos.

Sua segregação acabou em 1958, quando a NACA se tornou a NASA, momento em que a NASA criou uma divisão de análise e computação. Vaughan era uma programadora especialista em FORTRAN, uma linguagem de programação proeminente da época, e também contribuiu para um foguete lançador de satélite chamado Scout (Teste Utilitário Orbital Controlado Sólido). Ela se aposentou da NASA em 1971.


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Onde assistir Estrelas Além do Tempo

Caso você tenha perdido a exibição do filme na TV Aberta em Tela Quente, é possível vê-lo, até a data desta publicação, no serviço de streaming da Netflix.

Veja o trailer 

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