AODISSEIA
Filmes

Viagem no Tempo: Seven – Os Sete Crimes Capitais (1995)


5 de maio de 2013 - 02:14 - Flávio Pizzol

O filme que redefiniu o gênero dos suspense policiais. Seven possui tudo que um bom filme policial precisa, só que de uma maneira melhorada. Tem bons personagens, mortes interessantes, um grande vilão e um suspense contínuo.

O filme segue dois detetives, com personalidades muito diferentes, que estão caçando um serial killer que mata de acordo com os sete pecados capitais. O inicio do filme é meio lento, mas essa parte é importante para o estabelecimento dos personagens, para a “criação” do serial killer e para a compreensão final da história. Depois da primeira hora, o filme engata e prende o público de uma maneira espetacular, culminando em uma cena final destruidora.

A direção do filme é de David Fincher, que viria ficar famosos com outros suspenses, como “Clube da Luta”.A direção passa com precisão a angústia, a confusão e a claustrofobia sentida pelos detetives através dos cenários (a cidade é exatamente desse jeito), da edição e dos ângulos e movimentos feitos pela câmera.

O roteiro é, igualmente, sensacional. Nada é feito à toa dentro da história, ao mesmo tempo em que apresenta algumas coisas realmente brilhantes. Percebam como tudo se encaixa dentro do plano de John Doe (Zé Ninguém na gíria policial). No filme, os personagens agem de acordo com a personalidade pré-apresentada, as razões de Doe são bem explicadas e as mortes são muito compatíveis com os pecados. O roteiro ainda abre espaço para discutir sobre algumas condições humanas.

O elenco também está soberbo. Brad Pitt, Morgan Freeman e Kevin Spacey são atores que deixam sua marca em qualquer filme que fazem. Pitt tem uma atuação muito boa durante todo o filme, passando toda a personalidade de David Mills para o público. Mas é na cena final que ele se supera. Freeman faz um personagem que é calmo em sua essência e não exige muito dele, mas ainda assim consegue se sobressair. Kevin Spacey tem pouco tempo de tela, mas domina esse tempo como ninguém.

O climax reúne esses três em uma mesma cena, que por acaso é a melhor do filme. John Doe explicando o porque das suas ações é assustador, as reações de Freeman (em relação à caixa) e de Pitt aos acontecimentos também são poderosas.

Um filme que é, SEM DÚVIDA NENHUMA, imperdível.