AODISSEIA
Filmes

Viagem no Tempo: O Sexto Sentido (1999)


4 de maio de 2013 - 07:37 - Flávio Pizzol

Um filme emocionante e surpreendente que pode ser considerado um dos melhores filmes de suspense já feitos. Esse filme é o mais famoso do indiano M. Night Shyamalan, que já foi considerado um dos melhores diretores do mundo, mas não faz um bom filme a algum tempo. Seu último filme bom foi “Sinais” de 2002 (na minha opinião).

A premissa é simples, mas a maneira como o filme é conduzido é que o torna sensacional. O filme conta a história de um garoto que vê gente morta e que precisa da ajuda de um psiquiatra infantil premiado (essa é uma premissa bem básica para evitar os spoilers…). Mas a maneira como o roteiro se desdobra, alternando cenas emocionantes, arrepiantes e alguns sustos é o que prende quem assiste o filme.

O roteiro é genial e carrega o filme, com a ajuda da boa direção e de atuações consistentes. A maneira como a reviravolta final acontece é capaz de surpreender até quem já sabe o final. O final é simplesmente brilhante. Destaque para os diálogos entre Cole e sua mãe e entre Bruce Willis e a mulher que são ao mesmo tempo emocionantes e surpreendentes. E o genial é que todas as pistas foram dadas com uma sutileza genial, tornando o final totalmente plausível.

A atuações são consistentes e dão vida aos ótimos personagens criados por Shyamalan de uma maneira sublime. Bruce Willis e Toni Collette estão perfeitos como o psiquiatra e a mãe de Cole. Mas é o garotinho Haley Joel Osment que rouba a cena com uma interpretação sutil, ingenua e também muito madura.

Enfim, um filme que redefiniu um genero que estava apagado na época. Em um momento que os suspenses não prendiam a atenção, aparece “O Sexto Sentido” com seu roteiro redondo e seu final espetacular. Sem dúvida merece ser assistido mais de uma vez.

As observações podem ter SPOILERS…

OBS 1: Antes de fazer a critica, eu revi o filme e é realmente espetacular como todas as pistas são dadas e passam direto pelos olhos do espectador. Quando você sabe o final, você percebe isso com uma facilidade estrondosa. Isso ocorre com a maioria dos suspenses, mas aqui é mais evidente. Desde o fato do doutor não ter diálogo com nenhum outro personagem, exceto Cole, até a maneira como o relacionamento dele com a esposa é tratado. O último realmente parece ser só um casamento em crise. Observem a cena do restaurante onde fica parecendo que ela apenas ignora o marido, mas na verdade ela não o vê.