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Essa coluna foi criada para podermos relembrar alguns clássicos do cinema e nada melhor do que começar com um grande filme do mestre Hitchcock.

Resolvi começar essa coluna com Psicose por dois motivos principais:

1) Eu assisti o filme mais uma vez ontem;

2)Esse filme se enquadra totalmente como um clássico (além de estar em evidência por causa do filme “Hitchcock”, que se passa na produção deste filme, e também com a estréia da série que contará a história de Norman Bates)

A história contada em “Hitchcock”, do diretor Sasha Gervasi, é muito interessante, pois aborda algumas situações que transformaram o filme em um sucesso de bilheteria e em um clássico, posteriormente. Por exemplo, Hitchcock comprou os direitos do livro de Robert Bloch na surdina e mandou que todos os livros fossem comprados pela sua produção. Tudo isso para esconder os mistérios do seu filme, sendo o principal destes a morte da protagonista na famosa cena do chuveiro.

Mas vamos falar do filme que é o que importa…

Uma das melhores coisas do filme é a combinação entre direção (Hitchcock), trilha sonora (Bernard Herrmann) e edição (diversas pessoas, entre elas Alma Reville, mulher de Alfred). A cena do chuveiro é melhor exemplo de como essa combinação é muito importante para o filme. O tema do banheiro é uma das musicas de suspense mais famosas do cinema, junto com a música tema “Tubarão”. E o filme é o mais famoso e brilhante filme de Alfred Hitchcock.

O elenco é outro ponto importante para o sucesso do filme, já que as reviravoltas  do filme se baseiam, princialmente, nas ações dos personagens. E estes são desenvolvidos com maestria por todos do elenco, mas o destaque é todo de Anthony Perkins, faz um Norman cheio de tiques e com uma dubiedade sempre presente. Ora doce e simpático, ora perturbado e assustador. Parte desse desenvolvimento de Norman iniciou-se no roteiro de Joseph Stefano, que mudou completamente o personagem em relação ao livro e deixando Norman ser uma pessoa educada e inocente que muda de uma hora pra outra. E, obviamente, essa mudança foi comprada por Perkins que está genial.

O filme é genial, perturbador e surpreendente. Mesmo que hoje não cause mais tantos sustos, na época (ajudado pelo marketing genial de Hitchcock) foi um filme que causou arrepios e surpresas no público de uma maneira inédita no cinema. Cenas icônicas, personagens marcantes e uma técnica precisa tornam esse filme um grande clássico do cinema.

OBS 1: Não comentei sobre a série, pois anda não tive a oportunidade de assisti-la. Quando assistir, faço um post comentando-a.

OBS 2: Alguns números do filme:

* Custou 800 mil dólares e arrecadou 40 milhões de dólares;

* 11º melhor filme de todos os tempos, de acordo com a Entertainment Weekly;

* 18º melhor filme para o Instituto Americano de Cinema (AFI);

* No Rotten Tomatoes, o filme possui 99% de aprovação do público;

OBS 3: Por motivos óbvios, não irei comentar as péssimas continuações do filme e nem o ridículo remake feito por Gus Van Sant em 1998.

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1 Comment

  1. […] complicado decidir qual era o principal gênero dessa obra. No final das contas, decidi levar Psicose para o suspense e deixar Os Pássaros como o terror que ele merece ser, porque é incrível rever […]

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