Venom: Tempo de Carnificina – Crítica | Não se mexe em time que está ganhando

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Foto: Divulgação Sony Pictures

Trazendo um vilão de respeito, “Venom: Tempo de Carnificina” repete a fórmula de sucesso do filme original


Sucesso absoluto após arrecadar mais de US$ 850 milhões mundialmente, o primeiro Venom é um daqueles casos absurdos e inesperados. Isso porque, o filme foi detonado pela crítica logo quando saiu, e estava longe de ser uma unanimidade do público.

No primeiro final de semana, a produção lançada em 2018 arrecadou 80 milhões de dólares, auxiliado pelo marketing agressivo da Sony, e a recente parceria com o MCU. Agora em 2021, ainda durante a pandemia, o segundo filme do simbionte arrecadou US$ 90 milhões no fim de semana de estreia, um feito raro para os tempos que vivemos.

Mas, como conseguiram isso, com mais um filme que não vem agradando a crítica? Simples: não alterar sua fórmula. Quem gostou do primeiro Venom, com certeza sairá animado com este aqui.

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Foto: Divulgação Sony Pictures

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Mas antes, qual o enredo de Venom: Tempo de Carnificina?

O longa se passa um ano depois dos eventos no longa original, enquanto Eddie Brook (Tom Hardy) continua a se ajustar para viver uma vida compartilhada com o simbionte alienígena.

No filme, Brook tenta reacender a sua carreira de jornalista entrevistando o assassino em série Cletus Kasady (Woody Harrelson) que se torna hospedeiro de um alienígena e vira o Carnificina, uma variante ainda mais destrutiva que o Venom.

O que achamos do filme?

Melhor que o original (o que não era difícil), a vantagem de Venom 2, está em concentrar (e iniciar) sua história naquilo que mais interessa: o vilão Carnificina vivido por Woody Harrelson. Sendo assim, o diretor Andy Serkis segue a fórmula do primeiro filme, ao trazer Eddie Brock num conflito constante com o simbionte, numa dinâmica que mistura bromance, terapia,   e abuso de relações, sem perder o bom humor.

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Foto: Divulgação Sony Pictures

Por outro lado, a origem de Cletus Kasady/Carnificina ao lado de sua amada Frances Barrison/Shriek (vivida por Naomie Harris com o mesmo visual de Calypso de Piratas do Caribe) trazem qualidade a uma trama desgastada pela dualidade.

Já tínhamos visto Eddie e Venom em uma dinâmica dicotômica no primeiro filme, e aqui o texto de Tom Hardy em parceria com Kelly Marcel explora isso a exaustão, tornando o filme cansativo. A única novidade está na insanidade de Cletus e Frances, que emulam Bonnie & Clyde em sua inteligência, unido a insanidade de Assassinos Por Natureza (coincidentemente outro filme protagonizado por Harrelson).

Os efeitos também melhoraram em relação ao longa anterior, tornando os confrontos entre Venom e Carnificina verdadeiras batalhas apoteóticas, sustentadas pelo som estrondoso (fraqueza dos simbiontes), e pela trilha acertada de Marco Beltrami.

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Foto: Divulgação Sony Pictures

Quando não se leva a sério, a produção se sai melhor, mesmo que isso não a isente de problemas de ritmo (mesmo com apenas 97 minutos), e piadas sem graça. Se permanecer no exagero, talvez a franquia renda mais sequências, mesmo que continue não agradando a todos, algo que nem Jesus conseguiu.


Ps: O filme tem 1 cena pós-créditos importantíssima para o universo de Venom, e também para o Homem-Aranha.


Venom: Tempo de Carnificina estreia no dia 07 de outubro (quinta-feira), nos cinemas brasileiros. Caso vá aos cinemas, siga todos os protocolos de segurança!

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