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Uma Morte em Vermelho: Data de lançamento, enredo, elenco e tudo o que você precisa saber sobre a série de documentários pós-Guerra Fria da Netflix


Quando se trata de bom conteúdo sobre documentários e séries de crimes reais, a Netflix se sai muito bem e o faz como ninguém. Mesmo durante a pandemia do coronavírus, o serviço de streaming conseguiu produzir vários documentários sobre fatos da nossa história que nos mantiveram tranquilos por toda a quarentena.

Mas o que torna uma série, ou documentário, de crimes reais melhor? Quando há espionagem envolvida, é claro.

A mais nova série da Netflix, Uma Morte em Vermelho, remonta ao final da era da Guerra Fria, quando as Alemanha Ocidental e Oriental se reuniram novamente para formar a atual Alemanha. Detlev Rohwedder era um político alemão e membro do Partido Socialista Democrata, que foi morto em abril de 1991 por um franco-atirador.

Até hoje, o atirador não foi identificado, no entanto, o grupo de militares alemães de extrema esquerda, os Red Army Faction (RAF) assumiram a responsabilidade do assassinato.

Mas será que foram eles mesmos? Vamos descobrir.

Data de lançamento

Uma Morte em Vermelho está disponível na Netflix desde o dia 25 de setembro de 2020.

uma morte em vermelho é o documentário alemão da Netflix

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Enredo de Uma Morte em Vermelho

Em abril de 1991, Detlev Rohwedder, chefe da Treuhand, a Agência de Privatização e Reestruturação da Alemanha Oriental, foi assassinado em Dusseldorf. Os tiros foram disparados à uma distância de 63 metros, por um rifle calibre padrão OTAN 7,62 × 51 mm, o mesmo rifle que foi usado durante o ataque de franco-atiradores da RAF à embaixada americana em fevereiro daquele ano.

Uma perícia na cena do crime de Uma Morte em Vermelho encontrou três caixas de cartuchos, uma cadeira de plástico, uma toalha e uma carta reivindicando a responsabilidade do comando da RAF, em homenagem a Ulrich Wessel, uma figura de menor importância dentro da organização, que morreu em 1975.

O atirador nunca foi identificado. A RAF foi um grupo terrorista de extrema esquerda que matou 33 pessoas entre 1971 e 1993.

Em 2001, uma análise de DNA descobriu que fios de cabelo da cena do crime pertenciam ao membro da RAF, Wolfgang Grams. O procurador-geral não considerou esta evidência suficiente para nomear Grams como um suspeito do assassinato. A série examinará as evidências disponíveis para tentar identificar quem de fato matou Rohwedder.

Trailer

Mais detalhes sobre Uma Morte em Vermelho 

Esse é o primeiro documentário alemão lançado pela Netflix, e chega logo batendo na ferida de um dos períodos mais complexos do pós-guerra alemão, quando sua unificação foi iniciada, após o fim da guerra fria.

Em Uma Morte em Vermelho, três balas disparadas de um rifle de longo alcance criou um dos capítulos mais controversos dessa história, junto de perguntas sem respostas suficientes, que foram responsáveis por gerar inúmeras teorias da conspiração: a morte de Detlev Karsten em 1991.

Rohwedder tinha todas as características para se tornar a versão alemã do assassinato de John F. Kennedy. Mas não foi.

O assassinato do político social-democrata encarregado de supervisionar a desnacionalização de milhares de empresas estatais após a unificação da Alemanha Oriental e Ocidental atraíram novas discursões no país após o lançamento do documentário em série Uma Morte em Vermelho.

O programa de quatro partes reconsidera a morte de Rohwedder do ponto de vista de três possíveis mandantes: o grupo terrorista Red Army Faction (RAF) que assumiu a responsabilidade pelo assassinato em um depoimento deixado para trás no local do crime; ex-membros da polícia secreta da Alemanha Oriental, ou uma pessoa não identificada da camada mais profunda da Alemanha Ocidental, usando o espectro de militantes de extrema esquerda como disfarce para o crime.

“Continuamos sendo um país dividido.”

A série foi lançada uma semana antes do 30º aniversário da reunificação alemã, comemorado no dia 3 de outubro, num evento que retrata não uma festa em frente ao Portão de Brandemburgo, mas sim ao advento de um período muito mais sombrio, marcado pelo aumento do desemprego, crescente repressão militar, protestos e o início de uma nova desconfiança e ressentimento entre o leste e o oeste que tem suas rusgas até hoje.

“A Alemanha moderna é vista como um país muito mais maduro e limpo, mas ainda há dores e fantasmas da violência recente”, disse o produtor e co-autor do programa, Christian Beetz ao jornal inglês The Guardian.

Uma Morte em Vermelho está disponível na Netflix

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