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Viva: A Vida é uma Festa percorreu um caminho tortuoso até chegar aos cinemas

E não podia ter sido melhor!


Viva. A Vida é Uma Festa (título em português) mudou tanto o curso de sua produção que os produtores não tinham mais um nome para dar ao filme. Lee Unkrich, diretor da animação, disse que foi feita uma lista de centenas de títulos diferentes para tentar achar um nome. Segundo ele, Coco (título em inglês) era algo interno, como um código.

Coco é o nome da bisavó do filme, o que pode parecer um tanto quanto estranho, se tratando de uma história sobre um menino que viaja à Terra dos Mortos para tentar se tornar um grande músico. Contudo, a medida que a história ia mudando e desenvolvendo os personagens, Coco era o nome ideal para a animação. Isso é algo comum nas produções da Pixar. Toy Story e Valente, por exemplo, tinham esses nomes logo no início do projeto e acabaram se tornando um sucesso de bilheteria e crítica.

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Imersão total na cultura mexicana

Em uma excelente entrevista ao site americano io9, Unkrich disse gostar que os títulos de seus filmes tenham um significado de verdade. “Quando as pessoas começam assistir o filme percebem que esse é o nome da bisavó. Mas porque chamam o filme assim? Só que depois que você assiste, parece não ter outro nome para chamar se não esse.” Disse o diretor.

Em 2010, Lee lançou Toy Story 3, até então o maior sucesso da Pixar. Ele sabia que depois disso queria algo original. Uma história própria e fascinante, então achou no feriado mexicano do Dia dos Mortos a oportunidade perfeita.”Me senti atraído na forma como as pessoas se envolvem com o Dia de los Muertos. A junção estranha de esqueletos com as cores vivas é fascinante” disse.

Durante a pesquisa para o filme, Unkrich percebeu que o dia não é da morte e sim para celebrar a vida. Só isso já é um ótimo motivo para contar uma história. Junta-se a isso uma aventura amarradinha, com personalidades marcantes e uma boa dose de emoção e pronto. Temos um filme Pixar.

Na primeira versão do roteiro, o enredo de Viva era totalmente diferente da versão final. Originalmente, segundo Lee, a história seria sobre um garoto, filho de mãe mexicana com pai americano. Quando a mãe do menino morre, seu pai resolve leva-lo ao México para conhecer o lado mexicano da família. Lá, no outro lado do muro, ele tem contato com o Dia dos Mortos e a partir daí, ele e uma turminha do barulho embarcavam em uma aventura, aprontando altas confusões.

O diretor percebeu, no fim da pré-produção de Viva, que a história de uma criança lidando com o sofrimento e aprendendo a dizer adeus era exatamente a antítese do que o Dia dos Mortos representa. Dia de los Muertos é sobre nunca deixar partir e não sobre a ausência para sempre.

A americanização não tirou o charme da cultura nem da qualidade do filme

Deixando dessa forma, Viva seria uma versão americanizada sobre o feriado mexicano, como já vimos várias e várias vezes no cinema. Ao perceber esse grave erro, a Pixar mudou os rumos da produção. A partir daí a história se concentrou em Miguel, um jovem mexicano que vai à Terra dos Mortos para tentar resolver o mistério de por que sua família odeia música.

Ao todo foram seis anos de desenvolvimento de Viva. O filme mais longo que Lee Unkrich esteve envolvido, desde o início da Pixar. Com todo esse tempo, o diretor afirma que finalmente o longa está redondinho.

Caso queria ler a entrevista completa, em inglês, é só clicar nesse link.

Viva: A Vida é uma Festa estreou nos cinemas americanos dia 22 de novembro. Aqui no Brasil, o filme estreou dia 4 de janeiro.


 

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🤔 E se os bonecos de Toy Story ganhassem vida (de verdade)?👀 . Via @wianmagic . #toystory #disney #pixar #tiktok #sunday

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