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Especial

TOP 15: Melhores séries de 2018

Fizemos a tradicional lista de nossas preferências na TV

28 de dezembro de 2018 - 14:50 - Tiago Soares

Mais uma vez, após uma votação e um cálculo complexo aqui na redação, separamos as 15 melhores séries de 2018. Como em todos os anos, temos retornos empolgantes e séries da HBO, além de novos serviços de streaming como a Amazon Prime Video e GloboPlay.

Diferente dos filmes, essa lista sempre foi anual, então você vai encontrar os mais variados gostos. Vamos lá:


 

15º) Atypical

Sensibilidade e leveza são as qualidades que tornam Atypical única e leve de assistir. Mas não confunda leveza com falta de profundidade. Uma das melhores séries da Netflix trata de assuntos bastante comuns e identificáveis com qualquer ser humano e o autismo é apenas um pano de fundo nesta segunda temporada gostosa de assistir.

Crítica completa aqui.

 

14º) Better Call Saul

A quarta temporada de Better Call Saul finalmente chegou onde todos esperavam: a transformação de Jimmy no advogado picareta que conhecemos em Breaking Bad. E fez isso com um roteiro certeiro, altas doses de humor, direção cinematográfica e uma atuação luxuosa de Bob Odenkirk. Imperdível para fãs de Breaking Bad e espectadores de primeira viagem.

 

13º) BoJack Horseman

A animação mais adulta e surtada da Netflix chega ao seu ápice dramático numa temporada marcada por muitas piadas com o mercado televisivo de Hollywood, temas cada vez mais pesados e um clímax impecável. Além disso, ainda fica o destaque para um episódio composto exclusivamente por um monólogo intimista e poderoso do protagonista.

 

12º) American Vandal

O medo da segunda temporada de American Vandal perder sua sensação de amadorismo, devido o grande investimento da Netflix foi grande. Felizmente a série continuou misteriosa e genial no desenrolar de sua narrativa, ainda trazendo uma discussão série e uma espécie de “moral da história”. Uma pena ter sido cancelada e infelizmente não teremos uma 3ª temporada.

Crítica da segunda temporada aqui.

 

11º) Demolidor

Depois de uma segunda temporada instável, o Homem Sem Medo voltou ara o seu terceiro ano com um novo showrunner e mais sangue nos olhos. O resultado foram episódios mais regulares, menos enrolação, muitos questionamentos éticos e religiosos, ótimos vilões, cenas de ação que não pegaram leve no quesito violência e um plano-sequência de dez minutos que merece aplausos. Infelizmente, o cancelamento chegou e nos tirou a chance de ver mais um pouco de Demolidor, Mercenário e sua turminha do barulho.

Confira a crítica da terceira temporada aqui.

10º) Dear White People

O TOP 10 abre com uma das séries mais importantes do ano. Dear White People sai do micro para o macro, ao expandir sua história e seus personagens, fazendo parte de algo muito maior e mais antigo que eles, ao mesmo tempo em que surpreende em seus debates raciais mais íntimos.

Crítica do primeiro ano aqui.

 

9º) Homecoming

Última série maratonada desse ano, a série original da Amazon chegou para ocupar o espaço deixado por Mr. Robot em nossas vidas. Um suspense muito bem organizado que explora em tempos diferentes a relação dos americanos com a guerra, os traumas dos veteranos e a falta de ética das grandes empresas. Muita crítica e ótimas reviravoltas conduzidas por uma atuação digna de prêmios de Julia Roberts. E a melhor parte é que são só dez episódio de meia-hora cada…

 

8º) My Next Guest Needs No Introduction

Esse é provavelmente o nome mais incomum dessa lista, afinal estamos falando de um programa mensal de entrevistas produzido pela Netflix. No entanto, a realidade é que David Letterman não saiu da aposentadoria à toa e entregou um formato que consegue ser divertido e questionador na medida certa, rendendo a atenção do espectador sem poupar os entrevistados (todos ótimos) de perguntas importantes.

 

7ª) The Americans

A maravilhosa série dos espiões russos que constituíram família nos EUA em plena Guerra Fria chega a sua temporada final em alto nível. O destaque, como já era de se esperar, fica com as altas doses de ação, a ótima contextualização histórica, reviravoltas e algumas escolhas inesperadamente emocionais. Tudo conduzido por uma direção sensível e pelas atuações espetaculares de Keri Russell e Matthew Rhys.

 

6º) Cobra Kai

Com uma dose cavalar de nostalgia. Cobra Kai chegou como a primeira série original do Youtube Red, a plataforma de streaming oficial do youtube, e não decepcionou. A séries expande o universo de Karate Kid, faz as devidas homenagens ao Sr. Miyagi (Pat Morita) e uma outra perspectiva sobre a visão de Jhonny Lawrence.

Crítica completa da primeira temporada aqui.

 

5º) This Is Us

Um novelão que conquistou o público instantaneamente com suas reviravoltas, mudanças temporais e tramas cheias de emoção. Os episódios de 2018 só continuam nessa mesma toada, incluindo um final de segunda temporada poderoso (com direito a morte mais esperada da televisão) e uma ótima sequência de histórias que deu início ao terceiro ano. É impossível ver o episódio do velório ou aquele que se passa todo no Vietnã e deixar This Is Us fora dessa lista.

Confira a crítica completa da segunda temporada aqui.

 

4º) Barry

Resumidamente, Barry é uma comédia bizarra sobre um assassino de aluguel que desiste de tudo para ser ator. Eu sei que a premissa já chama a atenção pela bizarrice e talvez isso seja motivo suficiente para te convencer, mas é o inesperado que coloca ela nessa lista. Os oito episódios que compõem o ano de estreia guardam um desenvolvimento brilhante do protagonista, humor de alto nível e uma virada dramática que resulta em um dos melhores episódios do ano. Uma obra-prima de Bill Hader e da HBO.

Confira a crítica completa aqui.

 

3º) A Maldição da Residência Hill

Uma das maiores surpresas do ano e da Netflix, A Maldição da Residência Hill é um drama familiar disfarçado de uma série de terror, o que não a deixa menos assustadora. Os fantasmas escondidos, o vigor estético de Mike Flanagan e as atuações incríveis, principalmente do elenco infantil são os principais pilares da produção.

Crítica completa aqui.

 

2º) Brooklyn 99

A comédia de televisão aberta mais aclamada e adorada dos últimos anos passou por um momento de muita tensão após ser cancelada pela Fox e resgatada um dia depois pela NBC. E não vamos mentir: esse momento colocou a série em um holofote que a ajudou a alcançar a segunda colocação da nossa lista. No entanto, a qualidade regular dos episódios, as inúmeras referências a cultura pop, as narrativas mais sérias (como o risco de ser policial ou sexualidade) e os personagens incríveis foram a parte mais importante.

Confira alguns dos grandes momentos da série aqui.

 

1º) Atlanta: Robbin Season

Dois mil e dezoito foi o ano de Donald Glover. Se brilhou em This is America, não seria diferente com sua série Atlanta. Recheada de críticas sociais e situações hilárias, Glover utiliza da comédia para incomodar e fazer refletir. Ao lado do diretor Hiro Murai e sob a alcunha do subtítulo Robbin Season, a genialidade e a ligação entre os episódios deixa tudo mais orgânico, além de possuir o melhor episódio do ano (Teddy Perkins). Sem dúvida a melhor série do ano.

Crítica do segundo ano aqui.

 

MENÇÕES HONROSAS

Sharp Objects
Maniac
Pose
– Kidding