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TOP 15

Top 15: Melhores adaptações de Stephen King

Bora passear pelas melhores adaptações de histórias do mestre do terror?


21 de setembro de 2019 - 01:39 - Flávio Pizzol

Há exatos 72 anos, nesse dia 21 de setembro, nascia uma das mentes mais criativas e prolíficas do mundo: o mestre do terror Stephen King. Um poço de inventividade que já publicou mais de 400 trabalhos divididos entre romances, contos, poemas, antologias e livros de não ficção. Uma fonte que está por trás de, no mínimo, uma centena de adaptações que ganharam vida nas telonas, na televisão (Castle Rock, Mr. Mercedes e etc…) e até mesmo nos quadrinhos.

É por isso que, para comemorar o aniversário da lenda, nós decidimos abraçar seu legado sétima arte, passar por cima de bombas como Under the Dome ou Torre Negra, e preparar uma lista com os quinze melhores filmes originados pela mente gloriosa e assustadora de Stephen King.

OBS: A lista é baseada na opinião de nossos redatores, logo você tem todo o direito de discordar e nos contar quais trocar faria…


15) A Janela Secreta (2004)

Um estudo metalinguístico sobre como o bloqueio criativo assume a forma de um monstro para a maioria dos escritores, A Janela Secreta é uma daquelas produções simples que deve figurar na mente de quem assistia Supercine na década passada. Um posto conquistado com algum merecimento, já que, mesmo repetindo clichês típicos do gênero, o longa consegue divertir e prender o espectador na sofá por quase duas horas. Sem nenhum dúvida, a dica certa para um dia isolado numa cabana…

14) O Cemitério Maldito (1989)

Ressuscitado por uma refilmagem recente, O Cemitério Maldito é um dos filmes mais divisivos dessa lista em relação a aceitação do público. Muita gente ama e muita gente odeia, mas ninguém nega que, por trás de muitas confusões narrativas, existe essa boa ideia de traçar um paralelo entre os zumbis e o medo da morte com os toques de fantasia e drama que se tornaram marca registrada de Stephen King. Um clássico da televisão aberta que talvez mereça uma nova chance.

13) Christine – O Carro Assassino (1983)

Um bom exemplo de como funciona a criatividade de Stephen King, Christine deveria receber atenção imediata por apresentar a premissa mais nonsense da enorme bibliografia do autor. Afinal de contas, estamos falando de um típico filme de monstro que tem um carro assassino como vilão principal. Não podemos negar que o resultado dessa loucura é bastante questionável, mas também não podemos ignorar que se trata de uma adaptação brilhantemente conduzida pelo incomparável John Carpenter.

12) Jogo Perigoso (2017)

Primeira adaptação de Stephen King comandada por Mike Flanagan (que ainda esse ano irá lançar Doutor Sono), Jogo Perigoso é um belo exemplo de como o autor consegue criar terror com muito pouco. Nesse caso, a história só precisa de dois personagens, um cenário e algumas alucinações traumatizantes para construir um típico suspense de sobrevivência que usa as cicatrizes do passado de sua protagonista como combustível.

11) Cujo (1983)

Pode parecer brincadeira, mas o ano de 1983 realmente foi escolhido como aquele em que os “filmes de monstro” (um dos subgêneros mais importantes do terror) seriam revitalizados por adaptações de Stephen King. É por isso que, depois de um carro assassino, somos apresentados a um São Bernardo raivoso que decide isolar mãe e filho pequeno dentro de um Ford Pinto com o intuito de criar uma “paródia” bizarra, sangrenta, realista e extremamente tensa de Tubarão. Um clássico cult!

10) Eclipse Total (1995)

classificado como uma mistura de suspense psicológico e melodrama gótico, Eclipse Total reúne várias características da bibliografia de King em uma produção sobre memória, passado e resiliência que se destaca pelo fato de ser protagonizada por várias mulheres cheias força e empoderamento. O resultado, marcado por grandes atuações de Kathy Bates e Jennifer Jason Leigh, é um filme subestimado que, sem dúvida nenhuma, merecia ser mais reconhecido atualmente.

9) 1408 (2007)

Um dos filmes menos conhecidos dessa lista, 1408 acompanha nada mais nada menos do que um homem descrente tentando sobreviver a uma noite em um quarto amaldiçoado. Uma premissa simples que ganha alguns pontos graças ao roteiro assertivo, a direção trabalhada no surrealismo, um clima sufocante digno de tramas que usam apenas um cenário, e os seus quatro finais curiosos e diferentes do conto original (algo que, no caso de Stephen King, é geralmente bom).

8) Carrie – A Estranha (1976)

Primeira adaptação do primeiro livro de King, essa versão de Carrie merece um lugar nessa lista por ser um ótimo exemplar de uma das principais características do autor: a mistura do terror com temas típicos de sua vida. A câmera de Brian De Palma controla a tensão e captura os dilemas da protagonista com a sensibilidade necessária para reunir o horror sobrenatural com discussões (válidas até hoje) sobre fanatismo religioso, bullying e sexualidade.

7) It – A Coisa (2017)

Com uma continuação inferior fazendo sucesso nas bilheterias atualmente, a primeira parte de It (que também pode ser chamada de Capítulo 1) chega nessa lista com a missão de representar um dos livros mais complexos e famosos de Stephen King. Mesmo com algumas mudanças substanciais, o filme do argentino Andy Muschietti acerta em cheio na fotografia, no equilíbrio do tom e na escolha de um elenco mirim que conquistou o coração de todo mundo.

Confira a nossa crítica aqui.

6) O Nevoeiro (2007)

O Nevoeiro é basicamente um estudo sobre a degradação do ser humano em situações de risco que levou para a telona o que King faz de melhor: metáforas aterrorizantes e personagens complexos. O resultado da terceira incursão de Frank Darabont nos textos de King acabou sendo deixado em segundo plano depois de um tempo, mas merece alguma atenção pelo aumento progressivo da tensão e pelo final que figura entre os mais chocantes do gênero.

5) Louca Obsessão (1990)

Uma produção que usa a típica metalinguagem presente nas histórias de King como combustível para uma trauma onde o verdadeiro monstro é o fanatismo, Louca Obsessão talvez seja um daqueles grandes filmes que passam despercebidos pelo grande público. Por sorte, atualmente, ele ganhou um merecido status de cult graças aos momentos de pura tensão que ganham vida através das atuações brilhantes de Kathy Bates e James Caan. Em outras palavras: merece uma visita urgente!

4) Conta Comigo (1986)

Um conto singelo sobre juventude e amizade que, mesmo não parecendo uma obra do “mestre do terror”, garantiu seu lugar nessa lista sem nenhuma discussão. Conta Comigo é uma produção intimista, muito bonita e icônica que permanece atual até hoje, merecendo tanto uma visita urgente daqueles fãs de primeira viagem, quanto uma revisita de quem teve a honra de conhecer uma das grandes inspirações de filmes e séries que embarcam na nostalgia da década de 80.

3) À Espera de um Milagre (1999)

Um drama clássico que – sob o comando do recorrente Frank Darabont – mergulha o espectador em uma viagem mística pela capacidade humana de fazer o bem ou o mal. Usando muito bem os preconceitos e os contrastes morais que acompanham os seres humanos para atiçar a curiosidade do espectador, À Espera de Um Milagre acaba se equiparando a uma aula de cinema quando se fala sobre emoção e imprevisibilidade.

2) O Iluminado (1980)

Apesar de não ser “aprovado” pelo próprio escritor, a adaptação de O Iluminado dirigida por Stanley Kubrick é, sem nenhuma dúvida, brilhante e icônica. Talvez não seja necessariamente uma obra fiel ao material original (somos obrigados a admitir), mas isso não o impede de ser um filme preenchido por altas doses de tensão, uma direção imersiva que usa os planos-sequencia como poucos, um par de atuações incríveis e algumas várias cenas marcantes.

1) Um Sonho de Liberdade (1994)

Baseado em uma das poucas histórias em que King deixa o terror completamente de lado, Um Sonho de Liberdade não só ganha nosso posto de melhor adaptação do autor, como também figura em diversas listas de grandes filmes da história do cinema. Essa obra-prima, dirigida por Frank Darabont (The Walking Dead), mistura atuações impecáveis, uma fotografia belíssima e um texto que analisa, com uma sensibilidade indiscutível, a eterna briga entre esperança e injustiça. Um clássico incontestável!