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Quando surgiram lá pelos anos 2000, a banda nova-iorquina The Strokes munida de seu primeiro ep, foi considerada a salvação do rock


Com o lançamento dos álbuns Is This It (2001) e Room On Fire (2003) mostraram atitude da banda em trazer um som mais básico, puxado na simplicidade, permitindo que The Strokes circulasse no hall das grandes bandas estadunidenses e servisse de influência para tantas outras. 

The New Abnormal lançado no último dia 10 de abril,  é o sexto álbum de estúdio do Strokes, contém nove faixas que somam 45 minutos de som.  Após sete anos desde o lançamento de Comedown Machine (2013), The Strokes retorna com o seu mais novo disco de inéditas e em tempos tão anormais, o título serviu como uma luva. As gravações de The New Abnormal aconteceram todas na Califórnia e a produção do disco ficou por conta do produtor Rick Rubin (Red Hot Chilli Peppers, System Of A Down, Black Sabbath).

Já a capa do disco, é uma homenagem ao artista nova-iorquino Jean-Michel Basquiat (1960 – 1988), e a pintura em questão é batizada de  “Bird on Money” de 1981 um tributo feito pelo artista à um de seus ídolos, o saxofonista Charlie Parker, conhecido como Bird.

 

The New Abnormal traz aquele The Strokes que já conhecemos, mas mais amadurecidos em relação ao som que fazem. Logo na primeira faixa “The adults are talking”, já encaramos sintetizadores, ruídos característicos de uma pegada indie. Em Selfless”, o vocal sofrido e melancólico de Casablancas acompanhado dos riffs das guitarras, nos remetem à uma essência mais psicodélica. 

Na sequência temos a “Brooklyn Bridge to chorus”, com ar oitentista puxada por um sintetizador bem carregado, é uma faixa dançante bem no estilo indie-rock.  “Bad Decisions” é quarta faixa e aqui temos aquele The Strokes lá dos anos 2000 e que nos faz lembrar do começo da banda, a canção também tem inspiração sonora a música “Dancing with myself”, de Billy Idol.

the strokes the new abnormal banda

Fica aqui o questionamento: quem aí, nunca tomou decisões ruins num relacionamento, não é mesmo? Já na faixa Eternal Summer”, o New Wave se faz presente e exala a essência dos anos 80. O ritmo desacelerado da canção poderia render muito bem um lugar na trilha sonora de The X Files.

A sexta faixa do disco é “At the door”, divulgada em fevereiro foi o primeiro single do álbum e ainda ganhou um videoclipe. Aqui temos um vocal mais pesado e que embala uma boa sofrência. Em “Why are sundays so depressing” é só mais uma faixa que traz a simplicidade arrastada de The Strokes que nós conhecemos, ou seja, mais do mesmo.


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Em “Not the same anymore”, o tom é de lamento e desabafo sobre não ser mais o mesmo e canta “I was afraid, I fucked up. Yeah, I couldn’t change, it’s too late”. É Julian, todo mundo sabe que depois dessa pandemia, não seremos mais os mesmos. Concluindo o The New Abnormal, temos a ótima faixa “Ode to The Mets” que  faz homenagem a cidade de origem da banda, Nova York. Mais uma vez temos nossa atenção voltada aos riffs de guitarra, sintetizadores marcantes e melancólicos que preenchem bem o sentimento de despedida que a faixa carrega.

The New Abnormal não é nenhuma obra de arte (tirando a capa hehehe), mas descreve bem o que é The Strokes. Em alguns momentos, o disco nos faz pensar “Uau!” já em outros nos deixam com a sensação de “Já ouvimos isso antes”, mas nada que desmereça o novo trabalho ou que vá desagradar o verdadeiro fã da banda. 

Ouça o álbum:

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