Southernmost – Rumo ao Sul é um livro delicado e cativante

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Southernmost é um livro bastante delicado, que conta a história de um homem incompreendido em uma sociedade completamente preconceituosa.


  • Título: Southernmost – Rumo ao Sul
  • Autor: Silas House
  • Ano: 2018
  • Editora: TAG e Farol Editorial
  • Páginas: 302
  • Gênero: Drama

Asher Sharp é um pastor de uma igreja evangélica nos EUA, que era uma dessas pessoas preconceituosas, mas que ao longo dos anos foi pesquisando e mudando seu ponto de vista sobre a homossexualidade, e por ter uma mente mais aberta acaba ele mesmo sendo prejudicado.

Sobre o livro Southernmost

Quando comprei Southernmost, eu estava interessada em ler algo dentro da temática LGBTQA+ que não fosse um romance adolescente, e sim em busca de alguma temática mais madura. Apesar dessa ser a premissa do livro, desapontou um pouco pois focou muito mais na relação de Asher com seu filho do que realmente nas maiores vítimas do preconceito, que são as pessoas da comunidade LGBTQA+.

Southernmost, então, não é um livro com foco em personagens gays, lésbicas, trans etc, porém é um livro sobre amor, respeito e diálogo. E nisso se torna um livro bastante sensível com uma história bem desenvolvida.

A história de Southermost começa quando, durante uma enchente, o pastor tenta abrigar em casa um casal gay que ficou sem um lar, porém sua esposa, bastante conservadora, não quer que eles fiquem ali, pois acha que são pecadores e não quer que o filho tenha contato com “pessoas desse tipo”.

A congregação fica sabendo e critica Asher por tentar acolher o casal na comunidade, resultando em sua expulsão do cargo de pastor.

A partir daí as coisas vão acontecendo um pouco fora de ordem em Southermost. O autor, Silas House, começa a dar um pouco mais de informações sobre o passado de Asher e explicar porque ele passou a ter uma mente mais aberta, compreensiva e respeitosa em relação aos homossexuais: o irmão mais velho de Asher, Luke, é gay, sofreu preconceito de Asher e da própria mãe, que o repelia por ter nascido um “pecador”, e estava sem falar com Asher a mais de dez anos.

Porém, nesse meio tempo, com saudades do irmão e recebendo alguns cartões postais com poemas dele, Asher passou a pesquisar mais e buscar o amor ao próximo dentro de sua própria fé.


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Então, Asher passa a perceber que pouco tem em comum com a esposa, com a comunidade e com a congregação onde sempre pegou, e esse afastamento causa o fim do seu casamento, e a briga pela custódia do seu filho. É nesse ponto que Southernmost dá um plot twist gigante e a história começa a ficar mais intensa.

Asher passa a buscar o irmão pelas pistas dos cartões postais, mas mais do que isso, é uma jornada para se reencontrar e acalmar seu coração perante tantas mudanças repentinas em sua vida. E em assumir responsabilidades sobre as suas ações, tanto juridicamente quanto como elas afetam a vida das pessoas ao seu redor.

Southernmost é um livro cativante
Foto: Reprodução TAG Livros

O que achamos de Southernmost

Southernmost pode não ter o protagonismo LGBTQA+ que eu buscava em um livro (inclusive, estou aberta a sugestões de livros LGBTQA+ que não sejam romances adolescentes, pode deixar nos comentários), mas encontrei uma história bastante tocante sobre um pai, irmão e homem em sua jornada para se redimir, se tornar uma pessoa melhor e lidar com seus erros.


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Southernmost é um livro relativamente curto, com capítulos curtos e de intervalos fáceis, narrado em terceira pessoa é bem fácil de ler. O livro também tem outros personagens super cativantes, que vão aparecendo no caminho de Asher que são bastante importantes para a história e para o desenvolvimento do protagonista. Sair de sua pequena comunidade abre um admirável mundo novo para ele.

Perdoar é a coisa mais fácil do mundo, ele acha. Tudo o que você precisa fazer é decidir perdoar, e está feito. Você se sente melhor imediatamente […] Esquecer é a parte mais difícil.

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Aqui é a Liv do Resenhas Caóticas, e se você quer acompanhar mais as minhas leituras, me siga no Instagram @ResenhasCaoticas. Obrigada e até a próxima.
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