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Junte heteros top, brigas por causa de comida, ciúmes, pessoas sem noção, sexo (quase) explícito e obtenha Soltos em Floripa como resultado


Um reality sem limites. Este é o subtítulo de Soltos em Floripa, e quando começamos a assistir, demora um pouco para a ficha cair. Isso é porque o reality show da Amazon Prime Video beira o absurdo, desde o nível baixo de suas discussões até o mais inferior de suas cenas de flerte/sexuais.

Para quem está acostumado com os barracos nível BBB, A Fazenda e De Férias com o Ex vai se surpreender ao ver 8 jovens descompromissados passando férias em uma linda e gigante casa em Florianópolis. Taynara, Murilo, João, Thaís (‘loirão’), Luan, Ramon, Bia e Nathália só querem curtir a juventude e o máximo de festas que conseguirem ir.

Acompanhamos estes seres iluminados em uma jornada em busca de nada, já que estamos diante de um reality show de pegação sem um objetivo específico. É uma apoteose vê-los juntos e unidos a belas imagens (detalhe para a edição, direção e fotografia do programa), além de conflitos que beiram o ridículo, já que todos são muito intensos.

Soltos em Floripa está disponível no catálogo da Amazon Prime Video

E vai começar a putaria…♪

soltos em floripa

Soltos em Floripa tem 16 episódios no total. Oito são do próprio reality e mais oito em que famosos comentam os episódios, chamados de “resenhas”. Pabllo Vittar, MC Carol, Mariano (da dupla Munhoz & Mariano), Felipe Titto, John Drops e Bianca (Boca Rosa dona do BBB 20) são os escolhidos.

A relação entre eles é bastante saudável, e as discussões rendem momentos hilários e muitas vezes melhores que os próprios episódios. Destaque para a ousadia de Mc Carol e os comentários machistas de Felipe Titto, que explicam o porque dele não estar mais tão presente na mídia.

Isso que é vida…transando todo dia…♪

O hit embalado por Dennis DJ e Cantini dita o tom de Soltos em Floripa, suas vidas loucas emergenciais e o sexo (quase) explícito. O reality até rendeu complicações a Amazon, já que duas figurantes processaram o serviço de streaming, alegando que assinaram um contrato completamente alteradas, e as cenas de sexo ardente exibidas não foram permitidas por ambas.

Dito isso, a Amazon retirou os episódios 4 e 5 do ar, e até a presente data da postagem deste texto, eles não retornaram. O fato é que os episódios seguintes foram prejudicados, por uma edição que tenta cortar o máximo possível dos coadjuvantes deste jogo da vida.

Felizmente, Soltos em Floripa volta aos eixos nos episódios finais, trazendo tretas, putaria e muita bobagem, que é o que o povo gosta.

Nem tudo é aplaudir o pôr do sol

soltos em floripa

Não apenas as falas machistas e gordofóbicos de Felipe Titto fizeram parte de Soltos em Floripa. Muitos comentários e atitudes babacas dentro do próprio programa da Amazon Prime, foram cruciais para a visão deturpada da maioria dos participantes (homens), apesar de Nathalia contribuir bastante para ausência de sororidade.

A maioria das cenas de ciúmes foram protagonizadas por eles. Luan por exemplo, se envolveu com Bia e queria proibir e controlar o seu jeito de dançar. João teve falas infelizes, coibindo os meninos visitantes a “comerem” as meninas enquanto estavam bêbadas, além de comemorar o fato de ter transado de uma forma nada sutil.

Essas e outras questões trouxeram um ar polêmico ao reality que não precisava, pois a proposta já é de certa forma, desconcertante.


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A 2ª temporada de Soltos em Floripa vem aí na Amazon Prime

A Amazon Prime Video já deu sinal verde para a segunda temporada de Soltos em Floripa e o retorno a casa nem tão vigiada do Brasil. Resta saber se alguns participantes e casais irão retornar para mais conflitos, ou se mais 8 jovens com corpos padronizados vão embarcar nessa loucura.

Se puder fique em casa, lave as mãos, use álcool em gel, use máscara, coloque na Amazon Prime e lembre-se: “A única coisa que sabemos é que eles não são atores, não existe roteiro, é vida real mesmo. E o resto a gente vai ter que assistir pra saber.”



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Tiago Cinéfilo
Estudante de Comunicação e editor deste site. Criador, podcaster e editor do "Eu Não Acredito em Nada", o podcast de terror da Odisseia.

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