AODISSEIA
Séries

Séries: Vikings – 4ª Temporada/ 2ª Parte

Vida longa ao Rei!

2 de fevereiro de 2017 - 16:26 - Izzy

 

Depois de 10 episódios mornos e cheios de enrolação, Vikings retornou sua quarta temporada de um jeito muito melhor e prometendo concluir alguns desfechos.

 

A decadência de Ragnar, descrita com tanta ênfase na primeira parte da temporada, se concretiza. Com um salto no tempo, o protagonista volta sozinho e acabado. Destaque para equipe de maquiagem que mandou muito bem fazendo Travis Fimmel ficar 40 anos mais velho e bem feio. A luta de Ragnar para conseguir seguidores e realizar sua vingança em Wessex só foi o início do que seria  o declínio do maior Rei dos Vikings.



O encontro de Ragnar com seu antigo inimigo/amigo é uma das melhores partes da temporada. Os diálogos com Ecbert são profundos e só mostram que Ragnar aceita seu fim, e faz questão de morrer nas mãos dequeles que foram os “responsáveis” por fazer o personagem se tornar o Viking mais conhecido do mundo. Ecbert se mostrou um ponto alto da série pra mim. O rei, que já foi um temido inimigo, se tornou um velho despirocado que, assim como seu oponente, abraça a morte.



Destaque muito grande para as conversas sobre religião que colocam Ragnar como ateu. O impacto que Athelstan causou no protagonista se perpetua em todas as temporadas. O discurso final de Ragnar para o Rei Aelle mostra que, mesmo derrotado, sem acreditar nos deuses, ele não recua diante de seus inimigos e exclama sua fé nórdica, que funciona como instrumento para amedrontar os católicos.

 

 

Outro destaque enorme dessa temporada foi a sempre maravilhosa e dona do seriado inteiro, Lagertha. Até que enfim a guerreira consegue seu trono de volta, acabando com a raça de Auslag, que ninguém nunca gostou na história deste programa. Um ponto que me fez gostar ainda mais dessa parte da história foi a aliança com Torvi e Astrid, desbancando um pouco o protagonismo masculino da série. Infelizmente, Lagertha agora tem seus dias contados, já que a profecia diz que morrerá por um dos filhos de Ragnar. Aqui eu suspeito que, como forma de não deixar a história óbvia, a rainha morrerá nas mãos de Bjorn.

 

Leia Mais

Também falamos sobre a primeira parte da 4 temporada de Vikings. Olha só!

Veja também: Nosso TOP15 com os melhores filmes de guerra.

 

E por falar em filhos, eles agora serão os responsáveis por manter o legado de Ragnar. Bjorn, que desde a primeira parte da temporada estava na jornada para virar um machão, agora é o líder dos guerreiros vikings e vai em busca de conquistar o Mediterrâneo, seguindo os passos do pai. Mas, no lado dos seus meio irmãos, a ênfase, como esperado, é em Ivar. O aleijado é apresentado cheio de mágoas, rancor por não ser como seus irmãos e com um ódio que beira a psicopatia. Tanta raiva acumulada, somada a necessidade de se mostrar competente, faz Ivar parecer imaturo grande parte do tempo. Mesmo com acertos em estratégias nesta parte da história, espero que a próxima temporada traga um Ivar mais adulto e focado.

 

Alguns plots me incomodaram um pouco, como a explicação do porquê o irmão Finehair quer se tornar Rei da Noruega. Sinto que seria muito mais plausível e menos encheção de linguiça ele querer ser rei pela ganância, e não para conquistar uma mulher. Outra desilusão foi a morte de Helga, que achei bem chata, mas acho que isso será fundamental para explorar Floki na temporada seguinte. Já nosso queridíssimo Rollo apareceu, quis voltar a ser Viking, mas foi pouco, eu queria era ter visto mais!

 


 

Mas o que me incomodou infinitamente foi a falta de cenas de luta nesta temporada. Eu sempre comento como acho maravilhosas as cenas de batalha de Vikings. Todas são muito bem produzidas, sempre emocionantes, mas nesse ano deixou muuuito a desejar. A invasão da Espanha foi completamente tosca, ninguém nem tentou dar um tapinha na cara dos nórdicos. A luta final contra Aethelwulf mostrou uma nova estratégia de batalha, mas não causou muito impacto. A parte de combate que mais me chamou atenção foi a chegada dos cinco herdeiros de Ragnar para duelar com o Rei Aelle. Foi uma cena LINDA, fiquei super empolgada e, no final, não mostraram nada.

 

No geral, o quarto ano de Vikings termina de maneira muito boa, levantando novamente a qualidade do programa depois de uma primeira parte bem fraca. O seriado continua cruzando história real com ficção muito bem, de maneira sutil e bem feita. Nessa temporada os ciclos que ligavam o enredo a Ragnar foram se fechando e abrindo espaço para novas histórias, como ficou bem claro com a cena final (Ananyzapata?!). Acredito que o desafio da quinta temporada será suprir a falta de Ragnar e construir os novos protagonistas de um jeito bem forte como foi feito com o pai deles. Que saúdem todos os reis!

 


OBS 1: Bjorn e Astrid, eu não entendi nada! Será que isso estará envolvido na minha suposição da morte da Lagertha?

 

OBS 2: Eu não entendo de leis atuais ou medievais, mas Ecbert assinou o documento dando terra aos nórdicos quando não era mais Rei. Vejo cilada?