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Quem está acostumado a ler o blog já deve ter percebido que sou um grande fã de Guillermo Del Toro. Logo, vocês podem imaginar a minha felicidade quando soube que iriam adaptar o livro de vampiros que ele escreveu com Chuck Hogan. Pra completar, ele iria dirigir o piloto. E se ainda dá pra melhorar, o piloto não decepciona.

No primeiro episódio somos apresentados a uma gama de personagens ligados de alguma maneira ao avião que “morreu” no aeroporto JFK em Manhattan. Dentro estão 206 mortos, 4 sobreviventes, larvas e caixões misteriosos que carregam uma praga para cidade.

Mesmo sem ter lido o livro, acredito que o roteiro do piloto, escrito por Del Toro e Hogan, seja bem fiel ao seu material original. Entretanto, isso não importa muito, porque o piloto é muito bem explicado e cumpre seu papel sem precisar de nenhuma bengala.

O episódio é longo, mas é muito bem preenchido com a apresentação de várias subtramas e personagens misteriosos. Tudo isso cercado por uma tensão constante que prende o espectador de uma maneira que só um diretor acostumado com o horror pode fazer.

Ainda assim é possível perceber vários erros que demonstram que Del Toro trabalhou no automático. Mas mesmo dessa maneira, ele faz um trabalho melhor do que de muita gente envolvida com a TV. Junto dele está uma parte técnica muito legal. A maquiagem recheada e os bons efeitos especiais deixam claro que a FX investiu bastante na série.

O roteiro é bem amarradinho, a direção bem acertada e o elenco consegue levar a série sem tropeçar. A maior parte dos atores não é brilhante, mas Mia Maestro, Sean Astin e Corey Stoll dão indícios de que conseguem levar bem o restante da temporada. O destaque vai para o último, porque Corey consegue entregar um protagonista carismático, confiável e muito forte que prende o público.

Junto dele, ainda temos a participação de David Bradley (Harry Potter e Game of Thrones) que aparece pouco, mas rouba suas cenas no episódio e cria um bom contraponto entre o lado científico do protagonista – que guia o episódio – e o lado mitológico do que está acontecendo.

Não ficar falando muito para não estragar o suspense, afinal já são introduzidas algumas pequenas reviravoltas nesse piloto. Também não sei como será o desenvolvimento da temporada, mas posso garantir que o piloto é espetacular e passa voando.

OBS 1: A FX é, na minha opinião, o segundo melhor canal pago dos EUA, só perdendo para a HBO. Além disso, é dele que saem boa parte das séries que assisto durante essa pausa das séries abertas. Que venha mais uma.

Flavio Pizzol
Nascido em uma galáxia muito distante, sou o construtor original dessa nave. Aquele que chegou aqui quando tudo era mato. Além disso, nas horas vagas, publicitário, crítico de cinema, aprendiz de escritor e músico de fundo de quintal. PS: Não sabe trocar a sua imagem do perfil...

Tarzan – A Evolução da Lenda

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1 Comment

  1. […] Para os que acham que Peyton Reed é só um fantoche dos executivos (EU!!!!), o diretor comprovou que é um grande fã do personagem. Depois o assunto foi a virgindade, já que Paul Rudd e Michael Douglas estavam tendo sua primeira vez de Comic-Con, ao contrário de Evangeline Lilly (ela não vai ser a Vespa, e sim a filha de Hank Pym). Todos falaram muito bem do roteiro, história e do prazer de estar fazendo um filme nesse universo. Logicamente, eles não falariam outra coisa diante de 7000 nerds. Outra confirmação foi a presença do vilão Jaqueta Amarela, que deve ter uma origem diferente dos quadrinhos, sendo interpretado por Corey Stoll (de quem falei em The Strain). […]

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