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O melhor programa da televisão brasileira


ta-no-ar-a-tv-na-tv-1420478244Esse é certamente o melhor jeito de resumir as peripécias de Marcelo Adnet e sua trupe durante a terceira temporada de Tá no Ar, que se encerrou na noite de ontem. Um programa que mistura a nostalgia de grandes programas do passado com temas atuais de forma inteligente, quebra barreiras pré-estabelecidas na nossa televisão aberta e mostra que uma boa dose de liberdade e criatividade são fatores essenciais para melhorar o conteúdo desses canais em tempos de Netflix e companhia.

Eu sou um grande fã do programa, deixo o horário marcado na agenda para não perder nenhuma esquete e não poderia deixar essa temporada terminar sem um texto. No entanto, Tá no Ar merece um texto diferente, então eu decidi zapear pelos canais da minha mente para separar cinco motivos que mostram que este é definitivamente uma das melhores coisas que a televisão já viu em toda a sua história. Então foca em mim e vamos lá:

1) A zoeira não tem limites. Literalmente!

Não existe como negar que a criatividade dos roteiristas e liberdade concedida pela Globo é um dos maiores trunfos do programa. São justamente esses dois fatores que permitem que o Tá no Ar se entregue a regra da zoeira infinita, fale sobre tudo o que achar pertinente, elimine barreiras entre emissoras, brinque com programas internacionais, faça paródias impagáveis sobre anunciantes da própria Globo e teste seus limites com criticas pesadas e momentos que ninguém poderia imaginar ver na televisão.

2) Um dia é da caça e o outro é do caçador.

Outra coisa muito importante é que boa parte das esquetes exibidas durante os programas possuem algum conteúdo político escondido, deixando o terreno prontinho para gerar o debate entre os espectadores. A grande diferença para outros programas que também tem um pouco desse apelo é que as criticas do Tá no Ar não são direcionadas a nenhum grupo específico. Eles zoam todos os partidos, todos os gêneros e todas as religiões sem nenhum pudor, garantindo a apresentação de um humor inteligente, subversivo e que faz questão de atacar qualquer um que mereça nas suas entrelinhas.

3) Esquetes ou virais? Os dois!

A primeira temporada do Tá no Ar gerou uma espécie de convergência midiática que a Globo abraçou de forma inteligente, passando a divulgar episódios completos de alguns programas para qualquer visitante do seu portal. Isso facilitou o acesso do público e viabilizou os sucessos estrondosos de alguns programas de alguns programas, como o recente The Voice Kids, mas atualmente não existe nenhum programa que gere tanta repercussão quanto o assunto da vez. A diversidade do seu conteúdo, a linguagem ágil e ousadia evidente têm tudo a ver com a internet, permitindo que muitos esquetes ultrapassem os limites do seu público habitual e invadam outros locais, como canais do YouTube, portais de música e páginas sobre cultura pop.

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4) Um caldeirão de talentos bem temperados.

Outro aspecto que chama muita atenção é o elenco mais do que espetacular do programa, que reúne grandes nomes da comédia em posições onde suas melhores características são aproveitadas. Marcelo Adnet, Marcius Melhem, Danton Mello, Welder Rodrigues, Luana Martau e seus companheiros mostram que estão à vontade no trabalho, conquistam o espectador com a própria alegria e ainda conseguem reunir uma grupo de participações impecável, destacando Dani Calabresa, Marcos Caruso, Mr. Catra, Marcos Frota e o surpreendente Carlos Alberto de Nóbrega.

5) Qualidade é tudo! E a risada também!

Entretanto, nada disso seria possível se o programa não fosse bem produzido. Então é muito justo dizer que o principal destaque do Tá no Ar está no seu roteiro muito bem trabalho, na cenografia que sabe tirar sarro dos outros programas, na direção descontrolada e na construção de personagens que se conectam com o público e nas situações impagáveis que fazem todos nós sentarmos no sofá para tentar descobrir o que vai estar na caixa, qual é o final de Lost, quem será o acusado do crítico pernambucano ou simplesmente qual será o musical da semana. Tudo isso sem esquecer do principal: ser engraçado em todos esses momentos.


 

OBS 1: O título de melhor esquete do ano vai sem dúvida nenhuma para Lorde of the Ends, a paródia de Royals que contou o final de tudo.


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Flavio Pizzol
Nascido em uma galáxia muito distante, sou o construtor original dessa nave. Aquele que chegou aqui quando tudo era mato. Além disso, nas horas vagas, publicitário, crítico de cinema, aprendiz de escritor e músico de fundo de quintal. PS: Não sabe trocar a sua imagem do perfil...

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1 Comment

  1. […] parece muito com os rumos seguidos pelos últimos convidados do painel: Zorra e Tá no Ar. Marcius Melhem e Mauro Farias subiram ao palco para falar sobre a reinvenção do primeiro, a […]

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