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O primeiro episódio da nova série do canal de streaming Netflix foi exibida no segundo dia da CCXP, junto com muitas cenas extras e um painel divertido sobre o qual falei aqui. Agora o objetivo é falar especificamente sobre a primeira hora do programa.

A história segue o famoso explorador italiano durante o período em que ele está na Mongólia medieval. Pelo o primeiro episódio não dá pra ter muita ideia do que exatamente será abordado pela série, mas isso faz parte desse modelo de divulgação de episódios usado pela Netflix. Como todos os episódios são lançados ao mesmo tempo, não existe a necessidade de abordar tudo no “piloto” ou de deixar ganchos explícitos.

Só tivemos uma introdução, mas o roteiro já mostrou ter muitas virtudes. Ele é dinâmico, já que usa muito bem as quebras temporais para contar toda a história de Marco Polo. Os diálogos também são fortes e tem um lado poético que se assemelha a cultura chinesa, que é muito bem utilizada e trabalhada com ensinamentos e momentos históricos reais.

A criação de John Fusco parece lidar bem com toda essa questão história, mas, ao mesmo tempo, parece usar muita coisa inventada para dar movimentação ao episódio. Mas, como disse, um episódio é pouco para avaliar completamente uma série, principalmente se ela for da Netflix.

A direção, que é, no primeiro episódio, de Joachim Ronning e Espen Sandberg (diretores do próximo Piratas do Caribe) também não decepciona. Bons movimentos de câmera são ampliados pela ótima direção de arte e edição, principalmente no trecho final do episódio.

E de acordo com o que foi dito pelo produtor Patrick MacManus no painel, esse trabalho não deve ter sido fácil, já que as gravações foram feitas em ordem cronológica e passaram por sete países, entre eles a Malásia e a Itália. A dificuldade de gravação nos canais venezianos foi destacada por Patrick.

Esse primeiro episódio não tem muitas cenas de ação, mas as cenas extras exibidas demonstraram que quem quiser porrada não vai se decepcionar. Tem guerras, kung fu e até mulheres peladas matando homens, em um momento poético e forte. Na verdade, usando uma comparação feita no painel, o ritmo de Marco Polo parece muito com o de Game of Thrones, com suas cenas de sexo, traições, suspense e uma pitada de guerra.

E elenco, como já falei, deu um show à parte e me fez ter mais vontade de ver a temporada completa. É importante ressaltar que nenhum dos protagonistas é americano, sendo que a série é uma super produção americana. Por isso, muitos eles, inclusive o protagonista, lidavam com aulas de inglês, gravações e treinamentos de artes marciais. é um esforço que recompensa, por que passa uma verdade interessante para a série.

Os destaques do episódio ficaram com Lorenzo Richelmy (Marco Polo), Olivia Cheng (Mei Lin) e Benedict Wong (Kublai Khan), porque outros atores mais conhecidos, como Pierfrancesco Favino e Chin Han, apareceram pouco no episódio. Entretanto, pelos extras, Chin deve ter um bom desenvolvimento no decorrer dos treze episódios.

Gostei da série e pretendo assistir o resto na férias. Boa direção, roteiro e elenco surpreendem e o tamanho da produção deixa claro que a Netflix vai dominar o mundo.

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1 Comment

  1. […] decidi começar a trajetória nos produtos com o selo Netflix (descontando o primeiro episódio de Marco Polo exibido na CCXP) por essa animação curtinha. E realmente fiquei feliz por não me decepcionar com […]

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