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Felicidade em relação a evolução da TV brasileira, e Justiça com certeza encabeça, ao lado de muitas outras, uma lista de séries brasileiras de qualidade.

Chegamos a penúltima semana de Justiça e as coisas estão se resolvendo, esta é minha última semana escrevendo sobre essa série maravilhosa e gostaria de deixar registrada a minha felicidade em relação a evolução da TV brasileira, e Justiça com certeza encabeça, ao lado de muitas outras, uma lista de séries brasileiras de qualidade. Lembrando que Supermax vem aí!

elisa-e-vicente

“Eu sustento essa casa!”

Acredito que estamos diante do episódio mais sexual e um dos mais intensos de Justiça, pois tudo que estava na garganta de cada personagem, pelo menos do núcleo das segundas-feiras, foi colocado pra fora. Abrindo com uma cena de sexo, envolvendo Vicente (Jesuíta Barbosa) e Regina (Camila Márdila), o episódio já dava as caras e um foco maior a Camila Márdila, algo levantado na crítica da semana passada.

A síndrome de Estocolmo meio deturpada continua, e Elisa (Débora Bloch) ajuda Vicente não só com a filha, mas também na vida profissional, gerando boatos dos alunos da faculdade, sejam eles forçados ou não. Um barraco de Regina e Elisa, e uma discussão ácida entre Regina e Vicente, geram os dois melhores momentos do episódio,  onde umas das frases dá título a essa sessão.

Camila Márdila mostra todo seu poder narrativo, mas também sua fragilidade, cada palavra vem seguida de um pouco de lágrimas. Paralelo a isso temos Heitor (Cássio Gabus Mendes) caindo nas garras da linda jovem Sara (Priscila Steinman) e percebendo que isso ainda vai custar caro, temos mais uma cena de sexo, não gratuita, mas necessária para o desenvolvimento na história, e ainda acho que Sara vai render muita dor de cabeça.

Por fim, a presença de Isabela (a maravilhosa Maryna Ruy Barbosa) volta com a mãe em um diálogo poderoso, para não sermos apenas presenteados com sua beleza, mas descobrimos mais sobre a jovem, que não era tão boa pessoa assim. O encontro da caixa “secreta” de Isabella por Rita (Adriana Esteves), que volta trabalhar na casa por um tempo, não precisa de muitas falas e a atriz trabalha apenas com o olhar e expressões, sentindo o peso que habita naquele lugar.

No mais, esta história de Justiça parece ser a que mais caminha com as próprias pernas. Não depende de conexões, tem a melhor trilha sonora, e usa a cidade de Recife de forma melhor, apesar do fim previsível e inevitável, a última semana dessa história pode nos reservar surpresas, e nem sempre as melhores.

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Quando o passado vem à tona

Das quatro histórias, a saga de Fátima (Adriana Esteves), parecia ser a que mais estava próxima do fim, ou pelo menos já tinha chegado em parte dele. Fátima estava se reerguendo e educando Jesus (Tobias Carrieres) nas suas diretrizes, Mayara (Julia Dalavia) parecia gostar da vida que levava e aparentemente tinha deixado a vingança de lado, enquanto Douglas (Enrique Diaz) parecia muito feliz com Irene (Clarissa Pinheiro). Mal sabiam que alguém muito incômodo bateria a porta: o passado.

O capítulo começa com Fátima encontrando a lata cheia de drogas que Douglas implantou em seu quintal, para depois vermos em um flashback o que aconteceu e afirmar o que já imaginávamos, Kellen (Leandra Leal) foi a força motriz por traz de tudo. Ao mesmo tempo é bom ver Fátima finalmente sorrindo e ligando pra sua aparência, tudo ao som de Dona da Minha Cabeça de Geraldo Azevedo. Firmino (Júlio Andrade) parece ser alguém que vai trazer felicidade a ela, e solta umas das melhores frases do capítulo: “Até teu crime é bonito”.

Mas a volta repentina do irmão de Firmino, Oswaldo (Pedro Wagner, o estuprador de Débora) pode colocar toda a felicidade a perder, e com a ajuda do relato do mestre de obras e cantor de bares, vemos que as ações repugnantes de Oswaldo vem de muito tempo atrás, olha o passado de novo.

Douglas também tem nuances do passado quando entrega o convite de seu casamento a Kellen, e podemos perceber que o sentimento não ficou completamente para trás. Já a história de Mayara finalmente anda, já que ela tinha ganhado maior desenvolvimento em outras histórias, aqui ela mostra a que veio, e num diálogo ácido com Kellen, entrega todo seu propósito desde o início, gerando um ato covarde da cafetina, e em sequência quase um ato impensado de Fátima, que lutou tanto para voltar e pode colocar tudo a perder.

A atitude serviu para vermos pela primeira vez, Kellen desconcertada e com certo medo, e isso pode guardar surpresas para o capítulo final de semana que vem, por enquanto terminamos com Jesus Libéria em grande performance.

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A insanidade de Débora

O tema desta sessão poderia se chamar “a burrice de Débora”, mas percebi que o episódio da semana passada seria mais propício a esse título, já que a personagem se mostra não burra, mas surtada e obcecada por aquilo que deseja, que se resume em encontrar o estuprador e adotar uma criança.

Tudo já começa errado quando ela resolve seguir Oswaldo (Pedro Wagner)  por conta própria, sozinha, rendendo uma cena que provoca asco e mostra que Débora (Luisa Arraes) segue mais forte, mas ainda vulnerável, o encontro posterior com a assistente social traduz isso. Os excessivos planos detalhes em seu rosto, mostram a maquiagem pesada, o olho fundo, Débora mais do que ninguém está cansada de tudo aquilo.

Já o núcleo de Rose (Jéssica Ellen) se passa em paralelo ao episódio de terça, aonde já sabíamos que ela estava grávida, e infelizmente seu arco continua o menos interessante. Seu romance desinteressante com Celso (Vladimir Britcha), dessa vez não nos brinda com a participação da carismática Kellen (Leandra Leal) que não dá as caras, além disso sua preocupação constante com o bebê já deu o que tinha que dar. A escolha de ir morar com Celso é óbvia, após a atitude de Débora, afinal, empregada foi f*da.

Sentindo-se sozinha Débora pede a volta de Marcelo (Igor Angelkorte), fala que pediu pra Rose ir embora e diz que desistiu de procurar Oswaldo, sendo que tinha acabado de falar ia ia achá-lo. Neste ponto, o espectador começa a querer que Débora deixe o passado para atrás pois isso está afetando-a mais ainda do que o próprio ato.

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“A Suiça é uma bosta”

A frase que abre essa sessão é dita por uma sexy Vânia (Drica Moraes), logo no início do capítulo, onde explica pra Mauricio (Cauã Reymond) todas as falcatruas de Antenor (Antonio Calloni), em certo momento Maurício parece ficar preocupado com a segurança de Vânia, pois ela sabe demais, algo que é totalmente desmentido no final do episódio.

Ao longo dele, sendo a maioria focado em Vânia reunindo provas contra o marido e as gravando, vemos a câmera no tripé, mostrando uma falsa sensação de segurança. Sabemos que ela é uma mulher forte, mas mostra vulnerabilidade quando combate frente a frente o marido, em uma cena bem triste.

Além disso ficamos sabendo como Celso (Vladimir Britcha) terminou com Kellen (Leandra Leal), e vemos que é melhor sair de perto dela, pois está na “voadora ninja” (hahaha) e uma pequena conversa entre Marcelo (Igor Angelkorte) e a mãe de Débora, que é a jornalista que vai realizar a denúncia de Antenor, para Drica Moraes entrar em cena novamente e arrebentar, aliás esse episódio é dela. No fim, Maurício parece ter conseguido sua vingança, gerando um certo egoísmo de sua parte e provando que apenas usou a mulher de Antenor. Resta saber o que o candidato a Governador fará, vai se vingar ou viajar pra Suiça?

Tiago Cinéfilo
Estudante de Comunicação e editor deste site. Criador, podcaster e editor do "Eu Não Acredito em Nada", o podcast de terror da Odisseia.

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