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Bones termina sua trajetória com a nostalgia de um fim que prometia muito mais do que de fato entregou


Após 12 anos , Bones (veja um teaser) chega ao fim no seu 12º episódio. Uma última temporada curta, que manteve o mesmo padrão que a série sempre teve e trouxe várias lembranças dos últimos anos ao espectador.

Abrimos o ano final da série com o retorno de Zack (na verdade, ele já tinha aparecido na 11º temporada), que eu sinceramente achava que não voltaria mais. Foi uma surpresa boa, já que Zack era um dos personagens mais queridos e sua saída deixou todo mundo em choque.

O empenho dos personagens, principalmente de Hodgins, em provar a inocência do ex-funcionário foi um ponto bom da temporada.

Zack não foi o único a participar da sessão retorno, que eu percebo como padrão de várias séries que entram em sua última temporada. Mexer com a nostalgia do público é uma estratégia que funciona, que aquece o coraçãozinho de quem acompanha o seriado há muito tempo. Neste último ano de Bones tivemos a volta de Sully, do querido Gordon Gordon, da fofa Dr. Beth Mayer e Avalon.

Além de também nos divertirmos mais uma vez com Buck and Wanda, relembrando a época em que Booth e Bones tinham mais tempo de curtir os privilégios da investigação.

Os acontecimentos durante a temporada foram completamente normais, seguindo o enredo que sempre funcionou para série. Eu nunca gostei muito de séries em que os episódios sempre mantém a estrutura de arcos que se fecham em cada episódio junto a um arco maior que cruza a temporada e se resolve no final, mas com Bones eu mudei essa opinião.

Os personagens caricatos, queridos e bem construídos fazem a gente querer voltar para assistir mais e descobrir o que acontecerá com eles.


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Sendo assim, achei o desenrolar do último ano bom (como sempre foi), mas o episódio final me desapontou.

A tensão criada foi fraca, como se estivéssemos vendo um season finale e não um series finale. Talvez se tivessem dedicado mais tempo ao plot de Kovac, criando tensões e arcos mais densos, funcionaria melhor. Até a morte de Max (grande perda após o falecimento de Sweets) não emociona muito.

Essa estratégia de fingir que tá tudo bem e no penúltimo episódio (que eu gostei mais que o último) voltar com o caso foi bem previsível. Cenas de explosão e tiroteios bem fraquinhas selaram o fim da série.

 

Bones última temporada

 

Também rolou o que é sempre legal em fim de programa pra quem adora dar uma choradinha:  os momentos novelão. Conversas inspiradoras (Brennan e Wendell, Angela e Aubrey) casamento; filhos; Hodgins oficialmente sendo coroado King of the Lab; Aubrey sendo promovido. Os tipos de cenas clichês que funcionam porque representam bem a série. Bones, querendo ou não tem esse ar de novelão que nunca sai da programação.

Neste final, o simbolismo da destruição do laboratório, cenário de absolutamente todos os episódios, serviu pra nos lembrar que aquele era sim o fim do seriado, e entrou em contraste com os desfechos deixados em aberto. A sensação que eu tive é que, se a gente esquecer, acha que ano que vem tem mais uma temporada da eterna Temperence Brennan e seu parceiro Seeley Booth, trabalhando junto com os squints

 

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