AODISSEIA
Livros e HQ's

Saga The Witcher: O Último Desejo

Resenha do primeiro livro da saga The Witcher


19 de novembro de 2019 - 13:05 - Livia Salzani

The Witcher O Ultimo Desejo é o livro de abertura da saga do bruxo Geralt. Com linguagem bastante acessível, a obra já se tornou um bestseller pelo mundo.

 

Título: O Último Desejo

Autor: Andrzej Sapkowski

Editora: Martins Fontes

Páginas: 320

Ano: 2010

Gênero: Fantasia adulta

Quem pode gostar: fãs de Senhor dos Anéis, Game of Thrones, Conan, fantasias e aventuras medievais em geral.

 

Henry Cavil The Witcher Netflix

 

Com o iminente lançamento da série de The Witcher pela Netflix, eu não podia deixar de me apressar em ler o primeiro volume da saga. Você já pode estar familiarizado com o título, já que os livros, laçados originalmente em 1993, também inspiraram uma famosa série de games.

A série da Netflix conta com Henry Cavill (Missão Impossível 6: Efeito Fallout) como o bruxo protagonista. A estreia da primeira temporada de The Witcher está programada para dezembro deste ano, e o canal de stream já garantiu a renovação para a segunda temporada.

 

Sinopse de The Witcher

Geralt de Rívia é um bruxo. Um feiticeiro cheio de astúcia. Um matador impiedoso. Um assassino de sangue-frio treinado, desde a infância, para caçar e eliminar monstros. Seu único objetivo: destruir as criaturas do mal que assolam o mundo. Um mundo fantástico criado por Sapkowski com claras influências da mitologia eslava. Um mundo em que nem todos os que parecem monstros são maus nem todos os que parecem anjos são bons.

 

Confira nossa resenha

 

“Você nos defende não somente daquele mal escondido na penumbra, como também do que se esconde em nós mesmos.”

 

Em Último Desejo, primeiro livro da saga The Witcher, somos apresentados ao mundo do bruxo Geralt de Rívia.

O livro é escrito em terceira pessoa, porém temos, majoritariamente, o ponto de vista de Geralt sobre o que se passa. São mostrados vários contos, fora de ordem cronológica, mas que não são apresentados de uma maneira que ficamos confusos, e sim curiosos para entender o que se passou no passado do bruxo.

 

Leia Mais

+++ Pantera Negra no Quarto Fantástico

+++ Jeremias é Leitura Obrigatória por aqui

+++ O Melhor do Selo MSP

 

A escrita do livro é muito simples e flui facilmente, apesar de ter algumas falas meio formais pra dar um ar antigo mas não usam palavras ou expressões difíceis e até tem palavrões.

De vez em quando nos depararmos com algumas palavras diferentes para os monstros ou o nome de algum objeto medieval, algo comum no gênero de fantasia, sem atrapalhar a leitura. Porém, apesar de ser uma fantasia, não temos uma grande descrição dos ambientes, só mesmo dos monstros e roupas, o que também contribui para a leitura fluir.

Eu nunca joguei The Witcher, mas já vi amigos  jogando, e posso dizer que a descrição do protagonista e dos cenários é parecida com o livro.

Quanto a história, esse foi mesmo meu primeiro contato.

 

“Aos homens agrada inventar monstros e monstruosidades. Com isso, sentem-se menos monstruosos.”

 

O mundo de Geralt é um mundo repleto de seres fantásticos, bruxos, feiticeiros, magos, monstros variados com nomes muito diferentes, etc.

Apesar dessa familiaridade, alguns destes seres são apresentados de forma diferente daquilo que estava acostumada ao ler fantasias. Geralt, por exemplo, não é um bruxo como vemos na série Harry Potter ou no filme Abracadabra, que faz magia com varinhas ou solta poderes pelas mãos.

Embora tenha esse título de bruxo, Geralt treinou para lutar e foi submetido a experimentos desde criança , tornando-se um mutante.

Os bruxos desse mundo são caçadores de monstros, que vagam por ai, buscando-os para matar e sendo pagos para tal. Muitos não consideram humano, o que faz com que Geralt seja um pária da sociedade, causando vários problemas para o protagonista, trazendo críticas na leitura em como tratamos aqueles que são diferentes de nós.

 

The Witcher The Last Wish fanart

 

“São vocês, humanos, que odeiam tudo o que se diferencia de vocês, nem que seja apenas o formato das orelhas.”

 

O livro faz não só grande referência à fábulas e contos antigos, mas também traz uma releitura de alguns destes, principalmente os contos de Grimm. Assim, enquanto lia, via histórias bem familiares, apresentadas de uma forma bem mais sinistra, se é que isso era possível.

Afinal de contas, os contos de Grimm tem vários desmembramentos, mas ainda eram histórias da era medieval escritas para crianças.

Já The Witcher é uma série de livros para adultos do século XXI, com muita descrição de violência, sexo e intrigas políticas.

 

“Os reis dividem as pessoas em duas categorias: aquelas as quais ordenam e aquelas as quem compram. E sabe porque, Geralt? Porque elas acreditam piamente numa antiga crença banal: a de que qualquer um pode ser comprado. Qualquer um.”

 

Não foi um livro que me deixou presa desde o início da história, desesperada pra saber o final, o que se dá por ser um livro de contos.

Então, rapidamente temos o desfecho das situações. Mas com os contos o autor vai criando um pouco mais de mistério sobre o personagem, assim como algumas situações que vão precisando de um desenvolvimento mais aprofundado, o que foi deixando cada vez mais curiosa para seguir na leitura.

Apesar da lentidão para “pegar no tranco” no início, o final foi mais agitado, e deixou em aberto para as próximas histórias.

Então ai sim fiquei mais animada pra saber o que vai acontecer a seguir. Em breve estarei lendo os próximos livros da série para acompanhar mais sobre o destino de Geralt.

Agora já me sinto mais preparada para a estreia da série The Witcher na Netflix, e estou na expectativa para ver como ficou a adaptação!


Caso tenha se interessado pelo livro, você pode compra-lo diretamente por aqui.


 

Fale com a autora

Esse texto é uma parceria do Resenhas Caóticas com nosso site.

Site | Resenhas Caóticas

Twitter | @ResenhasCaotica

Instagram | ResenhasCaoticas