Riotsville, EUA – Crítica | Festival É Tudo Verdade 2022

Riotsville
Foto: Divulgação Festival É Tudo Verdade

Trazendo um resgate de imagens com um ar proibido, “Riotsville, EUA” parece um reality show histórico


Não sei se foi proposital, mas o que a diretora Sierra Pettengill fez em “Riotsville, EUA”, foi deixar os relatos com uma aura de ironia latente, ao se refirar ao exército e aos cidadãos americanos que os apoiam. Mérito total dela por trazer um pouco de interesse a uma história que tinha tudo para ser o mais puro suco da chatice.

+++ É Tudo Verdade 2022 | Festival de documentários divulga a programação completa

Riotsville, EUA - Crítica | Festival É Tudo Verdade 2022 4
Foto: Divulgação Festival É Tudo Verdade

Qual a trama de Riotsville, EUA?

Bem-vindos a Riotsville, uma cidade fictícia construída pelos militares nos Estados Unidos. Usando apenas imagens de arquivo, o filme explora a militarização da polícia e cria uma contranarrativa sobre a reação do país aos levantes do final dos anos 1960.

O que achamos do filme?

Os Estados Unidos viviam um momento tenso no final dos anos 60. Havia a guerra do Vietnã, a segregação racial, a ascensão de serial killers, hippies, enfim, era um momento onde os ditos “baderneiros” tomavam as ruas. Por isso, o governo criou essa militarização excessiva, que acaba por contaminar os próprios cidadãos, que precisam apenas de uma fagulha para incendiar.

Ao abordar essa cegueira perante os próprios erros, Sierra Pettengill faz um retrato sincero e honesto de uma época onde a relação da guerra com a violência dentro dos americanos era uma linha muito tênue. Esses conflitos internos e sociais se mostravam anti-naturais, à medida que os gastos excessivos com eles se tornavam supérfluos.

+++ Batata – Crítica | Festival É Tudo Verdade 2022

Riotsville, EUA - Crítica | Festival É Tudo Verdade 2022 5
Foto: Divulgação Festival É Tudo Verdade

O documentário evidencia o dinheiro gasto com “fins educativos” ao som de Soldier Boy das The Shirelles, além da ascensão do voluntarismo. Quando vai para a questão racial porém, a cinesta tem um quê de salvador branco que não lhe cabe, afetando um pouco o julgamento deste que vos fala.

Ao falar mais e mostrar de menos, Riotville perde um pouco da sua superioridade e do deboche que fazia de toda a situação, o absurdo de criar uma cidade de mentira onde tudo era encenado e filmado para fins de treinamento. Quando parte para debates mais longos, o filme perde força, ainda que algumas guerras ainda estejam muito longe de acabar.


Filme visto no Festival É Tudo Verdade 2022, que acontece entre os dias 31 e março e 10 de abril. Para mais informações clique AQUI.

Gostou desse conteúdo? Então nos ajude a manter o site vivo entrando para o Odisseia Club. Seja um apoiador da Odisseia e acompanhe tudo sobre filmes, séries, games, músicas e muito mais.

Riotsville, EUA - Crítica | Festival É Tudo Verdade 2022 6

Total
0
Shares
Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Previous Post
Nova série picante da Netflix, Disque Prazer é baseada em uma história real 10

Nova série picante da Netflix, Disque Prazer é baseada em uma história real

Next Post
jfk revisitado

JFK Revisitado: Através do Espelho – Crítica | Festival É Tudo Verdade 2022

Related Posts