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Novo reality show de paquera da Netflix, O Crush Perfeito é menos artificial que a maioria dos programas de namoro recentes


O brasileiro é um povo caloroso. Vários reality shows inclusive, são muitos melhores em suas versões tupiniquins, como no caso de “The Circle”. A espontaneidade e a ausência de timidez rendem pérolas, e já posso dizer que estou ansioso para as versões BR de “Brincando com Fogo” e “Casamento às Cegas”.

O reality da vez é a versão brasileira de “Dating Around” (com a versão americana também presente na Netflix), que aqui ganhou o nome de “O Crush Perfeito”, algo muito mais sonoro e chamativo. Com 6 episódios, cada um deles foca em uma pessoa encontrando outras 5 em date blinds, ou  encontros às cegas. Em meio a jantares, conversas e bebidas, eles decidem se alguém os atrai e vão para um segundo encontro, que nunca é mostrado e fica a cargo da imaginação do espectador.

O Formato

crush perfeito

Ao começar a ver “O Crush Perfeito” você pode estranhar um pouco o fato do ou da “protagonista” do encontra sempre ir com a mesma roupa, e se você reparar bem, as pessoas comendo ao fundo são figurantes, porque elas estão em todos os encontros. É claro que todos os dates são gravados em noites diferentes, mas existe um conceito interessante por trás dessa igualdade.

Segundo o criador Chris Culvenor, a ideia é proposital, já que os diferentes pretendentes são a única variável dos encontros. Tudo permanece igual, e cabe ao “crush perfeito” se destacar em meio aos outros. Sendo assim, criar conexões reais além de um simples encontro parece ser o objetivo da atração, que realmente tem alguns episódios com conversas genuínas, que vão além da superfície.

O fator São Paulo

Repleta de pluralidade, São Paulo foi a cidade escolhida para ser a sede da primeira temporada de “O Crush Perfeito”. Praticamente um personagem, a escolha caiu como uma luva, devido a diversidade e também os belos lugares que a cidade apresenta, algo evidenciado e valorizado pela diretora do reality, Cassia Dian.

Mas nem tudo são flores, e você também vai esbarrar nos esterótipos paulistanos, como o publicitário que numa frase de 10 palavras, fala 8 em inglês, ou uma certa arrogância de alguns participantes. Mesmo assim, muitos episódios apresentam pessoas fora do padrão, o que é ótimo para perpetuar a visão de que o brasileiro não é um povo enlatado.

Mas e aí…eles encontraram o crush perfeito?

crush

A julgar pelas contas do Instagram de alguns dos participantes, não. Em outros realities da Netflix como Casamento às Cegas e Brincando com Fogo, os participantes assinavam longos contratos e por vezes ficavam até 1 ano sem falar de suas vidas amorosas. Isso parece não acontecer na versão brasileira de Dating Around, já que muitos deles já mencionaram em stories, que os segundos encontros não foram pra frente.

Outros, nem tiveram um segundo encontro. Mas o bacana é que muitos que estavam dentro do reality, se encontraram longe das câmeras. Se você é curioso assim como eu, pode dar uma olhada na lista de contas abaixo, e stalkear um pouquinho.

Episódio 1 | Elena |@lemarcondes
Episódio 2 | Dieter |@dietertruppel
Episódio 3 | Joelma |@joelma
Episódio 4 | Jota |@jotagonzalezoficial
Episódio 5 | Raissa |@raissablumer
Episódio 6 | Paulo |@paulofronterotta


“O Crush Perfeito” está disponível na Netflix!

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Tiago Cinéfilo
Há 4 anos nessa viagem. Estudante de Rádio, TV e Internet. Ex-Clock Tower, ex-Cinema Com Rapadura e ex-fã de The Walking Dead.

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