AODISSEIA
Especial

Qual a melhor temporada de American Horror Story?

Nona temporada estreia amanhã dia 18/09!


17 de setembro de 2019 - 10:51 - Tiago Soares

A 9ª temporada de American Horror Story está chegando. Com o subtítulo de “1984”, a série de Ryan Murphy e Brad Falchuk vai homenagear os slasher movies, a maioria deles saídos diretamente dos anos 80 como Sexta-Feira 13 e A Hora do Pesadelo. Com certeza, Halloween, O Massacre da Serra Elétrica e Pânico também serão lembrados, já que o que não falta para a dupla de criadores são fontes de onde beber. Mas a série precisa tomar cuidado para não cair na galhofa e seguir a linha de outra série de Murphy, que era até divertida, mas foi cancelada, Scream Queens. Pelos trailers e prévias divulgados até o momento, parece que a série seguirá por um caminho parecido, mas o que importa é que homenagens são sempre bem vindas, e felizmente Ryan Murphy sabe fazer isso muito bem.

Depois de 8 temporadas referenciando outras obras e se auto referenciando, é hora de saber: qual a melhor temporada de AHS, pelo menos até aqui. Lembrando que provavelmente a série acabe numa décima temporada (que já foi confirmada), e esta lista não é baseada nos temas, mas na qualidade de um roteiro que se manteve regular em sua maioria e que não perdeu o foco (algo difícil se tratando de Murphy).

 

A sétima temporada até tentou ser relevante, pois tratava de um tema atual: as consequências da eleição de Donald Trump para presidente, a intolerância religiosa, o aumento dos ideais armamentistas e toda desgraça que se pode imaginar. Mas o que se viu foi um texto bagunçado, que até começa bem, mas se perde durante os 11 episódios. Personagens desnecessários, tramas mirabolantes e plot twists difíceis de engolir. Nem o talento dos protagonistas Evan Peters e Sarah Paulson salvaram desta vez.

 

  • 7º) Hotel (5ª temporada)

american horror story hotel

Não adianta ficar devastated igual a Lady Gaga. Hotel é simplesmente uma temporada esquecível. O ano protagonizado pela excêntrica cantora pop tem conceitos interessantes no visual, e uma história que até começa bem, se não misturasse tanta coisa de uma vez só (algo que afeta bastante o texto de Murphy). Vampiros, hotel assombrado, paternidade, serial killer com sotaque incrível, crossover desnecessário com Coven e muito sangue. O que fica de bom é a música do Eagles, Hotel California.

 

  • 6º) Coven (3ª temporada)

Coven foi a temporada que mudou tudo e com certeza tornou American Horror Story uma série mainstream. Várias meninas (e até meninos) queriam fazer parte do clã das bruxas de Fiona, mas junto com o sucesso, veio a bagunça e o excesso de tramas (que fariam parte da maioria das temporadas seguintes). O foco eram as bruxas e suas personalidades, mas também resolveu falar de escravidão, vudu, relacionamento abusivo e tem Evan Peters num personagem completamente esquecível. Felizmente Stevie Nicks estava presente e não deixou a temporada ser um desastre completo.

 

american horror story apocalypse

O crossover entre as temporadas 1 e 3 de AHS surpreendeu e inicia a “fase boa” da lista. Além de continuar a história das duas tramas, Apocalypse traz frescor com uma fotografia belíssima e um texto bastante atual sobre o fim do mundo que conhecemos. Além de matar a saudade daqueles que já conhecíamos, Ryan Murphy amarra pontas, a medida em que brinca com ambas as temporadas e mete até viagem no tempo no negócio. Um verdadeiro criador de universos.

 

  • 4º) Freak Show (4ª temporada)

Sem dúvida um dos anos mais subestimados de American Horror Story. Freak Show fala de aceitação, e navega muito mais pelo drama do que pelo terror, mostrando a história de desajustados, que só querem um lugar no mundo. A ligação com o segundo ano através da doce Pepper, traz uma das subtramas mais bonitas da série. O palhaço macabro Twist, o circo recheado de bizarrices e a icônica abertura, são alguns dos elementos de uma temporada que merecia mais reconhecimento.

 

  • 3º) Murder House (1ª temporada)

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A temporada inaugural abre o TOP 3 com louvor e teria muitas chances de figurar entre as duas primeiras, pois tem uma história fechada e bastante empolgante. As viradas do roteiro fazem total sentido e somos apresentados aos conceitos estéticos que permeariam todas as temporadas, como as passagens no tempo e a abertura incrível. Mais simples e contida, Murder House faz uma homenagem as mansões mal assombradas e traz personagens marcantes que são lembrados até hoje como o problemático Tate, e a disfuncional família Harmon.

 

Muitas vezes me pergunto se essa temporada seria um delírio coletivo. O marketing foi tímido, pois fazia parte do próprio marketing e pouca coisa da trama foi revelada antes de estrear. Felizmente uma boa surpresa nos esperava, pois Roanoke não apenas faz uma homenagem como também revigora e dá fôlego a um subgênero do terror que já estava em desuso: o found footage. Com atuações pra lá de excelentes dos veteranos, além da apresentação de novos nomes como Adina Porter. Dividida em duas partes completamente distintas, Roanoke é uma das únicas temporadas de AHS que não tem pontos baixos, junto da vencedora.

 

  • 1º) Asylum (2ª temporada)

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“Ai Gabi, só quem viveu sabe!”. O meme traduz perfeitamente a sensação de ter visto a segunda temporada da série que já começa com o pé na porta. Asylum é a melhor justamente por ser aterrorizante. O clima pesado de um hospício, unido a mensagens nazistas e extremistas, com um serial killer doentio e até alienígenas, não atrapalharam aquela que é um supra sumo em termos de roteiro e fluidez. O segundo ano ainda nos presenteou com o co-protagonismo de Sarah Paulson, que foi um dos grandes destaques ao lado da sempre maravilhosa Jessica Lange.