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Confira a história real de Os Filhos de Sam: Loucura e Conspiração, o novo documentário da Netflix sobre David Berkowitz.

Os nova-iorquinos foram aterrorizados por uma série de tiroteios ocorridos na cidade em meados da década de 1970.


No verão de 1977, David Berkowitz foi preso pelos crimes e as mortes pararam em Nova York.

Nos anos que se seguiram, ele foi tema de inúmeros documentários, séries e filmes, incluindo O Verão de Sam, de Spike Lee em 1999, e a série Mindhunter de David Fincher.

Agora, uma nova série em formato de documentário da Netflix , Os Filhos de Sam: Loucura e Conspiração foca no autor Maury Terry, cuja obsessão com o caso de Os Filhos de Sam o levou a acreditar que Berkowitz não agiu sozinho nos assassinatos. Apresentando notícias de arquivo, arquivos do caso de Terry e entrevistas com pessoas que trabalharam na investigação do caso, a série de quatro episódios examina o mistério por trás de um dos mais famosos assassinos em série dos Estados Unidos.

David Berkowitz, sendo conduzido ao presídio em Agosto de 1977. Foto: Barton Silverman / The New York Times

Quem  foram Os Filhos de Sam e David Berkowitz?

Nascido em Nova York em 1953, David Berkowitz era um soldado do Exército dos Estados Unidos que se tornou famoso por uma série de crimes que cometeu na região de Nova York em meados da década de 70.

David foi adotado ainda bebê por Pearl e Nathan Berkowitz, e, sendo criado no Bronx, frequentou escolas locais antes de se alistar no exército, aos 17 anos. Após retornar ao Bronx, resolveu curar uma faculdade comunitária e assumir um trabalho temporário como motorista de táxi, além de classificador de cartas para os Correios dos Estados Unidos.

Por volta dos 22 anos, Berkowitz começou a cometer alguns crimes violentos, com dois esfaqueamentos em dezembro de 1975, dos quais ele não era suspeito mas assumiu a responsabilidade em Os Filhos de Sam: Loucura e Conspiração.


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Trailer de Os Filhos de Sam: Loucura e conspiração

Mas o que David Berkowitz fez?

Entre 19 de julho de 1976 e 31 de julho de 1977, David Berkowitz matou seis pessoas e feriu outras sete na região de Nova York, como visto em Os Filhos de Sam: Loucura e Conspiração. 

O primeiro tiroteio ocorreu no Bronx.

Donna Lauria e Jody Valenti estavam em um carro conversando, quando Berkowitz disparou cinco tiros, matando Lauria e ferindo sua amiga. Logo após, houve um ataque em outubro de 1976, quando um casal foi baleado enquanto estava em um carro no Queens. Em novembro do mesmo ano, duas garotas foram baleadas na porta de casa após Berkowitz se aproximar, pedindo informações. As duas meninas sobreviveram, mas uma delas, Joanne Lomino, ficou paraplégica por conta de uma bala que atingiu sua coluna.

Mais ataques seguiram e Berkowitz, apelidado de “assassino do calibre .44” como mostrado em Os Filhos de Sam: Loucura e Conspiração, provocou a polícia, enviando cartas para a corporação e imprensa. Em uma delas, ao jornalista Jimmy Breslin, ele escreveu:

“Eu sou um monstro. Eu sou Os Filhos de Sam. Amo caçar, vagar pelas ruas em busca de uma presa justa”.

Depois que ser capturado em agosto de 1977, a polícia o rastreou uma multa de estacionamento que o assassino havia colocado em uma das cenas do crime.

Berkowitz explicou que “Sam” na verdade era seu vizinho, Sam Carr, um agente do diabo. Afirmou ainda que Sam transmitia suas ordens por meio de seu cachorro, um Labrador preto. Ele acrescentou que assim que o cão se recuperou de um tiro por latir demais, começou a falar com ele sobre matar pessoas.

Em várias entrevistas desde então, incluindo uma conversa da CNN em 2002 com Larry King, Berkowitz se recusou a falar sobre o cachorro, mas afirma que havia um elemento satânico em suas mortes.


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Os filhos de sam loucura e conspiração é a nova série documental da Netflix

Foto: Divulgação Netflix

Onde está David Berkowitz?

Em 12 de junho de 1978, David Berkowitz foi condenado à pena de prisão máxima (25 anos) para cada um dos seis assassinatos vistos em Os Filhos de Sam. No entanto, como Berkowitz se confessou culpado dos tiroteios, ele tornou-se elegível para liberdade condicional após 25 anos, notícia que chocou as famílias de suas vítimas.

Berkowitz tinha também 25 anos quando foi enviado para Attica Correctional Facility, uma prisão de segurança máxima no norte do estado de Nova York. Após 10 anos, ele foi transferido para o Centro Correcional de Sullivan em Fallsburg, Nova York, e mais tarde, foi transferido para o Centro Correcional de Shawangunk no Condado de Ulster, Nova York.

A prisão fica a 120 quilômetros ao norte da cidade de Nova York e é atualmente a casa de Berkowitz. Ele está apto a receber sua liberdade condicional a cada dois anos desde 2002, mas até agora se recusou a sair da prisão. Antes de sua primeira audiência de liberdade, ele escrevera ao governador de Nova York George Pataki, dizendo que não desejava ser libertado.

“Com toda a franqueza, acredito que mereço ficar na prisão pelo resto da minha vida. Eu, com a ajuda de Deus, há muito tempo aceitei minha situação e aceitei minha punição ”, disse ele.

Em 2016, em mais uma audiência, Berkowitz disse que, embora tivesse trabalhado como cuidador na prisão e encontrado a religião, ele sabia que era improvável que fosse libertado. “Eu sinto que os crimes foram tão graves e os danos foram tão fortes, com tantas pessoas, que tenho certeza que ainda estão sofrendo e que, realisticamente, algo como liberdade condicional, na minha situação, seria muito incomum.”

Sua próxima audiência havia sido marcada para maio de 2020, mas foi cancelada devido à pandemia de coronavírus. Hoje, Berkowitz tem 67 anos.


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