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Séries

Once Upon a Time – 7ª Temporada

Once Upon a Time chega ao seu fim com uma temporada morna e sem mostrar à que veio.

29 de Maio de 2018 - 14:41 - Kayque Fabiano

O livro de histórias foi oficialmente fechado após sete anos, com os heróis de Once Upon a Time enfrentando o seu vilão final na conclusão da série  “Leaving Storybrooke”.

A verdade é que a série já havia deixado a pacata cidade fictícia do Maine a muitos episódios atrás, 22 para ser exato. A sétima temporada de Once Upon a Time foi uma espécie de reboot para a série, com a maior parte do elenco antigo partindo e uma nova configuração, com novos personagens e uma abordagem mais “adulta” (se é que pode se dizer assim). É impossível não se sentir um pouco cético em relação a essa nova temporada, ainda mais com o final satisfatório que nos foi dado no ano anterior, e foi assim, com esse olhar, que o novo ano foi nos apresentado.

Como alguém que assistiu Once Upon a Time desde que a série começou em 2011, é de partir o coração admitir quão terrível foi essa última temporada. A série que pode ser comparada aos “Vingadores – Guerra Infinita” da Disney, conseguiu juntar filmes como Frozen, Valente, A Princesa e o Sapo, Aladdin, O Mágico de Oz,Alice no País das Maravilhas,Robin Hood, A Bela e a Fera, Frankstein, O Médico e O Monstro, A Pequena Sereia, Hercules , A Bela Adormecida, Peter Pan, Pinocchio, Cinderella, Rapunzel, 101 Dalmatas com pitadas de Up, Procrando Nemo, e Fantasia em um só universo, mesmo que algumas dessas histórias não façam sentido algum. E aliás, nem deve fazer.

É claramente óbvio que os anos da série foram extendidos. O sexto ano começa confuso, salvo algumas exceções, e segue assim, até o seu final que é, no máximo, satisfatório.

 

 

A 7ª temporada de Once Upon a Time foi confusa desde o início e isso não parou durante a temporada. A impressão que tínhamos era de que os showrunners não tinham uma direção clara do que eles queriam fazer com a série. O “vilão da temporada”, a princípio, parecia ser Victoria Belfry, depois Mother Gothel, e por último o Wish Rumple e não havia coerência real, nem motivação para nenhum deles.

Como nas temporadas anteriores, os personagens tinham um objetivo a realizar, um vilão a derrotar até o final, mas é bastante confuso para os próprios heróis quando o vilão que eles têm de enfrentar muda a cada instante! A série em si tem ridicularizado suas próprias histórias complicadas, mas isso não torna exatamente mais fácil para os fãs seguirem.

Hyperion Heights definitivamente não é tão envolvente como Storybrooke, e mesmo que Hook, Regina e Rumple tenham sobrevivido ao corte de elenco nesta nova temporada, suas personalidades amaldiçoadas são tão diferentes em grande parte da série, que fica difícil reconhecer os nossos personagens. A nova Cinderela, (Dania Ramirez) não funciona. O novo Henry, Andrew J.West, muito menos, e quase não existe química entre o casal.

O reboot não conseguiu mostrar o que queria ser: não podia deixar o velho elenco de lado, mas o novo elenco não se sentia totalmente integrado, então era esse híbrido estranho do antigo e do novo que não funcionava direito. Os personagens antigos não se saíam bem neste novo cenário, e os novos personagens não tiveram tempo para serem desenvolvidos o suficiente para que os fãs pudessem se apegar a eles. As histórias eram sinuosas e confusas e, às vezes, não pareciam uma trama coerente.

Nos últimos episódio, porém, a nostalgia toma conta e os roteiristas fazem de tudo para trazer o “espírito original” da série, e em grande parte, consegue cumprir na medida do possível. A volta de Jennifer Morrison, Ginnifer Goodwin, Josh Dallas e outros do elenco principal ajudou no clima de “reunião da turma”.

 

 

No fim, o principal e primeiro vilão da série voltou para ocupar o seu posto, o Wish Rumple, ou o Rumple do reino dos desejos, uma espécie de “universo alternativo”, mostrou para que veio e, junto com Regina, mostrou que no final, os dois eram os personagens que sustentavam toda Once Upon a Time.

Nosso Rumple original teve o seu descanso merecido. A morte dele não é um momento de tristeza, mas satisfação e paz. Por sete anos ele tem lutado contra seu demônio e a maldição de ser o Dark One, e de uma maneira poética, a fera salva a todos.E nossa Raínha Regina foi reconhecida, e mostrou que não precisa de nenhum rei ao seu lado para comandar os Reinos Unidos.

A sétima temporada foi efetivamente como uma temporada de epílogo, onde a sexta temporada será sempre considerada o verdadeiro final da série.

Vida longa à Rainha Boa!