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Qualquer pessoa pode receber o título de convidado de honra de um evento, mas só um pode ser Frank Miller. E foi exatamente isso que ele comprovou em um painel inteligente, educado e cheio de boas emoções na CCXP.

O objetivo do painel foi relembrar a carreira de de Frank e fazer um belo e inédito tributo a todas as suas obras que mudaram a cultura pop de alguma maneira. Foram muitas histórias sobre os seus primeiros trabalhos, seus clássicos e suas influências que mostraram um pouco do verdadeiro artista e mestre presente naquele auditório.

Mesmo apostando em muitas respostas curtas e sem enrolação, um dos destaques do painel foi a maneira como ele defendeu sua criação com unhas e dentes. Talvez seja esse o grande motivo dele não ter assistido a série do Demolidor e garantir que podem fazer o que quiserem com a Elektra que ela nunca será personagem que ele criou.

Em meio a algumas críticas políticas, ao modo de produção de Hollywood e a explicações de como o cinema pode ser uma forma poderosa de disseminar histórias, um dos pontos mais impressionantes foi o otimismo de Frank Miller. A cada instante, ele repetia que estava muito novo para definir sua última obra-prima e, principalmente, para parar de produzir.Ele ainda ressaltou que quer escrever uma história do Superman com o Batman de vilão, dirigir mais filmes e lançar mais uma edição de Sin City.

Inclusive essa HQ, que vai se chamar Sin City 1945, foi o grande anúncio do painel. A novidade é que a história vai se passar durante a Segunda Guerra Mundial, vai seguir um agente americano lutando contra o Nazismo e pode apresentar um resultado bem interessante quando misturar os jogos de luz e o estilo noir com as histórias de guerra que todos nós tanto gostamos.

E as emoções não pararam por aí, já que Frank surpreendeu todos os presentes quando se levantou para autografar, abraçar e tirar um selfie em um momento mais do que especial para um fã que se emocionou quando foi contar que se tornou leitor após ler 300 no final dos anos 90. Ele fez com que aquela fosse uma experiência única para todos os presentes que tiveram que segurar o choro enquanto tudo acontecia no palco.

E se não bastasse tudo isso, Frank Miller separou um tempo para falar sobre a importância de criar boas histórias e sobre o quanto a concorrência é importante. Ele pode ser um mestre e um fodão dentro dessa indústria, mas isso é apenas o combustível para outros serem melhores do que ele. E pode ter certeza que essas ações e palavras são o que colocam a mente dele como uma das maiores que do mundo e dessa CCXP.

Flavio Pizzol
Nascido em uma galáxia muito distante, sou o construtor original dessa nave. Aquele que chegou aqui quando tudo era mato. Além disso, nas horas vagas, publicitário, crítico de cinema, aprendiz de escritor e músico de fundo de quintal. PS: Não sabe trocar a sua imagem do perfil...

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