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Produção franco-canadense da Netflix, “O Declínio” narra uma história de sobrevivência em meio ao caos autoimposto


A medida que os tempo passa, nosso planeta carece de mais recursos para sobreviver. Há quem diga que tudo que está acontecendo atualmente é mero castigo, seja ele divino, ou da própria natureza se vingando pelo mal que fizemos a ela. No meio de tudo isso estão os alarmistas, aquelas pessoas que acreditam que o mundo deve sim acabar em breve e já estão se preparando para isso, seja construindo bunkers, estocando comida e água, ou aprendendo a sobreviver sozinhos, é sobre essa pessoas que aprendemos mais em “O Declínio”.

No filme, acompanhamos Antonie (Guillaume Laurin), um rapaz que vive vendo vídeos de sobrevivência em situações extremas ao melhor estilo Bear Grylls com sua família. Além disso, ele segue passo a passo os ensinamentos de Alain (Réal Bossé), uma espécie de guru da sobrevivência, que frequentemente o ensina a estocar comida. Antonie acaba indo em uma espécie de curso “intensivão” comandado por Alain, e lá encontra outras pessoas tão alarmistas quanto ele.

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Lá, eles aprendem a atirar com precisão, a construir armadilhas e fazer bombas caseiras, no que parece um curso de potenciais terroristas. Quando tudo vai bem, um acidente acontece e toda a dinâmica de “O Declínio” muda. Aliás, é interessante perceber que não aprendemos tanto assim com e sobre os personagens, justamente porque eles são descartáveis.

O maniqueísmo do primeiro longa de Patrice Laliberté é notável, já que bem e mal estão estabelecidos. Os poucos 83 minutos de “O Declínio” também não ajudam nesse desenvolvimento. Mas o falta a produção no quesito empatia, compensa em dinamismo e tensão. O suspense funciona neste verdadeiro jogo de gato e rato, onde não se sabe quem caça e quem é caçado.


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Bem filmado, o longa é sanguinolento e mostra uma verdadeira busca pela vida, mesmo que muitos achem que já viveram demais. O excesso de violência é proposital, e os poucos cortes auxiliam no entendimento nas poucas e boas cenas de combate físico.

“O Declínio” discute valores humanistas em decorrência da nossa própria natureza. Será que vale de tudo para sobreviver? Antes da boa e desenfreada ação, o filme discute questões profundas e apocalípticas, mas não vai além disso, se mostrando um passatempo simples e direto.

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O Declínio

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Tiago Cinéfilo
Estudante de Comunicação e editor deste site. Criador, podcaster e editor do "Eu Não Acredito em Nada", o podcast de terror da Odisseia.

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