nada será como antes
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“O mundo é dividido em duas pessoas, aquelas que querem se mostrar e aquelas que apenas assistem”


Estamos diante do episódio mais divertido de Nada Será Como Antes, não que seja apenas engraçado, mas ele é leve, tem uma carga sexual maior, que não se limita apenas ao personagem de Bruna Marquezine, e talvez o mais revelador também.

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Acompanhamos a primeira transmissão do Carnaval na TV, dando uma sensação do passar do tempo, algo refletido tanto na história, como na primeira telenovela. Já virou costumeiro elogiar a direção de arte de José Luiz Villamarim, mas o cuidado com o detalhe merece atenção, ao retratar o glamour dos vestidos, fantasias e decoração do carnaval daquela época.

As farpas entre Verônica (Débora Falabella) e Beatriz (Marquezine) estão cada dia menos sutis, e a disputa entre idades, utilização do corpo, qualidade como atriz e principalmente o destaque na novela, fazendo com que o público ame mais Beatriz, o que torna Verônica a vilã que amamos odiar.

E pela primeira vez ouvimos o público, algo digamos, inédito em uma obra de ficção. O grande questionamento se o público sabe e vai distinguir a ficção da realidade, o ódio e o amor pela atriz/personagem.

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Deixando um pouco a TV de lado, as histórias dos personagens principais avançam, com Saulo (Murilo Benício) contando a verdade para Verônica e discutindo com ela em seguida, saber um pouco mais sobre Aristides (Bruno Garcia) e um passado com Rodolfo (Alejandro Claveaux) um personagem raso até então e em especial ver mais de Bruna Marquezine na tela, seduzindo igualmente Otaviano (Daniel de Oliveira) e Julia (Letícia Colin), para logo depois se surpreender, já que ambos concordaram em “dividir” Beatriz.

Finalmente a cena quente de Bruna, divulgada na semana passada foi ao ar e posso dizer que foi apenas um aperitivo a tudo que foi e ainda pode ser mostrado, sobrando até para Débora Fallabella e Letícia Colin mostrarem que são igualmente sensuais.

Diferente da semana passada, não apenas a história da TV nos impressionou, mas os personagens tiveram seus momentos de brilho, além das inúmeras referências ao cinema, um trabalho rico do texto de Guel Arraes (O Auto da Compadecida), Jorge Furtado (Os Normais – O Filme) e João Falcão (A Máquina), que merece ser acompanhado todas as terças à noite.

Tiago Cinéfilo
Estudante de Comunicação e editor deste site. Criador, podcaster e editor do "Eu Não Acredito em Nada", o podcast de terror da Odisseia.

Dr. Estranho – Strange

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