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Mindhunter é um livro que tem que ser lido por aqueles que são fãs de thrillers.

Leia nossa resenha sobre  o livro de John Douglas e Mark Olshaker


  • Título: Mindhunter
  • Autores: John Douglas e Mark Olshaker
  • Ano: 1995
  • Edição: 2017
  • Editora: Intríseca
  • Páginas: 383
  • Gênero: Biografia

Para conhecer o criminoso, é preciso analisar o crime.

Em vez do policial brucutu que sai dando tiros e porradas a rodo, a ficção cada vez mais tem se dado atenção ao detetive que analisa a cena do crime, as impressões digitais, fibras, cabelos, qualquer coisa que o assassino deixou para que possam descobrir quem ele é. Séries, filmes e livros de thrillers policiais exploram bastante também o analista de perfis de assassinos, a pessoa que, a partir das evidências e da análise da cena do crime e do corpo da vítima, descreve quais seriam as características físicas, socioeconômicas e psicológicas de quem cometeu tal ato de violência.


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Mindhunter é um bom livro de suspense

Foto: Resenhas Caóticas

Sobre o livro Mindhunter

Mindhunter é o livro autobiográfico de John Douglas, o pioneiro em desenvolvimento de análise de perfis e primeiro expert em traçar perfis de serial killers. O livro deu origem à série homônima na Netflix. É em primeira pessoa, pelo autor, e tem uma linguagem muito fluida. A forma como ele desenvolve sua história, de maneira cronológica, também ajuda a nos situar bem. Além disso, a discussão de alguns casos é tão bem narrada que a imagem fica clara na nossa mente. Pra bem ou pra mal.

[…] se quiser compreender um artista, olhe para sua obra.

Já tendo visto uma pequena cota de filmes e séries com esse foco, além de ter lido alguns livros de ficção mais atuais, é difícil imaginar como eram as investigações antes da metodologia desenvolvida por Douglas e seus parceiros. Mindhunter é um livro que mostra como era difícil não só encontrar um serial killer, mas a pressa em se fazer isso antes que ele faça novas vítimas.

Douglas abre falando um pouco de sua vida, desde a infância até a faculdade e tempo no exército, mostrando alguns acontecimentos importantes que o levaram a pensar em criar essa metodologia. Mindhunter também mostra como, com sua entrada no FBI, ainda vemos como a burocracia e forma de administração enferrujada atrapalhavam ideias como as de Douglas para se desenvolver o método de análise de perfis. Teve um tanto de iniciativa própria dele e de seus parceiros para que a caça às mentes criminosas tomasse forma.

Foto: Resenhas Caóticas

Mindhunter mostra como o foco da pesquisa de Douglas foi dado, principalmente, aos assassinos que cometeram crimes da mesma forma repetidas vezes, que hoje chamamos de serial killers. Termo que ele e Robert Ressler desenvolveram. Por meio de entrevistas e formulários com vários assassinos em diferentes estados, eles começaram a enxergar alguns padrões, não só do que levava eles a matar, mas de como a família e criação tem um papel importante para a formação do criminoso.

[…] quando você consegue convencer as pessoas a aceitar suas ideias e as mantém interessadas, geralmente consegue fazer com que concordem com você.

Após a metodologia ser criada e estar começando a ser aplicada, ainda houve uma hesitação de muitos colegas e oficiais em usá-la, uma vez que para eles não parecia uma ciência exata, mas sim especulação ou até magia, comparando os Mindhunters com videntes. E realmente, muitos dos perfis de assassinos traçados eram tão precisos, que parecia que algo sobrenatural havia na análise.

Douglas esclarece em Mindhunter, também, que o papel dos analistas de perfil não é de sair na rua procurando pelos criminosos. Eles dão assistência a polícia à investigação e, quando o criminosos é capturado, também dão ideias, baseadas no perfil do sujeito, de como conduzir o interrogatório para tentar tirar uma confissão.

Monstros precisavam ser criaturas sobrenaturais. Eles não podiam ser exatamente como nós.

Foto: Resenhas Caóticas

O que achamos do livro Mindhunter?

Assim como Anatomia do Mal, Mindhunter é um livro muito interessante que desmistifica o serial killer hollywoodiano e suas vítimas, mostrando novamente que há muito mais aproveitamento de oportunidades do que uma investigação minuciosa da parte dos criminosos para a escolha de suas vítimas. Além do mais, explora a burocracia das investigações e como elas afetam as vidas pessoais e profissionais dos analistas de perfil.

[…] periculosidade é situacional.

Mindhunter também fala um pouco dos serial killers do passado e mostra casos mais famosos, além da participação dos agentes neles. Não só casos de serial killers, mas também alguns assassinatos que confundiram a polícia e só foram resolvidos com a ajuda da análise de perfil são destacados.

O livro, bem fluído e objetivo, contém algumas fotos e informações, mas nada de cenas de crime. Mindhunter é certamente um livro que tem que ser lido por aqueles que são fãs de thrillers, mesmo que fictícios, pois dá uma nova perspectiva ao ver as estórias. Além é claro, de ser uma ótima opção para fãs de séries e filmes investigativos. Thomas Harris, autor de Silêncio dos Inocentes, Dragão Vermelho e Hannibal, se consultou diretamente com Douglas para o desenvolvimento de seus livros. Assim, Mindhunter é, de certa forma, uma leitura interessante e complementar aos fãs do gênero.

[…] além de mais dinheiro, policiamento e presídios, o que mais precisamos é de amor. Não estou sendo simplista; isso faz parte do cerne da questão.

Se interessou? Você pode estar adquirindo o livro aqui.

Aqui é a Liv do Resenhas Caóticas, e se você quer acompanhar mais as minhas leituras, me siga no Instagram @ResenhasCaoticas. Obrigada e até a próxima.

 

Livia Salzani

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