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Uma ode a pluralidade feminina, “Meu Nome é Bagdá” é um retrato de como a vida pode ser dura, mas feliz


Liberdade. É a palavra que define “Meu Nome é Bagdá”, filme de Caru Alves de Souza (“De Menor”), uma adaptação livre do livro “Bagdá, O Skatista”, de Toni Brandão. O início meio psicodélico, contrasta com a simplicidade de uma história que às vezes cai para um lado lúdico, sem medo, como sua protagonista.

Na trama, Bagdá (Grace Orsato) é uma skatista de 17 anos, que vive na Freguesia do Ó, um bairro da periferia da cidade de São Paulo. Ela anda de skate com um grupo de meninos skatistas do bairro e passa boa parte de seu tempo com a família e as amigas de sua mãe. Juntas, elas formam um grupo de mulheres pouco convencionais. Quando Bagdá finalmente encontra algumas meninas skatistas, sua vida começa a mudar.

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meu nome é bagdá

Foto: Divulgação

A diretora traz naturalidade a sua produção (utilizando-se de atores não profissionais), ao mesmo tempo em que demonstra total controle, seja criativo, ou artístico. A paixão está em cada diálogo, cada atitude e nas relações interpessoais de “Meu Nome é Bagdá”.

Existe um certo endeusamento da menina para com as figuras que convive, sejam os meninos, a mãe Michelle (Karina Buhr), e as amigas da mãe. Ao passo em que as admira, também as protege e é protegida, formando um circulo de confiança entre mulheres fortes, de todos os jeitos, idades e gostos.

Inclusivo, “Meu Nome é Bagdá” não força discursos, mas fala de temas importantes no dia a dia, com um coração pulsante. Quando caminha para um lado mais performático e fantasioso, pode perder o espectador, mas brilha na espontaneidade e na sua potência periférica.

Foto: Divulgação

O skate é importante, mas apenas um pano de fundo para enfrentar o machismo que tanto as assola. A menina é ensinada a não seguir padrões, e “Meu Nome é Bagdá”, usa apenas uma luta diária, até desprentensiosa, para falar de inúmeras minorias arrasadas pelo abuso físico e moral.


Filme visto no 28ª festival mix brasil. Saiba mais sobre o evento AQUI.

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Meu Nome é Bagdá

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Tiago Cinéfilo
Estudante de Comunicação e editor deste site. Criador, podcaster e editor do "Eu Não Acredito em Nada", o podcast de terror da Odisseia.

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