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Mês do Terror | Horrores durante a luz do dia

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É incomum, mas não impossível. Confira alguns filmes de terror que se passam (pelo menos em sua maior parte), durante a luz do dia


Escuridão. A maioria dos filmes de terror utilizam deste artifício para, além de causar medo, criar uma atmosfera assustadora. Essa ambientação por vezes faz parte da história, e o escuro se torna um personagem importante, como em “Como as Luzes de Apagam”.

Já outras produções seguem o caminho oposto, e decidem usar a luz do dia para potencializar sua trama. Nossa mente geralmente associa o dia a algo bom, sem maiores preocupações, sendo a noite algo mais sombrio e obscuro. Muitas pessoas inclusive, assistem a filmes de terror apenas durante o dia.

É óbvio que esse pensamento vem dos próprios filmes, e suas tramas que se passam a noite, além da madrugada ser fortemente associado ao horário do demônio.

+++ Mês do Terror | A Final Girl e a Cor Branca
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Sendo assim, separamos alguns exemplos de filmes de terror que se passam (pelo menos em sua maior parte) durante o dia. Tem produções novas, clássicas, gore, slasher, folk horror, enfim, para todos os gostos.

– Sem Saída (Eden Lake, 2008)
Dirigido por James Watkins

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O filme do britânico James Watkins segue uma premissa que será comum nessa lista. Steve planeja um fim de semana romântico ao lado de sua namorada Jenny, a fim de pedi-la em casamento. Ele resolve fugir da correria da cidade e levá-la para um belo lago, chegando lá, eles se deparam com jovens arruaceiros.

Ao pedir com delicadeza que façam menos barulho, o casal é ameaçado e passa por um inferno. Algo que parecia banal, se torna uma bola de neve coberta de sangue. Com a luz do dia sempre “ligada”, “Sem Saída” é um daqueles filmes incômodos, e que mudam nosso senso de justiça.

Dica: Nunca vá para um local afastado onde você não conhece ninguém.

– Midsommar (2019)
Dirigido por Ari Aster

O subtítulo deste filme aqui no Brasil é: O Mal Não Espera a Noite. Seria óbvio a presença de Midsommar nessa lista. Na trama, a jovem Dani, após passar por uma grande perda, resolve ir até a Suécia com amigos e o namorado, para um solstício de verão.

Chegando lá, eles se deparam com uma cultura um pouco “diferente”, e uma visão distinta sobre vida e morte. Tudo isso durante o dia.

Leia a nossa crítica de Midsommar aqui.
Escute nosso podcast sobre o filme aqui.

Disponível na Amazon Prime Video!

– Vingança (Revenge, 2018)
Dirigido por Coralie Fargeat

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A obra da diretora, roteirista e feminista Coralie Fargeat, lembra demais “A Vingança de Jennifer” de 1978, e seu remake “Doce Vingança” de 2010. A diferença está justamente na luz do dia, e na ausência de armadilhas, apelando mais para o realismo.

Acompanhamos a história de Jennifer, uma bela jovem, que decide passar um tempo na casa distante de seu amante Richard. Lá eles encontram Stan e Dimitri sócios de Richard, que após sair numa manhã, retorna e encontra Jennifer desolada, abusada e com medo de permanecer no local.

Com um belíssimo visual, “Vingança” é bastante sangrento e contido em seu próprio universo, utilizando bem da paisagem desértica.

Leia nossa crítica do filme aqui.

– O Homem de Palha (The Wicker Man, 1973)
Dirigido por Robin Hardy

O pai de Midsommar. Acredito que o filme de Robin Hardy pode ser definido assim, já que muitas coisas do longa de Ari Aster, vieram justamente deste clássico. A produção acompanha o sargento Howie, que após receber uma carta anônima sobre o desaparecimento de uma jovem, viaja até um ilha escocesa (fictícia), chamada Summerisle.

Ao chegar no local, percebe que os moradores não estão tão interessados em ajudar, e seguem um culto pagão comandado por um Lorde. O sargento, cristão devoto, não concorda com a maneira que as pessoas se comportam, confrontando a educação nas escolas, a vida noturna e o modo como adoram os seus deuses.

Bizarro e com um final poderoso, “O Homem de Palha” é mais um dos filmes que não se escondem na escuridão, pois os horrores estão visíveis em plena luz do dia.

Confira o nosso texto aqui.

– A Bruxa (The Witch, 2015)
Dirigido por Robert Eggers

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Atmosférico e sugestivo, o longa de Robert Eggers tem sua conclusão e cena mais impactante a noite claro, mas a maior parte de sua construção ocorre durante o dia, inclusive uma cena com um certo bode.

No filme, acompanhamos William e Katherine, que levam uma vida cristã com suas cinco crianças, em uma comunidade extremamente religiosa, na Nova Inglaterra, em torno de 1630. Expulsos do local, por sua fé diferente daquela permitida pelas autoridades, a família passa a morar num lugar isolado, à beira do bosque, sofrendo com a escassez de comida.

Um dia, o bebê recém-nascido desaparece, o que acaba desencadeando uma série de eventos estranhos.

Leia a nossa crítica aqui.

– Invasão Zumbi (Train to Busan, 2016)
Dirigido por Sang-Ho Yeon

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Em um trem de alta velocidade com destino à cidade de Busan, na Coréia do Sul, um vírus misterioso que transforma as pessoas em zumbis acaba se espalhando de maneira devastadora. A cidade de destino do trem, conseguiu com sucesso se defender da epidemia, mas até chegar lá, eles deverão lutar pelas suas sobrevivências.

Se passando quase que inteiramente dentro de um trem, “Invasão Zumbi” é um daqueles filmes que se aproveitam da luz e escuridão para fazer um paralelo entre humanos e zumbis.

Confira nossa crítica.

Disponível na Netflix!

– Cujo (1983)
Dirigido por Lewis Teague

Adaptação da obra de Stephen King de 1981, Cujo é um daqueles filmes de atmosfera e criação de tensão. O terror se molda com o tempo, e uma atitude impensada pode mudar tudo.

Donna Trenton é uma dona de casa entediada, que descobre que está sendo traída pelo marido. Brett Camber é um menino que tem como único amigo um cão da raça São Bernardo chamado Cujo, que acaba de ser mordido por um morcego. O destino da mulher e do garoto se cruzam quando eles descobrem da pior maneira que o cão contraiu raiva e se transformou numa fera assassina.

Leia a nossa review do livro aqui.

Disponível na Netflix e Amazon Prime Video!

– Quadrilha de Sádicos / Viagem Maldita (The Hills Have Eyes, 1977/2006)
Dirigido por Wes Craven/Alexandre Aja

Aqui temos dois filmes, porque um é o remake do outro. “Quadrilha de Sádicos” é um dos primeiros trabalhos de Wes Craven, e acompanha uma família numa viagem no deserto americano. No meio de uma parada forçada, eles encontram uma grupo de canibais sanguinolentos e precisam se defender, trazendo o questionamento de quem são os verdadeiros selvagens.

O remake de Alexandre Aja, produzido pelo próprio Craven, que aqui no Brasil ganhou o título de “Viagem Maldita”, segue a mesma premissa, sem perder o charme, o gore, o sangue e as vísceras, em plena luz do dia.

Leia nossa texto aqui.

– O Acampamento (Killing Ground, 2016)
Dirigido por Damien Power

Killing Ground streaming: where to watch online?

não achamos um gif desse filme ;/

A premissa de “Sem Saída” (primeiro filme citado na lista), é a mesma deste aqui, com a diferença de que estamos diante de uma produção australiana, mais sutil, e com uma violência por vezes, implícita.

Ian e Samantha chegam a um acampamento isolado e encontram uma tenda, sem nenhum sinal dos ocupantes. A descoberta de uma criança angustiada vagando na floresta desencadeia terríveis eventos que irão testar o ponto de ruptura do jovem casal.

Apenas o fato do filme ter 3 linhas temporais, sem distingui-las com precisão, já chama a atenção e pode confundir o espectador (no bom sentido). O terror é uma surpresa até os minutos finais, e seu desenrolar é claro, como o dia.

– As Ruínas (The Ruins, 2008)
Dirigido por Carter Smith

Muita gente não curte “As Ruínas”, muito pelo clichê do gênero, materializado aqui na figura de jovens burros. Curtindo as férias no México, um grupo de amigos vai enfrentar seu maior pesadelo, quando um turista os convence a penetrar numa floresta e participar de uma escavação arqueológica. Eles só não esperavam que algo demoníaco vivesse sob as ruínas.

A estrutura da produção é a de um slasher clássico, mas se você for assistir sem essas amarras iniciais, pode se surpreender. As Ruínas explora os limites do ser humano e sua constante busca pelo exótico. Mas quem disse que o sagrado quer algo com você?


Conhece mais filmes que se passam durante o dia? Conta pra gente nos comentários.

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Tiago Cinéfilo
Estudante de Comunicação e editor deste site. Criador, podcaster e editor do "Eu Não Acredito em Nada", o podcast de terror da Odisseia.

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