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Livros e HQ’s: Pantera Negra & Tempestade

Quarto volume da HQ do herói de Wakanda mostra seu casamento com Tempestade e sua influência mundial!

27 de Janeiro de 2018 - 19:31 - Tiago Soares

Estamos aqui para mais uma semana, e mais uma HQ do Pantera. Grande parte do volume 4 da saga do líder de Wakanda pode sim acontecer, graças a compra da FOX pela Disney, já que daqui há alguns anos os X-Men poderão encontrar Os Vingadores.

A história começa em uma missão, nem tão cooperativa – pelo menos no início – entre os X-Men com o Pantera Negra, depois parte para a missão de T’Challa em encontrar uma noiva, algo que sua mãe está reivindicando há um bom tempo. Wakanda precisa de uma rainha forte, uma guerreira, o que faz T’Challa partir pros Estados Unidos em busca de uma.

Por acaso, o rei acaba encontrando Luke Cage, e os dois partem em uma missão conjunta. Posteriormente encontram Blade e Irmão Vodu, e acabam formando uma espécie de “Vingadores Negros”. Mesmo com histórias interessantes, o objetivo principal nunca deixou de ser o conflito interno de T’Challa e seu amor por Ororo Munroe, a Tempestade.

Em um flashback, conhecemos mais do passado da heroína e sua relação de amor e separação com o Pantera Negra. Vemos que Ororo é considerada uma deusa no Quênia e em parte da África. Por isso o pedido de casamento de T’Challa a ela, e o evento em si, levanta muitas questões. A primeira delas aborda o evento: com a presença de vários super-heróis do Universo Marvel, chefes de Estado e até do Vigia, o casamento do século despertou a atenção de muitos vilões e até da HYDRA.

A segunda questão é o pós-casamento: uma mutante, uma deusa, uma mulher forte – casada com o rei de Wakanda, com uma tecnologia poderosíssima em mãos, o metal mais precioso da terra – um ex-vingador e senhor de uma das maiores nações. O escopo principal da história está na viagem do casal em missão diplomática, por vários lugares do planeta e fora dele, formando alianças e acalmando aqueles que achavam que eles eram uma ameaça.

O texto de Reginald Hudlin – que já estava na primeira parte da HQ – abordada semana passada – continua com o tom fortemente político e sua facilidade em explanar várias frentes, ainda é uma de suas maiores qualidades. O casal tem que lidar com a Guerra Civil de pano de fundo, o Dr. Destino na Latveria, os Inumanos na Lua, querendo entrar em guerra com a raça humana e Namor montando uma resistência contra o ato de registro.

Tudo isso com os desenhos de Travor Haisine, David Yardin, Scott Eaton das edições 10 à 19, Manuel Garcia, edições 20 à 23 e Koi Tumbull. A arte de Eaton (que passou mais tempo na HQ), é confusa ao abordar ação, mas encontra sua força nas expressões. A de Garcia encontra seu ponto alto ao abordar o cósmico. A coloração azul e a imensidão do espaço são incríveis na parte dos Inumanos. O defeito está na arte de Tumbull, que tem um estilo particular que não me agrada. Seus desenhos tem as partes do corpo bizarramente grandes, parecendo caricaturas. Ororo aparece linda e sexualizada as vezes, enquanto em outras vezes aparece com um visual estranho, fazendo com que essa dualidade seja prejudicial a trama.

A história desta HQ pode acontecer num futuro próximo no cinema, e apesar do casal do século não estar mais junto atualmente nos quadrinhos, é importante perceber que eles tinham uma influência incrível sobre todos os personagens. Seres honrados e igualmente dispostos a ajudar, além de fazer qualquer coisa para o bem da humanidade.