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Livros e HQ’s: Pantera Negra no Quarteto Fantástico

Continuação do quarto volume da HQ mostra queda da popularidade de T'Challa e sua entrada no Quarteto Fantástico.

3 de Fevereiro de 2018 - 18:06 - Tiago Soares

Continuando sua saga pós Guerra Civil dos heróis americanos, o Pantera Negra se encontra em uma situação extrema no quarto volume de sua história. Ele e Tempestade estavam do lado derrotado da guerra, sua embaixada americana sofreu um ataque, sendo destruída no processo e o conselho de Wakanda clama pelo seu retorno, já que o país está abandonado e sem rei, desde que ele e Ororo saíram em missão diplomática.

As coisas começam a mudar quando Reed Richards e Sue Storm decidem fazer uma nova “lua de mel”, com a objetivo de salvar seu casamento, já que ambos estavam em lados opostos da guerra. Como uma forma de compensação, convidam T’Challa e Ororo para jantar e oferecem seus respectivos lugares no Quarteto Fantástico. Sendo assim, Pantera Negra e Tempestade se juntam a Jonhy Storm e Ben Grimm (Tocha Humana e Coisa) em algumas aventuras.

A primeira delas e que toma boa parte da HQ envolve os monstros da zona 42 – a zona negativa – aonde os vilões da Guerra Civil foram aprisionados. Quando um monstro escapa de lá, o Pantera Negra decide usar a magia dos sapos do Rei Salomão, para levar a luta para longe do Edifício Baxter, já que eles viajam no tempo e no espaço.

Os sapos os levam a um planeta Skrull, numa realidade alternativa, aonde eles tem que lutar com versões zumbis de seus amigos. O texto de Reginald Hudlin continua excelentíssimo nos temas sérios sobre morte, decisões difíceis e no drama – mas aqui peca pela comédia excessiva – que parece não ser o forte do autor.

Mas uma vez, ele trabalha com várias frentes de batalha, principalmente quando o grupo vai a um mundo repleto de gângsters, aonde um conflito racial está em evidência. Hudlin aborda a questão racial sem firulas, trazendo figuras contraditórias como Martin Luther King e Malcolm X a narrativa.

Tempestade também ganha o destaque merecido, que vai além da sua estonteante beleza. Aqui ela se torna muito mais do que a esposa de T’Challa, ela é a rainha de Wakanda, a X-Men, e seus poderes são um divisor de águas.

Depois das aventuras com o Quarteto, Tchalla retorna ao seu país e precisa lutar contra Erik Killmonger, que sequestrou sua irmã Shuri e está subjugando Niganda, país vizinho de Wakanda. Achando que é tudo um plano dos EUA para conter seu país, Tchalla pede a ajuda de Tony Stark, o Homem de Ferro, para saber quem está por trás de tudo, e também  recruta a ex-vingadora Monica Rambeau (antes Capitã Marvel, agora Mr. Marvel) para deter Killmonger.

Hudlin dá um tom regional a HQ – sem envolver outros heróis – pelo menos diretamente, deixando a história com um pouco mais de identidade. A arte de Francis Portela tem um consistência louvável. A paleta de cores e o design dos cenários, deixam a leitura mais fluída, tornando-a fácil e rápida, além de belíssima. Sem dúvida um dos melhores nomes que passaram pelas histórias do Pantera, além da breve participação de Cafu (não o do Penta).

Com altos e baixos, o quarto volume da HQ culmina na Invasão Secreta, em clima de despedida para Hudlin, que voltaria em algumas edições seguintes do próximo volume, que abordaremos semana que vem!


Obs: Erik Killmonger será interpretado por Michael B. Jordan (Creed) no filme.