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A nostalgia de voltar a ler nossa história favorita.


Quando saiu a notícia de que teríamos mais uma história de Harry Potter meu coração de fã de longa data de encheu de alegria e de apreensão ao mesmo tempo. Afinal, a história é tão encaixadinha e maravilhosa que uma nova, 19 anos depois, causa certo receio. Depois de ter lido o livro uma coisa posso garantir: J.K. Rowling nunca vai decepcionar a gente.

Antes de tudo, vou dar uma explicada na história, mas sem spoilers. O livro, como todo mundo sabe, se passa 19 anos depois da Batalha de Hogwarts, com um Harry casado e lidando com uma relação bem conturbada com seu filho do meio, Alvo Severo. No primeiro ano de Hogwarts do menino, ele e Escórpio, o filho de Draco, viram melhores amigos, e o boato que rola no mundo bruxo é que a mãe de Escórpio usou um vira-tempo pra voltar ao tempo e engravidar de Voldemort.

Óbvio que o rumor de que é o filho Daquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado faz Escórpio não ser muito popular e Alvo entra para o mesmo clube, pois não consegue se destacar na escola como seu pai fazia. Em meio a essas questões dos personagens, é descoberto que ainda existe um vira-tempo – todos haviam sido destruídos após a batalha – e o pai de um personagem que faleceu quer que Harry use o artefato mágico para trazer seu filho de volta. E agora, o que fazer com o vira-tempo? Quais mudanças poupar essa morte que parece tão insignificante implicariam no presente? E pior, e se alguém quisesse esse vira-tempo pra trazer de volta o maior bruxo das trevas?

A história se monta nessas viagens no tempo e é um tanto quanto divertida. Com as doses de humor já características de toda a saga, a trama me fez rir e também me emocionou. Já adianto que não dá pra comparar com os outros livros, o enredo de Cursed Child é bem mais fraco e por vezes até bobinho, mas os autores – J.K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne – souberam trabalhar muito bem ao levar a gente de volta pra cenas que já conhecemos e nos dar o gostinho de reencontrar os grandes personagens que tanto amamos.

harry potter

Essa sacada de trazer vários elementos dos livros passados foi muito bem pensada e faz da nostalgia uma sensação predominante durante a leitura. No final, acredito que o livro cative muito mais pela emoção de rever nosso trio favorito, de voltar à Hogwarts e reviver cenas e personagens memoráveis, do que pela história.

A leitura de Harry Potter, mesmo em inglês, é muito fácil e fluída, foram poucas palavras que tive que procurar o significado. Além disso, como o livro é na verdade um roteiro de uma peça teatral, é estruturado com diálogos e poucas descrições do ambiente, mas isso não é problema, uma vez que já estamos habituados com a maioria dos cenários da história, a imaginação consegue dar conta do recado. O único problema agora é a vontade de assistir a peça, que só aumentou depois de ficar imaginando como seria o enredo acontecendo no palco!

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1 Comment

  1. […] bonito, Jay Garrick (John Wesley Shipp) brota quando é necessário e Tom Felton (Draco Malfoy em Harry Potter) é uma adição bem meia-boca. Joe é o único que se salva nessa confusão toda por ser humano, […]

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