Flash – Seguindo em Frente

Flash

 

Faz algum tempo que a Panini começou, no Brasil, um trabalho de lançamento de encadernados envolvendo o início dos Novos 52 da DC Comics, passando por Batman, Aquaman, Superman e chegando agora ao Flash. O meu primeiro post específico sobre HQ’s veio justamente com o Batman (meu herói favorio da DC) e a Corte das Corujas e agora eu pulei os outros dois heróis para chegar ao velocista escarlate, que é justamente meu segundo lugar na lista de melhores.

Sob o comando de Francis Manapul (que vai estar na CCXP 2015) e Brian Buccellato, o reinício das tramas do herói traz Barry Allen com uma história normal e bem parecida em certos aspectos com a série da CW, onde ele divide sua vida de herói com o trabalho forense e o namoro com Patty Spivot (fato que inclusive já deu seus primeiros passos na segunda temporada da televisão).

Dentro disso, a coletânea cria dois arcos bem distintos: a primeira parte trata da história de um amigo de Barry Allen que foi clonado e precisa de sua ajuda para se livrar destes e a segunda, que achei bem mais divertida, se foca no confronto com o Capitão Frio e nas consequências de usar a força de aceleração.

Flash - Seguindo em Frente 2

No geral, toda a história é muito bem escrita, conseguindo me prender por conta da boa utilização de conceitos científicos e das boas reviravoltas ao final de cada edição. É verdade que existe ali um certo problema no desenvolvimento dos personagens principais, principalmente Barry e Patty, mas isso não impede que tudo seja muito cativante e divertido de ler. Sem contar ainda que as últimas edições deixam claro que o desenvolvimento está sendo construído aos poucos e muita coisa ainda iria acontecer, tanto em relação a uma certa indignação da cidade com o Flash, quanto com suas viagens pelo tempo, que dão o primeiro passo na apresentação de um vilão clássico e muito marcante.

Da mesma forma que Scott Snyder fez com o Batman, a origem do Flash não é totalmente recontada e os autores usam e abusam da história presente para fazer conexões com o passado. É um recurso muito parecido com aquele utilizado com cautela na primeira temporada de Flash e de forma abusiva em todo santo episódio de Arrow, mas não é só isso que aproxima esse início dos Novos 52 com a série, estrelada por Grant Gustin. Toda a abordagem utilizada para que ele desenvolva seus poderes, a personalidade de Barry, a presença de um mentor da área científica e, principalmente, nas suas viagens no tempo, que tem um visual bem parecido com aquele utilizado na televisão.

Flash - Seguindo em Frente 3

Mas não se preocupem, porque, em questões visuais, as comparações param por aí. As artes de Francis Manapul são espetaculares e formam o ponto alto da coletânea através de toda a recriação visual do Capitão Frio (mais limpo e com novos poderes), a maneira como o Flash incorpora a roupa, os muitos planos diferenciados e, principalmente as cores e os efeitos de relevos que parecem sair das páginas quando o herói corre. São situações muito inventivas, que Manapul sabe recriar com muitos detalhes e saídas interessantes.

No final das contas, Seguindo em Frente é sim inferior a Corte das Corujas e também a algumas outras histórias clássicas do próprio Flash, mas continua sendo muito bonita e divertida. Na verdade, ela pode ser muito resumida em três tópicos: uma boa reapresentação do velocista escarlate, um prato cheio para os fãs da série que querem conhecer mais sobre o material original e o início de algo muito maior e melhor. Vale a pena ser adquirida e lida!

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