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Documentário sobre a série espanhola de sucesso mundial, “La Casa de Papel El Fenómeno” exalta todas as pessoas que fizeram a produção chegar tão longe


Como estudante de audiovisual, os primeiros minutos de “La Casa de Papel El Fenómeno” são puro deleite. Quem imaginaria que a cena do dinheiro caindo para os fãs do grupo de ladrões, no primeiro episódio da parte 3, seria tão trabalhosa e seria refeita inúmeras vezes e com limite de horário. Essa é basicamente a síntese de um mero aluno ávido por conhecimento, claro que guardada suas devidas proporções.

Enquanto um aluno conta as moedas para comprar um salgado e tirar uma xérox, La Casa de Papel gasta seus milhões de dólares, principalmente depois que foi adquirida pela Netflix. No documentário, descobrimos que a produção teve uma boa audiência no primeiro ano, mas foi caindo na segunda parte, até se encerrar e ter seu elenco totalmente esquecido.

la casa de papel el fenómeno

O boom veio após a série (exibida pelo canal Antena 3 na Espanha), ser distribuída para o resto do mundo pela Netflix. Foi um enorme sucesso e todos praticamente tiveram suas vidas transformadas. Afirmo que essa adoração do público aos ladrões mais famosos do mundo atual ultrapassa as barreiras da tela. É uma espécie de metalinguagem, e por onde vai, La Casa de Papel leva o mundo com eles.

O documentário explica o sucesso e talvez seja algo feito exclusivamente para aquelas pessoas que nunca entenderam o porquê da série de Álex Pina ter tantos fãs. O texto de Javier Gómez Santander e Pablo Lejarreta exaltam a importância social, as barreiras de uma língua como o espanhol e a globalização, através da cena onde as dublagens de cada país são apresentadas.

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Entrevistas com o criador, com um dos diretores (Jesús Colmenar), com um dos diretores de fotografia (Migue Amoedo), figurinistas, maquiadores, técnicos de efeitos especiais e todo o elenco, só demonstram a união de uma equipe compromissada e que está disposta a fazer aquilo continuar dando certo, exercendo funções além das suas. Claro que nem tudo é maravilhoso e há espaço para o estresse, algo perfeitamente normal em uma obra tão grande.

Os diretores Luis AlfaroPablo Lejarreta revelam segredos que só aumentam o charme e o interesse pela série, apesar de alguns darem medo, como o fato dos roteiristas escreverem o show enquanto gravam. Outro porém é a linguagem visual de “La Casa de Papel El Fenómeno”, que mistura a seriedade do trabalho dos profissionais com cenas da série. Uma escolha que pode funcionar bem para o público jovem acostumado com os vídeos do youtube repleto de memes, mas que incomoda bastante.

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Apesar disso, a sensibilidade com a despedida de Alba Flores torna tudo pessoal e emotivo. Os macacões vermelhos e as máscaras de Dalí dão lugar as lágrimas de um elenco unido e um público fiel. Os paralelos com a realidade, a simbologia e ao mesmo tempo, o apego a um mundo irreal, demonstram a fragilidade e a força de um plano infalível falível.

Durante pouco menos de 1 hora, os bastidores mostrados em “La Casa de Papel El Fenómeno” são tão grandiosos e carismáticos quanto a própria série. O documentário serve como um bônus e um aviso de “até logo”, e esperamos ansiosamente que o corona vírus não atrase tanto assim a 5ª parte.

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La Casa de Papel El Fenómeno

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Tiago Cinéfilo
Há 4 anos nessa viagem. Estudante de Rádio, TV e Internet. Ex-Clock Tower, ex-Cinema Com Rapadura e ex-fã de The Walking Dead.

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