how to get away with murder
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Entre relacionamentos ruins e mortes chocantes, How to Get Away With Murder trás consigo camadas e mais camadas de uma trama que não deixa um furo sequer.

No início desse ano escrevi a crítica da 2ª temporada de How to Get Away With Murder, e por se tratar de uma série de camadas e mais camadas, com um texto poderoso e ao mesmo tempo didático, rasguei elogios a série, que já teve também uma primeira temporada excelente, mas a crítica em si ficou extensa demais. Como HTGAWM é dividida em duas partes, voltando agora só em 19 de janeiro de 2017, resolvemos analisar os 9 capítulos iniciais e essa pausa para respirar, que acredite, é necessária.

Envolvida em mistérios e plot twists mirabolantes, que por incrível que pareça, não possuem furos, How to Get Away With Murder conquistou o coração do público, e traz a o nome e a fórmula do sucesso através de Shonda Rimes (Greys Anatomy e Scandal). Depois de uma excelente segunda temporada, confira a crítica aqui, a série busca se superar a cada novo ano e desta vez o grande mistério da temporada envolvia um incêndio na casa de Annalise (Viola Davis) e uma pergunta que intitulou o episódio final desta primeira parte: Who’s Dead? (Quem morreu?)

A pergunta mais exata foi: Quem está debaixo do lençol? Ao longo dos 9 primeiros episódios, o criador da série Peter Nowalk conseguiu manter a tensão, e assim como nas temporadas anteriores a cada episódio conseguiu apresentar pelo menos um personagem vivo, para alegria de alguns fãs e apreensão de outros em ver os seus favoritos a beira da morte. Mas nem só de mistério essa primeira parte foi, começando com Annalise mudando um pouco e formando uma turma pró-bono, pegando casos quase perdidos de pessoas que não tem como pagar, seguindo o habitual caso da semana.

KARLA SOUZA, JACK FALAHEE, VIOLA DAVIS, AJA NAOMI KING, LIZA WEIL, MATT MCGORRY, ALFRED ENOCH

Ao mesmo tempo cartazes com sua foto e com a palavra “Assassina” eram espalhados pelo campus, causando medo em seus protegidos, o que logo depois se mostra apenas como uma “brincadeira de Simon (Behzad Dabu). Tudo isso, faz Annalise criar duas novas inimigas, a reitora do campus Soraya (Lauren Luna Vélez) e a promotora Rene (Milauna Jackson), duas mulheres aparentemente fortes, mas com muito em comum em suas fraquezas, sendo que uma dessas também é apresentada por nossa protagonista que se revela alcoólatra, perdendo Nate (Billy Brownno processo e ficando sozinha, tudo que parecia bem, parece desmoronar, sem nenhum aviso prévio.

Por sua vez os protegidos de Annalise parecem seguir suas vidas sem esquecer o passado, Wes (Alfred Enoch) começa a namorar a jovem Meggy (Corbin Reid), mas continua preso ao caso Mahoney, para logo depois engatar um romance sem química nenhuma com Laurel (Karla Souza) que mais parece forçado e conveniente para o fim, trazendo mais um mistério que citaremos depois, aliás Laurel parece não esquecer de Frank (Charlie Weber) que volta completamente diferente, tanto em aparência como em personalidade, é como se estivéssemos vendo outro personagem. Connor (Jack Falahee) vê seus dilemas morais se perderem e seu relacionamento com Oliver (Conrad Ricamora) acabar, o jovem ganha mais destaque nessa temporada, sendo pontual e essencial em alguns momentos.

Michaela (Aja Naomi King) e Asher (Matt McGorry) continuam seu relacionamento de amigos com benefícios, com a moça sofrendo claramente os traumas dos últimos acontecimentos e o rapaz entrando de vez no grupo, sendo na maioria das vezes o necessário alívio cômico, talvez seu grande problema anteriormente fosse Bonnie (Liza Weil), que parece não ter o que fazer na série, e pra mim já estaria morta muito tempo. Além disso retornos sempre são bem vindos, e não poderia deixar de citar o de Eve (Famke Janssen).

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Com uma câmera omissa, uma trilha sonora impecável, e um bom texto, mesmo que as vezes cheio de conveniências, os co-roteiristas  Angela Robinson,  Joe Fazzio,  Erika Green Swafford,  J.C. Lee,  Fernanda Coppel,  Erika Harrison,  Morenike Balogun e  Michael Foley mantém nossa atenção a grande revelação, e até os últimos minutos do episódio a mid-season finale não entrega que Wes é a grande perda da temporada, e particularmente, que perda.

Se você notar a maioria dos personagens de HTGAWM são unidimensionais e tem suas funções pré-determinadas, Wes parecia ser o mais complexo nesse sentido, sendo imprevisível, aliás o mesmo matou Sam (Tom Verica), e com mais tons de cinzas, levando-o a mentir muitas vezes nessa temporada e esconder muitas coisas de Annalise. Além disso Laurel está grávida, mas, de Wes ou Frank? E não sabemos exatamente como Wes morreu, já que foi revelado que ele morreu antes do incêndio.

O certo que o ator mesmo morto, voltará para nos ajudar a desvendar o segundo mistério que vai mover a segunda parte da temporada. Além disso Wes Gibbins será uma perda bastante sentida no grupo dos protegidos, pois era um dos que tinham mais sensibilidade e empatia entre eles, vamos ver como o grupo vai encarar isso. Com Annalise presa e sendo investigada, uma trama maior se inicia, e vamos descobrir quem está por trás de tudo, uma pena ter que esperar até o dia 19 de janeiro para os 6 episódios restantes.

Tiago Cinéfilo
Estudante de Comunicação e editor deste site. Criador, podcaster e editor do "Eu Não Acredito em Nada", o podcast de terror da Odisseia.

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1 Comment

  1. […] Não tivemos uma temporada ruim, nem de longe, e você pode ler a crítica da primeira parte aqui. A tensão se manteve, e a alta dose de mistério também, a pergunta que fazemos é: Até quando […]

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