Exorcismo Sagrado – Crítica | Não negocie com o demônio

Exorcismo Sagrado - Crítica | Não negocie com o demônio 4

Utilizando dos clichês dos filmes de possessão ao mesmo tempo em que faz piada com eles, “Exorcismo Sagrado” desvenda a corrupção dentro da igreja 


A humanização de algo ou alguém é inversamente proporcional a busca pela santidade – porventura – as duas coisas não podem caminhar juntas correto? Mas, e se fosse diferente? Se a purificação de alguém dependesse justamente por essa procura por humanidade.

Quando não está flertando com os gritos e clichês dos filmes de possessão, Exorcismo Sagrado discute essas questões com precisão, e ainda se aproveita para tirar um leve sarro dessas produções.

exorcismo sagrado
Foto: Divulgação Imagem Filmes

Qual o enredo de Exorcismo Sagrado?

Ao ser possuído durante um ritual de exorcismo, o padre Peter Williams (Will Beinbrink) acabou cometendo um terrível sacrilégio.

Dezoito anos depois, as consequências de seu pecado voltam para assombrá-lo e acabam desencadeando uma batalha ainda maior entre o bem e o mal.

O que achamos do filme?

O diretor venezuelano Alejandro Hidalgo começa sua produção lotado de referências óbvias que vão de O Exorcista até Invocação do Mal, seja no visual ou na misteriosa narrativa. Com o tempo ele se desprende dessas amarras e cria uma história com a sua cara.

Exorcismo Sagrado está interessado em trazer a história do homem atormentando pelo pecado do passado, ao mesmo tempo em que se divide entre ajudar os mais necessitados e expurgar seus demônios. Existe um senso de justiça e controle, nas entrelinhas de uma trama mirabolante.

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Foto: Divulgação Imagem Filmes

A medida que tenta ressignificar a visão de fé e pecado, Hidalgo é sádico e forte em seus conceitos divinos e profanos. Tentando expor a corrupção dentro da igreja, Exorcismo Sagrado evidência o diabo dentro do Vaticano não apenas como uma força maligna, mas um desejo dos homens.

Por vezes o filme perde as estribeiras ao se apoiar numa comédia que até funciona na figura do padre Michael (Joseph Marcell, o Jeffrey de Um Maluco no Pedaço), mas o tom irregular acaba por deixar claro o cinismo de Hidalgo ao lidar com certos temas.

O terço final é a cereja do bolo. Ao mesmo tempo que tenta fugir do clichê (e até consegue em alguns momentos), Exorcismo Sagrado cai em muitos deles. Propositalmente ou não, esse embate físico e espiritual prende a atenção e aumenta o nível de tensão, o que desperta a curiosidade para ver Hidalgo dirigindo um filme de zumbis.

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Foto: Divulgação Imagem Filmes

Esperançoso por uma continuação, o embate entre luz e sombras parece querer continuar, mas fica a questão: o ego dos homens não é maior do que aquilo que podem fazer? Isso pode se aplicar ao próprio diretor, ou não.


Exorcismo Sagrado estreia no dia 10 de fevereiro nos cinemas brasileiros. Caso vá aos cinemas siga todos os protocolos de segurança!

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