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Há alguns anos, talvez uma década, pouca gente teria coragem de cravar que videogames ou jogos de PC seriam considerados esportes profissionais num futuro próximo. Como agora está muito claro, quem apostava que os eSports não existiriam se provou redondamente enganado.

É possível dizer, inclusive, que o mero conceito de esporte vem mudando nos últimos anos, muito por conta do desenvolvimento da tecnologia que, querendo ou não, popularizou o consumo de jogos eletrônicos de modo a criar uma cultura que, como agora é óbvio, sequer pode ser chamada “de nicho” porque hoje é uma comunidade enorme, economicamente relevante e que não para de crescer.

A tarefa de analisar o fenômeno dos eSports como uma nova atração esportiva em suas diversas facetas pode não ser tarefa fácil, mas é inegável de que o setor se tornou uma indústria de potencial ilimitado – na qual entram cifras bilionárias, amplo consumo e uma movimentação de mercado que fura a “bolha dos gamers”, atingindo mídia, patrocínio e tudo mais que também se envolve com esportes tradicionais, como o futebol. 

Da mesma maneira que os antigos jogos de computador evoluíram para games avançados, agora esses jogos foram além e evoluíram para categorias esportivas com competições profissionais a nível internacional. Da mesma forma, os eSports também são destaque hoje nos sites de apostas como o Betway, um dos principais do segmento. A melhor notícia para os apostadores de eSports é que as chances de vencer as casas de apostas são bem maiores que nos outros esportes por causa da dificuldade de definir cotações nos torneios em andamento.

Foto: Sean Do em Unsplash

Profissionalização dos eSports

Campeonatos de videogame estão longe de serem novidade. Na década de 1970, quando computadores ainda mal haviam deixado de ser aquelas máquinas enormes, cuja estrutura física ocupava salas inteiras, estudantes de universidades de ponta já haviam desenvolvido games através dos quais era possível competir.

Progredindo até quase a terceira década do século XXI, o que se vê é um fenômeno sociocultural de proporções gigantescas e que sequer é limitado por barreiras geográficas, como era tão comum. Naturalmente, países mais ricos, de população com maior poder de compra e melhor qualidade de vida vão poder dedicar mais tempo aos games, mas a verdade é que é possível encontrar jogadores entretidos nessas modalidades hoje em qualquer lugar – não muito diferente do que acontece com esportes tradicionais como futebol, basquete e afins.

Poucas coisas ilustram melhor isso hoje do que o alcance que profissionais de todos os países têm nos grandes eventos de eSports, independente da modalidade: equipes europeias de ponta jogam contra sul-americanos que são patrocinados por empresas gigantes, como é o caso do time do Peru de Dota 2, apoiado pela Betway.

O interessante é observar que, ao mesmo tempo em que as gerações de console foram avançando, o público passou a intervir diretamente no desenvolvimento e no direcionamento dos games. Com a chegada dos jogos online, mesmo os mais primitivos, ficou claro que o caminho a ser seguido era o de prestar atenção no que os usuários tinham a dizer.

Isso pôde ser visto desde jogos como o tradicional Counter-Strike, desenvolvido a partir de um game pré-existente (Half-Life) e continua a ser observado nos jogos de hoje, uns derivados dos outros: WoW de WarCraft, e Dota 2 de StarCraft, por exemplo.

Com muitos jogadores se ocupando também com desenvolvimento dos jogos, o potencial criativo se torna praticamente ilimitado, ainda mais considerando as inovações que surgem a cada dia. Não impressiona que, a cada campeonato profissional de eSports, os prêmios sejam mais substanciais, o público maior e os competidores ainda mais profissionais.

eSports é o futuro

Foto: Best Mobile Games

Os eSports poderão ultrapassar os esportes convencionais?

Pesquisas recentes mostram que o número de gamers no Brasil não para de crescer. Um fato curioso, mas que matematicamente faz muito sentido: as mulheres andam jogando mais do que os homens. Considerando que a população absoluta é de maioria feminina, isso mostra que alguns estigmas antigos como “videogame é coisa de menino” estão sendo deixados para trás.

Dali para cravar que os eSports serão mais importantes do que os esportes tradicionais é um pulo bastante longo. Algo que não pode ser ignorado mais, porém, é que não apenas os eSports são, efetivamente, modalidades esportivas profissionais, como o interesse crescente dos mais jovens e a democracia mais abrangente de quem pode jogar um game em relação a quem pode praticar um esporte físico fazem desse segmento uma máquina de potencial ilimitado desde já.

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