Sparkshorts
1

Já conhece o novo projeto da Pixar: os curtas Sparkshorts?


Vou começar esse texto com uma notícia em primeira mão: já faz um tempo que o mercado audiovisual como um todo vem enfrentando uma espécie de processo de transição midiática. Isso não significa que formatos ou mídias antigas vão deixar de existir (isso é falácia purinha), mas quer dizer que o mercado precisa se reinventar, enquadrar padrões antigos numa realidade diferente e, acima de tudo, investir em novas opções para sobreviver. E esse processo vai desde o Whindersson fazendo um média-metragem com cara de super produção como parte de uma campanha para ganhar inscritos até a Pixar brincando com o YouTube através dos seus novíssimos SparkShorts.

Como próprio nome em inglês sugere, o projeto é focado na produção de curtas-metragem. No entanto, antes que alguém questione, a própria Pixar já anunciou que a ideia é seguir caminhos completamente diferentes daqueles que eles estão acostumados a percorrer durante a criação e produção dos típicos curtas que acompanham seus lançamentos no cinema. Segundo o presidente do estúdio, Jim Morris, essa é a “oportunidade para desvendar o potencial individual de artistas e suas abordagens cinematográficas inventivas em uma escala menor do que a normal“.

E, por mais que isso seja só um teste para o Disney+, o fato dos filmes estarem sendo divulgados gratuitamente no canal da Pixar no YouTube acaba sendo uma prova desse formato menor. São animações independentes, baratas e simples (mas não inferiores) que permitem ao estúdio dar oportunidades a novos contadores de histórias que trabalham em outros setores da empresa, explorar novos traços e experimentar novos formatos de produção. Tudo sem a pressão de exibir tal filme na tela grande, prendendo a atenção de alguém que pagou para ver outra coisa. É YouTube (ou streaming), então o público pode acessar o conteúdo em questão quando e se quiser.

Entretanto, acredite quando eu digo que você vai querer assistir todos assim que forem lançados, porque até então tem sido bem difícil tecer algum comentário negativo sobre os SparkShorts. São histórias contidas e claramente pessoais que usam o jeitinho Pixar de criar metáforas e mundo hipotéticos para falar de forma direta e criativa sobre temas como ambientes de trabalho tóxicos, amizade, companheirismo, amor, tecnologia, aceitação, medo e por aí vai. Talvez a língua se torne uma barreira em alguns dos curtas, mas duas das três histórias divulgadas até então não possuem diálogos e ainda ganham ponto pelo caráter universal.

Conheça as tramas dos seis episódios previstos aqui, faça sua pequena maratona e aproveite a experiência divertida e inovadora que é assistir esses SparkShorts.

Flavio Pizzol
Nascido em uma galáxia muito distante, sou o construtor original dessa nave. Aquele que chegou aqui quando tudo era mato. Além disso, nas horas vagas, publicitário, crítico de cinema, aprendiz de escritor e músico de fundo de quintal. PS: Não sabe trocar a sua imagem do perfil...

The Umbrella Academy: Uma Família do Barulho

Previous article

PODSEIA 024 – Apostas do Oscar 2019

Next article

You may also like

1 Comment

  1. […] sacada que, como o Flávio Pizzol explica nesse texto sobre o projeto SparkShorts, permite o surgimento de novos contadores de história, viabiliza o uso […]

Leave a reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

More in Criatividade