Elvis – Crítica | O show exagerado de Baz Luhrmann

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Foto: Divulgação Warner Bros. Pictures

Com grande atuação de Austin Butler, “Elvis” trabalha o fascínio e a mística do rei do rock


Quando Baz Luhrmann foi anunciado como diretor de Elvis, grande parte do público ficou descontente com a escolha, ainda mais por trazer Austin Butler como seu protagonista. O ator, apenas conhecido por séries da Disney e Nickelodeon, ainda não tinha apresentado um papel de grande destaque.

Ambas as escolhas se mostram assertivas após conferir o longa, que junta o característico exagero do diretor a vida exarcebadamente maluca do rei do rock. Butler entrega uma atuação que, se for trabalhada de maneira correta, vai render algumas premiações em sua carreira.

Mas, o estilo de Luhrmann é o destaque e também um dos calcanhares de Aquiles dessa produção.

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Foto: Divulgação Warner Bros. Pictures

Qual a trama de Elvis?

O filme aborda a vida e a música de Elvis Presley (Austin Butler) sob o prisma da sua tumultuada relação com seu empresário enigmático, o coronel Tom Parker (Tom Hanks). A história mergulha na complexa dinâmica entre Presley e Parker, que se estendeu por mais de 20 anos, desde a ascensão de Presley à fama até seu estrelato sem precedentes, tendo como pano de fundo a evolução da paisagem cultural e a perda da inocência na América.

No centro dessa jornada está uma das pessoas mais importantes e influentes na vida de Elvis, Priscilla Presley (Olivia DeJonge).

O que achamos do filme?

O começo frenético e lotado de informações de Elvis tem um contraponto: a presença do coronel Tom Parker vivido por Tom Hanks. O ator destoa de tudo que o filme quer apresentar, já que ganha foco logo no início, e sua inexperiência em viver vilões e figuras controversas, tlavez tenha afetado sua atuação repleta de caricatices e sotaques forçados.

Tirando este elefante da sala, tudo que o longa de Baz Luhrmann se propõe a fazer, funciona de maneira vibrante. Desde o início, a figura do cantor é apresentada como um ser divino. Elvis demora a mostrar o rosto, mas quando o faz junto com sua dança, evidencia a aura de adoração e fascínio que um povo tinha por ele.

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Foto: Divulgação Warner Bros. Pictures

Austin Butler encarna a força e a vulnerabilidade do artista em meio ao show business, que claramente quer engoli-lo. A sua relação com a comunidade negra (desde as acusações de roubo de músicas até suas amizades), são apenas pinceladas aqui, sem causar polêmica. Isso se estende a sua relação com drogas e mulheres.

O que se vê, é um Elvis na persona do cantor 24 horas por dia, montado e pronto para o que der e vier, com poucos momentos onde os dramas banais da vida tomam conta. Quando acontecem, ali em meio a loucura, os destaques ficam para a forte relação com a mãe Gladys (Helen Thomson), com Priscilla, e é claro, os embates com o coronel.

Luhrmann segue o caminho de ascensão-queda-ascensão já típico dessas cinebiografias, mas sempre pautado no exagero. O conservadorismo que quase calou o cantor, a paranoia que afeta sua segurança, os gastos com merchandising, as relações abusivas, o uso de trilha sonora contemporânea, o retorno de Elvis, enfim. Tudo é extrapolado.

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Foto: Divulgação Warner Bros. Pictures

O filme só para para respirar ali no segundo ato, quando a vida de Elvis dá uma estagnada, e é onde ele perde um pouco do seu ritmo e nos faz sentir as 2 horas e 40 minutos de duração. Mas estamos tão envolvidos que o final bate como um soco, flertando com a tragédia, sem perder o sentido de tudo que o astro significou para a música, arte, moda, só para citar alguns.

O rei do rock é tão ídolo que seria fácil fazer um filme sobre ele, felizmente Baz Luhrmann foge do caminho seguro e básico, tudo que Elvis Presley nunca foi.


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