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Diário da BGS 2018: O fim de semana que salvou a feira

A BGS 2018 tem seu salto pessoal no sábado e domingo.

15 de outubro de 2018 - 16:46 - Tiago Soares

Jogar. Esse é o principal objetivo da maioria das pessoas que estão na Brasil Game Show. Seja um lançamento, seja na Arena Arcade ou na Avenida Indie — participar parece ser a força motriz da maior feira de games da América Latina, e não podia ser diferente — pois os melhores dias da feira foram aqueles que jogamos. No sábado, dia esgotado e mais lotado do evento, era possível sentir a atmosfera e a diversidade do público em geral; É um dia em que gamers e não-gamers estavam unidos.

Depois de uma batalha pessoal em Just Dance 2019, jogamos Shadow of The Tomb Raider  e a primeira impressão é de que devido a grandiosidade, não estamos jogando apenas uma demo, mas o jogo completo. O game começa com o trailer divulgado na E3, aonde Lara precisa controlar um avião em meio a tempestade, quando de repente ele se parte ao meio e cai na ilha.

Como estamos falando de Lara Croft, ela sobrevive a queda e começamos a controlar a personagem quando a mesma tenta sair de uma caverna da qual ficou presa. De cara já somos surpreendidos com os gráficos, que por mais que tenham diminuído o realismo nos personagens, é perceptível um trabalho mais cauteloso com as texturas e iluminação do ambiente.

O primeiro contato com os comandos e jogabilidade é bastante natural. Logo nos primeiros minutos, sem nenhum apoio textual, é possível ter domínio sobre a situação e sair da caverna com facilidade. E ao ver a luz do sol, temos a dimensão do tamanho do mapa e quão grande está o jogo. A experiência continua com reconhecimento e resgate em uma vila próxima. Infelizmente nosso tempo no estande estava chegando ao fim, mas 15 minutos de gameplay foram suficientes para termos a certeza que o jogo está bem promissor.

Sábado também foi o dia de jogarmos alguns indies. Trajes Fatais, jogo de luta 2D desenvolvido pela Onanim Estúdios, marcou presença em mais uma BGS, dessa vez com a demo que foi disponibilizada aos apoiadores do projeto. Nesta nova versão, podemos conferir um pouco dos novos cenários, novos golpes e novos personagens que estarão disponíveis em sua versão final.

Starlit Adventures, jogo desenvolvimento pela Rockhead, que está disponível pra Android e PS4, foi sensação não apenas na feira, mas no estande do Zero 1 — programa da Rede Globo, promovendo campeonatos dentro e fora da área Indie. Um jogo espiritualmente inspirado em Mario Kart, cercado de novos desafios e modos de jogo.

O “terror” tomou conta da Avenida Indie com a presença de jogos já conhecidos da comunidade como Layers of Fear e Fobia. Layers of Fear que foi desenvolvido pela Bloober Team, originalmente lançado em 2016, chega a feira com sua versão portabilizada para Nintendo Switch. Fobia é um jogo brasileiro com cara de triple A, que mistura o melhor do terror psicológico com o bom uso de jumpscares.

 

Days Gone

Domingo foi o dia de chegar mais cedo e conferir alguns dos maiores lançamentos da feira. Days Gone,  título da Bend Studio, exclusivo para a PlayStation 4 — apresentado pela primeira vez na E3 2016, o jogo acompanha a aventura do marginal Deacon St. John num mundo pós-apocalítico e um dos jogos mais requisitados da feira felizmente faz juz ao hype criado.

Estamos diante de uma mistura de Resident Evil e The Last of Us, só que menos sombrio que ambos. A dinâmica de tiros e combate corpo a corpo é bem parecida, com gráficos excelentes e textura impecável. Duas demos ficaram disponíveis e escolhemos a primeira, na qual Deacon teria que ser furtivo ao investigar um local abandonado e encontrar uma peça para a moto de seu amigo. Coletar itens sem ser notado é o principal objetivo da demo. Em certa ocasião disparei a buzina de um carro, atraindo alguns zumbis, que foram facilmente abatidos no combate corpo a corpo, pois sou péssimo com tiros.

Se não incomodados, os zumbis não são uma grande ameaça — mas na segunda demo no qual enfrentamos uma orda — as coisas não foram tão fáceis. A jogabilidade é fácil nos combates, mas a câmera parece confusa de forma intencional, já que cada golpe tira uma parte considerável de vida.

A primeira demo também deu algumas “travadas”, o que não quer dizer que elas estarão na versão final, além da dificuldade de pegar alguns itens. De certa forma é difícil julgar um jogo com apenas uma parte na qual você cai no meio da ação. Resta esperar até o dia 22 de fevereiro de 2019 pra conferir, mas já gostamos do que vimos.

 

Fifa 19 e Assassin’s Creed Odyssey

Fifa 19 ganhou nossa atenção logo em seguida. Jogamos com Manchester City e Liverpoool e ganhamos as duas partidas com Salah parecendo um super herói em campo. Pouca coisa muda em relação a mecânica, mas a atenção aos detalhes ganha nossa atenção. Melhorias no modo “A Jornada” — além da maior novidade o modo “Vale Tudo” — no qual faltas, nem impedimentos são marcados e os jogadores podem cair na porrada.

O novo Assassin’s Creed é ainda mais antigo. Dessa vez somos jogados nas incríveis e épicas silhas da Grécia Antiga. Na demo, temos a oportunidade de jogar com Alexios ou Kassandra, herdeiros diretos de Leônidas, o rei de Sparta. Melhorando as mecânicas do seu antecessor, Assassin’s Creed Odyssey aproveita das boas lições tiradas de Origins e com a pegada apurada e as interações personalizadas, você de fato se sente em um RPG.

 

Sekiro

Dos mesmos produtores de Dark Souls e Bloodyborne, já é possível ter uma noção do que te espera em Sekiro, jogo extremamente dinâmico e muitos mais veloz do que os outros títulos da desenvolvedora. Vivenciamos então uma experiência de ser um ninja no século 15. Logo no início da demo, precisamos enfrentar alguns ninjas inimigos — mas nada desafiador até que de repente aparece o primeiro general, o que não seria um grande problema durante a nossa gameplay — mas acabou rendendo pelo menos 15 mortes.

Sekiro é um jogo incrivelmente lindo visualmente, os gráficos são de tirar o fôlego, mesmo ainda não estando em sua versão final. É totalmente plausível o jogo ganhar o título de melhor game da feira, rendendo filas de mais de 4 horas.

 

Resident Evil 2 Remake

Estamos de volta a Raccoon City, a mesma de 1998, agora com os gráficos de 2018. Vinte anos depois, Residente Evil 2, nos coloca no corpo de Leon e Claire. Na ocasião tivemos a oportunidade de explorar a demo do Leon. Estamos no departamento de polícia de Raccoon City e precisamos encontrar uma maneira de sair. Os primeiro 5 minutos da demo são focadas em se familiarizar com os comandos do jogo e sair dessa situação.

Logo a frente encontramos os primeiros zumbis e neste momento o jogo se dedica a nos mostrar diferentes tipos de ação, por exemplo: se atirar na cabeça o zumbi morre instantaneamente, caso atire no peito ele fica atordoado e serão necessários mais tiros e caso atire nas pernas ele irá cair, necessitando apenas de uma finalização. É impossível não fazer o paralelo com Resident Evil 4, já que o jogo apresenta a mesma câmera e mesma jogabilidade.

A principal diferença é que ao abrir o inventário o tempo não pára, o que obriga o jogador a ter mais atenção e procurar lugares isolados, nos desafiando a prestar mais atenção no que está acontecendo e traçar estratégias mais elaboradas do que nos outros jogos da franquia. RE2 é desafiador e entrega o que os fãs mais esperavam deste remake.


Obs: Não perca o podcast da BGS 2018 que sairá ainda nesta semana, faremos um apurado de todos os prós e contras da feira. Até lá!