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Com o fim de Dark chegando, separamos 5 filmes para você abrir a mente e entender algumas nuances sobre a série e seu final


Dark é uma série amada por muitas pessoas. E graças a Netflix, fomos apresentados a esta produção alemã de qualidade. Essa internacionalização de conteúdo da plataforma, é bastante necessária para que possamos conhecer obras que dificilmente iríamos atrás, se elas não estivessem tão perto, e a distância de poucos cliques.

A arte é uma troca. E se podemos afirma que Dark influenciou uma geração de adoradores de séries, viagens no tempo e universos paralelos, também foi influenciada por muitas outras, algumas delas, até citadas diretamente na série. Por isso, vamos indicar 5 filmes que com certeza inspiraram a série, além de vários conceitos destas obras, que foram utilizados na produção.

 

Donnie Darko (2001)

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Responsável por inúmeros vídeos de teorias na internet, a obra-prima de Richard Kelly, Donnie Darko foi sem dúvida uma das maiores inspirações para Dark. Os ciclos, a viagem no tempo, o multiverso, o livro escrito por um personagem que passa de mão em mão, a contagem regressiva para o fim do mundo, enfim.

Se ainda não viu, faça um favor a si mesmo e assista, pois é um dos filmes essenciais para ter uma visão mais aberta sobre os mistérios da série.

 

Matrix (1999)

Jonas (Louis Hofmann) sempre diz para Martha (Lisa Vicari) que sua sensação de déjà vu é um erro na matrix, tornando quase obrigatória a missão de assistir o filme das irmãs Wachowski para entender a referência. Aliás, não seria nenhum sacrifício assistir Matrix, um dos maiores clássicos do cinema.

Em dado momento Morpheus (Laurence Fishburne) pergunta se Neo (Keanu Reeves) acredita em destino. Neo diz que não, pois não gosta da ideia de não controlar sua própria vida. De certo modo, isso se alinha demais com a ideia que percorreu Dark: quebrar o ciclo e não ser uma vítima do tempo.

 

Os 12 Macacos (1995)

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Esbarrando mais uma vez com a ideia de fim do mundo, no ano de 2035, James Cole (Bruce Willis) aceita a missão de voltar ao passado para tentar decifrar um mistério envolvendo um vírus mortal que atacou grande parte da população mundial. Tomado como louco, no passado, ele tenta provar a sua sanidade para a médica Kathryn Railly (Madeleine Stowe), sua única esperança de mudar o futuro.

As várias viagens no tempo e a desconfiança inicial dos personagens com tamanho absurdo, tornam o filme de Terry Gilliam e a série, bastante similares. Tomando o risco de tornar este texto datado, tudo que está acontecendo no ano de 2020 é digno de um apocalipse hein!

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+++ Crítica da terceira temporada de DARK (Sem Spoilers)

 

Déjà Vu (2006)

A sensação que Martha sempre tem quando está com Jonas tem inúmeras explicações em filmes de ficção científica. Sejam eles erros na matrix, universos paralelos ou ciclos infinitos.

Déjà vu, pronuncia-se Déjà vi, é um termo da língua francesa, que significa “já visto”. Déjà vu é uma reação psicológica que faz com que o cérebro transmita para o indivíduo que ele já esteve naquele lugar, sem jamais ter ido, ou que conhece alguém, mas que nunca a viu antes.

No suspense de Tonny Scott em mais uma parceria com Denzel Washinton, o agente federal Doug Carlin viaja para investigar a causa de uma explosão fatal que ocorreu em Nova Orleans. Ele descobre, então, um meio de viajar no tempo e, consequentemente, evitar que a explosão ocorra.

Mesmo demorando pra engatar, a obra trabalha vários conceitos vistos em Dark como a Ponte de Einstein-Rosen, buracos de minhoca e a ética de mudar o passado de alguém sem permissão.

 

O Predestinado (2014)

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paradoxo de bootstrap, ou paradoxo ontológico, é um paradoxo da viagem no tempo em que as informações ou objetos podem existir sem terem sido criados. Após um objeto — ou informações — ser enviado de volta no tempo, ele, recebido no presente, torna-se o próprio objeto ou informação que será inicialmente levado de volta no tempo.

Muito mencionado na série, o Paradoxo de Bootstrap tem papel crucial na narrativa de Dark, principalmente na trama de Charlotte (Karoline Eichhorn) e Elisabeth (Carlotta von Falkenhayn), e no livro de H.G. Tannhaus (Peter Schneider), “Uma Jornada Através do Tempo”. Um dos melhores exemplos a usar este conceito é “O Predestinado”, filme infelizmente não muito conhecido, protagonizado por Ethan Hawke e Sarah Snook.

Dirigido pelos irmãos Spierig, “O Predestinado” narra a vida de um agente que precisa viajar no tempo para impedir a ação de um criminoso responsável por um ataque que mata milhares de pessoas. Prepara-se para bugar sua cabeça, e assim como na série, a atenção aos detalhes é importantíssima aqui.


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Tiago Cinéfilo
Há 4 anos nessa viagem. Estudante de Rádio, TV e Internet. Ex-Clock Tower, ex-Cinema Com Rapadura e ex-fã de The Walking Dead.

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