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Cujo é um livro de Stephen King que deixa uma mensagem: Vacinem seus cachorros


Cujo é um dos livros de Stephen King que eu menos tinha vontade de ler. Apesar de gostar muito das histórias do autor, e saber que ele sempre vai um pouco mais além do terror, eu realmente tinha impressão de que ia ser um livro apenas sobre cachorro satânico assassino.

Mas quando a Dani, o Gabriel, e o Marcus Vinícius falaram que iriam fazer um grupo de leitura coletiva de livros de Stephen King eu entrei imediatamente. E escolheram para que a primeira leitura fosse exatamente Cujo. Se quiser saber mais sobre esse grupo de leitura coletiva, é só acessar o perfil de qualquer um dos três no Instagram.

E eu não podia estar mais enganada sobre o livro. Primeiramente, Cujo não é sobre um cachorro satânico, e sim sobre um cachorro com raiva. Mas mais do que isso, é um livro sobre duas famílias com problemas matrimoniais sérios.

Livro Cujo de Stephen King vale a pena?

Sobre o livro Cujo de Stephen King

          • Título: Cujo
          • Autor: Stephen King
          • Publicação: 1981
          • Edição: 2016
          • Editora: Suma
          • Páginas: 376
          • Gênero: Terror com drama

De um lado temos uma família de classe média alta que sofreu uma mudança de cidade há pouco tempo e onde o tédio e a vaidade leva uma esposa a pular a cerca, enquanto o marido lida com uma crise no trabalho, podendo enfrentar a falência de sua empresa. Do outro lado temos uma família em que existe uma convivência com violência doméstica e uma mulher que deseja não só se livrar dessa violência, como impedir o próprio filho de se tornar uma pessoa como seu marido. Em meio a isso, Cujo, um são bernardo muito bonzinho e gigante como todos da raça são, acaba pegando a doença da raiva.

A história narrada em Cujo segue uma fórmula existente em vários livros do autor, mas que durante a leitura coletiva nós mesmos falamos que isso existe na escrita de vários autores: o curso de colisão. Quando todos os acontecimentos de personagens diferentes, vindo de lugares diferentes, vão se desenvolvendo exatamente para que aquela situação aconteça.

É bastante Shakespeariano.

Não só isso mas também outras coisas que são comuns a todos os livros de Stephen King estão presentes em Cujo: descrição do cotidiano, incluindo marcas de produtos que as pessoas estavam usando na época, seja de carro, cerveja, shampoo, etc. Todo e qualquer pensamento aleatório que a pessoa tem, descrição das roupas e objetos pessoais como uma forma de tentar mostrar a personalidade profissional, e mais outros elementos são bem identificados na escrita Stephen King.

 

+++ 20 dicas sobre a escrita de Stephen King
+++ As 15 melhores adaptações de Stephen King pro cinema

 

Mesmo com todas essas fórmulas (e talvez até por causa delas, pois eu gosto muito dessa maneira do autor colocar coisas e pensamentos do cotidiano), eu gostei de Cujo. Não entra no meu ranking de livros preferidos de Stephen King e nem da vida, mas é uma história muito bem contada, que me surpreendeu bastante, e que eu não esperava nada do desenvolvimento dela mas foi muito legal.

Apesar de demorar um pouco para a ação de verdade acontecer, a leitura do livro Cujo flui muito fácil, e quando se chega na parte realmente da ação acontecendo não dá vontade de parar. O final foi um daqueles finais de Stephen King de sentar e chorar.

A moral da história é: vacine seus cachorros.

Em 1983, Cujo foi adaptado para o cinema. O filme foi dirigido por Lewis Teague.

Cujo vale a leitura?

É muito dolorido ver o que aquelas família sentiram. E sempre que tem crianças envolvidas eu sempre fico mais emocionada também. O livro explora o ponto de vista de todos os personagens, inclusive dos pequenos e do catioro.

Os problemas enfrentados pelos casais são coisas bastante comuns, infelizmente. Complicado até pensar como depois do final dos acontecimentos ficaria a vida. Mas como diz uma grande verdade  em outro livro “a vida dá um jeito“.

Meu único problema inicialmente foi não ter divisão de capítulos, porém era bem visível todos os pontos de paragem da leitura. Dizem que estava o autor bem noiado na época e só foi escrevendo sem parar. É muito fácil acreditar nisso.

Por fim, Cujo é um livro que eu recomendo não só para aqueles que já estão familiarizados com a leitura de Stephen King mas também para aqueles que não começaram ainda, pois achei que ele é um bom exemplo mesmo da escrita do autor, já que tem todos esses elementos familiares em outros livros, e não sendo um calhamaço como outros, dá para ter uma noção muito boa do tipo de sentimentos que o ator é capaz de causar na leitura.

Se essa leitura te interessou, você pode comprar seu ebook ou exemplar impresso no site da Amazon.


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Livia Salzani

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4 Comments

  1. Adorei o post. Foi uma leitura cheia de angústia, pelo doguinho, e ódio, pelos adultos, hahaha. O King realmente tem uma forma de escrever que consegue com completo sucesso nos tirar do prumo, e eu acho isso tão fantástico, absorvermos a história e aquilo nos traz um impacto quase VIDA REAL. Post ótimo, e sim, vacinem os doguinhos, e sempre carreguem água gelada em bolsa térmica na bolsa/mochila, fica a dica, hahaha!

    1. Nunca entrarei num carro sem água e lanches. VACINEM SEUS DOGUINHOS!

  2. Caramba Lívia, que texto gostoso de ler e que análise profunda que você fez sobre o livro. Realmente, da primeira vez que li o livro achei que seria apenas uma história sobre um cachorro com raiva, mas o livro vai bem mais do que isso, mostrando esse drama familiar. É um livro bem fluido e de fácil leitura. Também não é meu livro preferido do King, mas certamente é uma ótima recomendação de leitura para quem nunca leu nada do autor. Adorei seu post. Parabéns pelo trabalho.

    1. Muito obrigada!

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